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Advogado critica PGR por recusar tornar público caso de Lopes da Mota

O advogado de Lopes da Mota mostrou, esta segunda-feira, não compreender porque é que a Procuradoria-geral da República rejeitou tornar público o processo disciplinar de Lopes da Mota. À TSF, Magalhães e Silva denunciou a existência de «continuadas e cirúrgicas fugas de informação».

Para o advogado de Lopes da Mota, «não cabe na cabeça de ninguém» que não se possa publicitar um «processo disciplinar, depois da acusação e quando já só está em causa a defesa do arguido».

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Questionado pela TSF sobre se o palco da justiça não seria melhor para defender Lopes da Mota,  Magalhães e Silva respondeu que essa seria o palco próprio «se as continuadas fugas de informação» sobre o processo, «inteiramente parciais», não tivessem colocado o presidente do Eurojust «no palco da opinião publica».

Na opinião do advogado de Lopes da Mota, mais do que publicitar o caso para perceber o que é que o responsável do Eurojust disse ou fez, seria importante tornar o caso público para «perceber exactamente como é que tudo se passou e para prestigiar a imagem e a credibilidade das instituições do Estado».

«Pode que se receie que o modo como este processo está feito e organizado ponha em causa a credibilidade e imagem das instituições no Estado português», sublinhou.