22 de junho. Dia da Liberdade Religiosa e do Diálogo entre religiões

Foi aprovado por unanimidade um texto comum propondo que o dia 22 de junho seja consagrado à Liberdade Religiosa. Deputados consideram que é preciso articular o Estado "laico" com o diálogo inter-religioso.

Por unanimidade, o Parlamento pretende "assinalar a importância fundamental" dos valores da tolerância e da liberdade religiosa.

"A liberdade religiosa é um direito fundamental e um requisito essencial de uma sociedade plural e tolerante. Fruto de uma luta tenaz de muitos homens e mulheres contra a perseguição, a tortura e a discriminação que, ao longo dos tempos, se tem abatido sobre quem tem um credo diferente do da maioria ou contra quem não é crente, a liberdade religiosa é hoje, cada vez mais, uma expressão da igual dignidade de todos os seres humanos, crentes e não crentes", lê-se no voto hoje aprovado pelos deputados.

Ao propor que o dia 22 de junho seja consagrado à Liberdade Religiosa e ao Diálogo entre religiões, o Parlamento pretende vincar que a "eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação baseadas na religião ou crença" só se cumprirá com o Estado laico, que "afirma a separação entre o religioso e o estatal como garantia da liberdade religiosa" e o diálogo inter-religioso, que "arranca do respeito escrupuloso por esta liberdade e se projeta como alicerce de primeira importância da paz civil e do compromisso convergente com o bem comum".

O texto, assinado por todos os deputados, sublinha ainda que a Lei da Liberdade Religiosa "constitui uma referência internacional neste domínio".

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