Laboratório Militar vai mesmo ser extinto

O Ministério da Defesa confirmou a intenção de fechar esta unidade integrando-a noutros serviços militares.

Numa nota enviada à TSF, o ministério diz que a produção de medicamentos será transferida para a MM - antiga manutenção militar. As farmácias militares passam para o Instituto Social das Forças Armadas e as análises clínicas ficam sob a alçada do Hospital das Forças Armadas.

Aranda da Silva, antigo presidente do Infarmed e ex-director do Laboratório Militar, disse à TSF que fica surprendido com esta decisão

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O governo explica que com esta medida são eliminadas duplicações de capacidades que se verificavam. Segundo a nota do executivo, este era o último Estabelecimento Fabril do Exército que faltava para concluir a reforma no sector.

Aranda da Silva, antigo presidente do Infarmed e ex-director do Laboratório Militar, disse à TSF que fica surprendido com esta decisão que considera estar mal explicada.

Os trabalhadores receberam na semana passada do Ministério da Defesa o texto do projeto de Decreto-Lei que prevê que as competências do Laboratório sejam distribuídas por três entidades. A solução é contestada pelos trabalhadores, como explica à TSF o dirigente sindical Alexandre Plácido.

O coordenador do sindicato dos trabalhadores civis das forças armadas, estabelecimentos fabris e empresas de defesa garante que procurou contestar a opção do governo, mas não obteve qualquer resposta do Ministério liderado por Aguiar Branco.

A atividade principal do Laboratório Militar é a produção e a armazenagem de medicamentos e material clínico para o Exército, mas Alexandre Plácido sublinha que a instituição serve toda a sociedade.

Os trabalhadores do Laboratório Militar estiveram reunidos em plenário e entregaram à Presidência do Conselho de Ministros uma resolução a exigir que o Governo não avance com a intenção de extinguir a instituição. O sindicato promete não baixar os braços e admite adotar formas de luta como greves e manifestações.

No Laboratório Militar trabalham 77 civis o sindicato teme também pelo futuro dos postos de trabalho.

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