José Sócrates sai da prisão, advogado diz que é "insuficiente" e vai recorrer

O antigo primeiro-ministro, que saiu do estabelecimento prisional de Évora, vai ficar em prisão domiciliária sem pulseira electrónica. Já está em casa.

A decisão do juiz de instrução surge cinco dias antes do final do prazo para rever a prisão preventiva.Dia 9 de setembro seria o último dia que o juíz Carlos Alexandre tinha para tomar uma decisão.

A TSF apurou que o juiz Carlos Alexandre não impôs quaisquer restrições aos contactos de José Sócrates com a imprensa.

A alteração da medida de coação foi, entretanto, confirmada pela Procuradoria Geral da República. Na nota da Procuradoria pode ler-se que foi "reforçada a consolidação dos indícios".

"O Ministério Público promoveu a alteração da medida de coação, por considerar que, face à prova reunida desde a última reapreciação, se mostra reforçada a consolidação dos indícios, o que diminui o perigo de perturbação do inquérito. Neste período foram ouvidas cerca de dez pessoas e realizadas mais de 30 diligências de buscas."

José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa e está indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito. Era o único dos nove arguidos das "Operação Marquês" em prisão preventiva. Em junho deste ano o antigo primeiro ministro recusou a prisão domiciliária com pulseira electrónica. Justificou na altura que "pelo respeito a si próprio e aos cargos publicos que exerceu, recusava a medida de coacção". Agora o juiz decreta a prisão domiciliária sem pulseira electrónica.

"Esta decisão é insuficiente e será intentado recurso"

João Araújo, o advogado de José Sócrates considerou hoje "insuficiente" a alteração de prisão preventiva para prisão domiciliária da medida de coação imposta ao ex-primeiro-ministro e avançou à agência Lusa que vai recorrer da decisão.

Questionado sobre o motivo que o leva a afirmar que a decisão do juiz Carlos Alexandre é "insuficiente", Araújo argumentou que José Sócrates "devia ser libertado pura e simplesmente, com ou sem pedido de desculpas".

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