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PSD com autonomia para substituir «medidas penalizadoras», diz Catroga

O social-democrata Eduardo Catroga considerou que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal foi «essencialmente influenciada» pelo PSD.

Eduardo Catroga garantiu que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais «medidas penalizadoras para os portugueses» do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objectivos.

«Houve uma adesão a este princípio de que o PSD, se for Governo, fica com autonomia para propor um novo 'mix' de políticas, se por acaso acontecerem amanhã surpresas de medidas penalizadoras para os portugueses», acrescentou.

Numa declaração aos jornalistas feita na sede do PSD, sem direito a perguntas, este ex-ministro das Finanças considerou ainda que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal foi «essencialmente influenciada» pelos sociais-democratas.

Catroga, que considera que o acordo resultou em medidas melhores, entende ainda que a revisão da trajectória do défice foi uma «grande vitória» do PSD.

«O Governo perdeu a batalha de querer convencer que as medidas do PEC4 eram as melhores para o país, perdeu a batalha de que a trajectória de correcção do défice público de 4,6, três e dois era a melhor para o país», frisou.

Este economista considerou ainda que o Governo perdeu ainda na questão da necessidade de racionalizar o Estado e nas privatizações, produtividade e competitividade, que nunca eram abordados pelo Executivo.

«Temos agora uma oportunidade única e penso que o PSD, através da equipa que chefiei de um um grande contributo para este processo. Portugal vai ter uma oportunidade de fazer as reformas que se impõem», sublinhou.

Este antigo ministro congratulou-se por este programa de ajuda externa não afectar as «pensões de sobrevivência e invalidez de cerca de um milhão de pensionistas com menos de 200 euros euros mensais, ao contrário do que acontecia do acontecia com o PEC chumbado em Março.

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