Passos: Assinar manifesto enviaria sinal errado aos credores internacionais

O primeiro-ministro disse hoje que se assinasse o manifesto hoje dado a conhecer para a reestruturação da dívida estaria a pôr em causa o cumprimento das metas orçamentais e a enviar a «mensagem errada».

«Se eu hoje quisesse por em causa o financiamento do país e destas políticas públicas, subscreveria o manifesto que hoje foi dado a conhecer e nessa medida tinha a certeza de estar a enviar a mensagem errada a todos aqueles que esperam que Portugal cumpra as suas realizações», disse Pedro Passos Coelho numa intervenção em Lisboa, na cerimónia de inauguração das novas instalações da Polícia Judiciária.

O governante falava no dia em que o jornal Público dá conta de um manifesto, assinado por cerca de 70 figuras da política de esquerda e de direita, que apela à reestruturação da dívida pública do país.

Pedro Passos Coelho sublinha que «nem sempre» o que se toma por ideal se pode concretizar da forma «mais fácil ou óbvia» e «muitas vezes são os caminhos mais difíceis» os que garantem «caminhos mais duradouros».

«Frequentemente são os caminhos mais fáceis os que nos levam a situações de maior insustentabilidade», disse ainda o primeiro-ministro.

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