Presidente e vogal do instituto não têm capacidade para gerir o Citius acusa o Ministério da Justiça

O secretário de Estado da Justiça considerou que o presidente e o vogal do instituto que gere a plataforma informática Citius não tiveram «capacidade adequada para conduzir, com eficácia, o processo de adaptação» do sistema à nova organização judiciária e por isso foram exonerados.

Em comunicado enviado às redações, António Costa Moura vincou que Rui Pereira, que ocupava as funções de presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), e Carlos Brito, vogal, não tiveram «capacidade adequada» para «garantir o cumprimento das orientações e objetivos superiormente fixados» e por isso foram exonerados dos cargos pelo Secretário de Estado da Justiç.

O governante defendeu ainda que se constatou «a existência de flagrantes contradições entre o mencionado» no relatório remetido à tutela pelo instituto e «o conteúdo do despacho final do processo de inquérito conduzido pelo DCIAP [Departamento Central de Investigação e Ação Penal]».

Esta tarde, o até agora presidente do instituto que faz a gestão do Citius disse, em entrevista à TSF, que não aceita responsabilidades pelo "crash" da plataforma e também não pode aceitar que a decisão de o afastar não tenha a assinatura da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.

Rui Pereira contou à TSF que foi convidado há uma semana para ir ao gabinete do secretário de Estado que lhe disse que o melhor seria apresentar a demissão. Uma sugestão que recusou, explicando agora que não pode aceitar responsabilidades pelo caos no Citius e que nem podia afastar-se de um processo que ainda não está terminado.

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