pavilhão Rosa Mota

Porto vai ter "novo" pavilhão Rosa Mota daqui a três anos

Travar a degradação e dotar o Porto de um centro de congressos com uma capacidade que ainda não existe na cidade. São os objectivos essenciais que a câmara municipal definiu para o pavilhão Rosa Mota. O projecto não terá qualquer encargo financeiro para a autarquia.

O figurino do concurso público internacional para a reabilitação, requalificação e exploração do edifício vai ser levado à reunião pública do executivo daqui a duas semanas.

Foi isso que anunciou hoje o presidente da câmara. Rui Moreira acredita que é desta que a obra avança. Depois de o projecto ter ficado na gaveta no último mandato de Rui Rio, por falta de financiamento, o actual presidente diz que no maximo em 2017 a empreitada terá de estar pronta.

O autarca não divulga para já que valores estarão associados ao caderno de encargos do concurso que entregará as obras e depois a exploração do pavilhão Rosa mota.

Esclareceu no entanto que a autarquia se reserva o direito de vir a incluir o consórcio vencedor, através de uma participação no máximo de 25 por cento. Rui moreira diz que «essa é uma possibilidade que terá de ser avaliada em função das propostas que vierem a ser apresentadas».

Um estudo recente da Porto Business School alertou para um risco, o de a transformação do Rosa Mota em centro de congressos vir a ameaçar a rentabilidade da Alfândega do Porto, que em junho foi considerado o melhor espaço para reuniões e conferências da Europa.

Rui Moreira não acredita nesse risco, e diz que «por essa ordem de ideias nada se fazia, há anos também não se tinha investido na Alfândega».

«Haverá uma lógica de complementaridade das ofertas», diz o autarca, que garante também que as obras do Rosa Mota e depois a concessão serão apenas no edifício. Os jardins do Palácio de Cristal ficarão na mesma e à disposição da cidade. O espaço que enquadra o Rosa Mota está excluído da intervenção e posterior exploração do pavilhão.