Carreira política de Marta Temido não se esgota na saúde: é n.º 2 à concelhia de Lisboa do PS

A agora deputada vai concorrer às eleições internas do PS: as concelhias vão a votos a 7 e 8 de outubro.

A saída de Marta Temido do Ministério da Saúde não significou o fim da linha na carreira política da atual deputada. Depois da passagem para o Parlamento, Marta Temido é agora candidata à concelhia do PS de Lisboa, como número dois da lista.

A lista, a que a TSF teve acesso e divulgada pelo Observador, é encabeçada pelo presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Davide Amado, e junta outros nomes da política nacional, como a ministra Mariana Vieira da Silva (que é a última suplente) ou o secretário de Estado da Presidência de Conselho de Ministros, André Moz Caldas (que é o sexto da lista).

No dia em que passou a pasta da Saúde para Manuel Pizarro, Marta Temido deixou claro, aos jornalistas, "que iria assumir as suas responsabilidades como deputada", depois de ter sido eleita pelo círculo eleitoral de Coimbra, garantindo que "a política está dentro de si" e que "não tinha amargos de boca" pelas críticas que foi recebendo ao longo do mandato.

Marta Temido recebeu o cartão de militante socialista pelas mãos de António Costa, no congresso do partido do ano passado, em Portimão, o que considerou ser "uma honra" e também "uma responsabilidade".

A ministra esteve no centro das atenções durante o combate à pandemia, com conferências diárias na Direção-Geral da Saúde. Pediu a demissão do cargo a 30 de agosto, com a crise nas urgências de obstetrícia, depois da morte de uma grávida a caminho do hospital que "exigia responsabilidade pessoal".

Mais recentemente, na rentrée do PS, as referências a Marta Temido levaram ao maior aplauso da plateia socialista, com o Presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, a considerar que "a Marta Temido, a história vai fazer-lhe justiça".

Contactado pela TSF, Davide Amado sublinha que é "uma honra" contar com Marta Temido e não descarta que a atual deputada faça parte da alternativa socialista à câmara municipal de Lisboa, em 2025, que é liderada por Carlos Moedas há um ano, depois de ter derrotado o candidato do PS, Fernando Medina.

"Marta Temido e todos os outros camaradas que integram a lista só têm um objetivo: mobilizar o PS em torno de um projeto político para a cidade. Neste momento, na oposição, mas com o objetivo de ir construindo, ao longo do tempo, uma alternativa para a cidade", afirma o cabeça de lista.

As eleições para as concelhias do PS decorrem a 7 e 8 de outubro, as listas podem ser entregues até ao final desta quinta-feira. A candidatura "Mobilizar e Afirmar Lisboa" foi a única, até agora, a entregar as assinaturas suficientes.

Notícia atualizada às 20h04

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