Ordem dos Advogados

Medidas para a Justiça são muito economicistas, diz Marinho Pinto

O bastonário da Ordem dos Advogados criticou, esta sexta-feira, o acordo alcançado com a "troika" por ser muito economicista na área da Justiça.

O acordo para a ajuda externa não resolve os problemas essenciais e só se preocupa com as questões económicas, criticou o bastonário da Ordem dos Advogados, à saída de uma reunião com o ministro da Justiça, Alberto Martins, que está a receber os protagonistas da Justiça para debater as medidas inscritas no memorando de entendimento entre o Governo e a "troika".

«Devia-se ter avançado para fazer a grande reforma da Justiça portuguesa que não foi feita», mas isso «vai ser difícil», porque «os nossos governantes não se caracterizam pela coragem política», criticou.

«Gostava que, aproveitando a necessidade desta reforma, se avançasse com a auditoria a todos os tribunais», defendeu.

O bastonário criticou o facto de «um recurso só chegar ao Supremo Tribunal de Justiça se os juízes quiserem», considerando situações como esta «uma subversão do paradigma jurídico do Estado de direito democrático».

«Há tribunais que deixam o ar condicionado a funcionar toda a noite», exemplificou para justificar que «há esbanjamento porque não há uma gestão correcta» dos tribunais.

Para António Marinho Pinto, «os tribunais têm de ser geridos como os hospitais», que estão a cargo de «gestores hospitalares» em vez de médicos.

Notícias Relacionadas

  COMENTÁRIOS