"Falida já ela está." Sem acordo, David Justino pede que se pondere falência efetiva da TAP

O vice-presidente do PSD não iria a correr nacionalizar a TAP, caso as negociações com os privados falhem. E pede ao Governo que pondere bem todos os cenários, incluindo a falência da empresa.

Que o PSD é contra a nacionalização da TAP, Rui Rio já o repetiu vezes sem conta. Mas que o cenário de falência da companhia aérea pode fazer sentido para alguns sociais-democratas, isso é novo.

No programa Almoços Grátis, da TSF, David Justino avisa que é preciso fazer bem as contas e dizer "se estamos interessados em desviar dinheiro de outras finalidades sociais e económicas que o Estado tem de assumir, para manter uma companhia aérea que foi rara a vez que deu algum resultado positivo".

O vice-presidente do PSD defende que a melhor solução é, obviamente, chegar a acordo com os acionistas privados, mas, caso esse acordo não seja possível, pede ao Governo que não se precipite. Justino avisa que "temos de ponderar muito seriamente" o cenário da nacionalização "porque eu não sei quanto é que vai custar", lembrando que "se agora são 1200 milhões", para o ano pode ser "outros 1200 milhões."

A pergunta que sobra é esta: se o acordo com os privados falhar e a nacionalização for demasiado cara, o que é que sobra? A falência? David Justino responde sem medo que sim, que esse é um cenário que deve ser muito bem ponderado, até porque, remata: "Falida já ela está."

Na TSF, David Justino lembra que "vão ser precisos cortes" e que "face à incerteza que reina, não tenho grandes dúvidas que vai ser penoso." O vice de Rui Rio diz que "o problema agora é saber se devem ser privados a fazer essa gestão (dos cortes) ou se o estado está disponível em termos políticos para assumir o ónus" e "concretizar um plano." Porque, de uma coisa David Justino não tem dúvidas: "O dinheiro de Bruxelas vai ter de ser acompanhado de um plano de reestruturação."

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