A partir de 1 de outubro, Portugal passa para o estado de alerta. Bares e discotecas reabrem

António Costa reforça que as decisões do Governo confirmam o que foi antecipado em junho, "com base nas previsões". Por isso, "no dia 1 de outubro, o conjunto de medidas entrarão em vigor".

O primeiro-ministro anunciou nesta quinta-feira que a evolução positiva do país no controlo da Covid-19 vai permitir que passe do atual estado de contingencia para a situação de alerta a partir de 1 de outubro.

Esta decisão foi anunciada por António Costa no final do Conselho de Ministros em que aprovou a terceira fase do plano do Governo de levantamento de restrições por causa da Covid-19, num momento em que Portugal se aproxima de uma taxa de vacinação da sua população de 85%.

"Estamos em condições de avançar para a terceira fase do plano [de alívio de restrições] de 29 de julho passado. Portugal passará do atual estado de contingência para a situação de alerta a partir de 1 de outubro", declarou.

A partir de outubro, o país vai evoluir do estado de contingência para estado de alerta, com reabertura de bares e discotecas, com exigência de certificado digital. Os restaurantes deixam de estar sujeitos a limite máximo de pessoas por grupo, e o certificado digital deixa de ser exigido nos restaurantes.

"Os certificados de vacinação permanecerão a ser condição de acesso em viagens por via aérea ou marítima, para visitas a lares ou hospitalares, que são retomadas", explica.

Sem surpresa, o setor das discotecas reagem muito satisfeitas à notícia da reabertura. José Gouveia, da Associação Nacional de Discotecas, confessa uma "satisfação total, por o Governo finalmente ter entendido que nós não fazemos parte do problema, somos parte da solução", bem como uma satisfação devido ao anúncio do pedido de certificado mas não obrigatoriedade de máscara.

A entrada nas discotecas fica sujeita à apresentação do certificado digital de vacinação. José Gouveia garante que isso não constitui um problema para os estabelecimentos que já estão habituados a fazer outras verificações a cada um do clientes: "Do Cartão do Cidadão, para perceber se a pessoa tem ou não idade, em alguns eventos; cartões de consumo passados a pente fino..."

José Gouveia considera que as discotecas precisam de receber os apoios prometidos pelo Governo e lamenta que, 19 meses depois, o setor que vai reabrir não seja o mesmo que fechou. "Estamos a falar de cerca de 60% do tecido empresarial" que não volta a abrir, garante, em declarações à TSF. O responsável diz ser importante agora perceber "que noite é esta, que noite vamos ter", e a disposição das pessoas que enchiam a noite.

* Atualizado às 19h08

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de