caso joana

Gonçalo Amaral condenado a pena suspensa

Gonçalo Amaral foi condenado a ano e meio de prisão com pena suspensa no julgamento das alegadas agressões a Leonor Cipriano. Dos outros inspectores e ex-inspectores da PJ envolvidos no caso, um também foi condenado a pena suspensa, ao passo que outros três foram absolvidos.

O antigo inspector da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral foi condenado, esta sexta-feira, a um ano e meio de prisão com pena suspensa pelo mesmo período por falsidade no depoimento no julgamento das alegadas agressões a Leonor Cipriano, a mãe de Joana.

O julgamento feito no Tribunal de Faro determinou ainda que o antigo líder da investigação ao desaparecimento da pequena Maddie fosse ilibado de todas as acusações no que se refere ao crime de omissão de denúncia.

Já António Nunes Cardoso, que escreveu o relatório a dizer que Leonor Cipriano se tinha atirado pelas escadas das instalações da PJ, foi condenado a dois anos e três meses de prisão por falsificação de documento, com pena suspensa de dois anos.

Por seu lado, Leonel Marques, Paulo Pereira Cristóvão e Paulo Marques Bom foram absolvidos de todos os crimes que vinham acusados e que incluíam crimes de tortura, o que levou mesmo a Ordem dos Advogados a constituir como assistente neste processo.

Para o tribunal que analisou este caso, que se refere aos interrogatórios feitos pela PJ de Faro em 2004 relativos ao “caso Joana, não ficou provado nenhum destes três inspectores da PJ à altura dos factos tenha agredido a mãe de Joana.

Contudo, o tribunal de juri que analisou o processo considerou provado que Leonor Cipriano não se atirou pelas escadas e que as agressões de que foi vítima só podem ter acontecido nas instalações da PJ de Faro.

O juiz-presidente Henrique Pavão considerou particularmente grave que isto tenha acontecido em particular porque as agressões foram feitas por pessoas que têm como função combater o crime.