Pinto Monteiro disponível para prestar esclarecimentos no Parlamento

O procurador geral da República garantiu estar disponível para ser ouvido na Comissão de Inquérito sobre o alegado negócio PT/TVI, a fim de esclarecer «falsidades e histórias».

À saída de uma reunião, em Sintra, com os magistrados do Ministério Público da Comarca da Grande Lisboa Noroeste, o procurador geral da República (PGR) garantiu que «se for entendido como útil e necessário, tenho todo o gosto em ir à Assembleia da República a fim de esclarecer uma série de equívocos, falsidades e de histórias que se divulgam», no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao alegado negócio da compra da TVI pela PT.

Pinto Monteiro acrescentou que aceitará «com todo o gosto» ir ao Parlamento, assim que lhe for feito o convite.

A proposta para a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito à alegada actuação do Governo no negócio PT/TVI, que não chegou a concretizar-se, foi subscrita por 39 deputados do PSD e 16 do Bloco de Esquerda (BE).

O PGR escusou-se a tecer mais comentários sobre o processo "Face Oculta", um assunto que considera estar «mais do que esclarecido».

O processo "Face Oculta" investiga alegados casos de corrupção relacionados com empresas privadas e do sector empresarial do Estado, tendo sido constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, antigo ministro socialista e alto quadro do BCP.

Nas escutas feitas durante a investigação foram interceptadas conversas entre Armando Vara e o primeiro-ministro, José Sócrates, tendo o PGR considerado que o seu conteúdo não tinha relevância criminal.

Por sua vez, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, considerou que as escutas não eram válidas, já que envolviam a figura do primeiro-ministro e o juiz de instrução não tinha competências para as autorizar.

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