Justiça

MP não acusa ninguém pelas 48 mortes na Madeira

Não há culpados das 48 mortes do temporal na Madeira. O Ministério Público conclui que as vitimas resultaram de causas acidentais e naturais.

O Ministério Público da Madeira concluiu que as 48 pessoas que morreram no temporal do ano passado foram vítimas de causas naturais e acidentais.

Terminada a investigação, o jornal Público escreve esta sexta-feira que o inquérito foi arquivado e que ninguém vai ser acusado destas mortes.

Ouvido pela TSF, o ambientalista Hélder Spnínola disse que, uma vez mais, a culpa «morre solteira», perante as conclusões do Ministério Público da Madeira.

Já o procurador da República na Madeira, Gonçalves Pereira, lembrou que «nem a justiça portuguesa nem qualquer outra justiça no mundo têm jurisdição sobre são Pedro».

Gonçalves Pereira lamentou ainda que, na Madeira, haja o «triste» hábito de construírem leitos de cheia e de ribeiras.

Por seu turno, o geólogo Raimundo Quintal, que lançou vários alertas para a possibilidade da tragédia que acabou por acontecer em Fevereiro de 2010, criticou as conclusões do MP.

Raimundo Quintal sublinhou que a justiça dá uma imagem que «o crime compensa» e avisou que a tragédia pode repetir-se, na sequência dos solos fragilizados com os incêndios ocorridos em Agosto.

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