A sociedade "não abandona quando se cai abaixo dum limiar". Rendimento Mínimo Garantido tem 25 anos

Fernando Alves recuou ao nascimento do Rendimento Mínimo Garantido, e conversou com Paulo Pedroso, que liderou o grupo de trabalho responsável por esta conquista, sobre o impacto da medida no percurso do país e sobre o futuro dos apoios de reinserção social.

Nasceu há 25 anos. O Rendimento Mínimo Garantido introduziu novas ferramentas de combate à pobreza e à exclusão social. Esta manhã Fernando Alves perguntou a Paulo Pedroso, o homem que liderou o grupo de trabalho responsável por esta conquista, durante o primeiro Governo de Guterres, se o rendimento mínimo garantido é o trabalho político de que sente mais orgulho.

"Mais do que pelo seu valor, era a peça que faltava no puzzle das políticas sociais, aquela que dá uma garantia a qualquer pessoa que resida em Portugal de que a sociedade não a abandona quando ela cai abaixo de um limiar", reconhece o antigo ministro, sobre uma conquista para Portugal que diz ter chegado no momento certo."Havia nesse momento na sociedade portuguesa uma consciência de que a pobreza atingia um valor excessivamente alto, e que era para resolver, e que havia problemas sérios que estavam associados a ela. Um deles era o abandono escolar precoce."

Numa altura em que muitas crianças pobres abandonavam os estudos ainda na escola primária, este novo apoio veio implicar um regresso às aulas, no seio das famílias abrangidas, aclara Paulo Pedroso.

O homem que liderou o grupo de trabalho do rendimento mínimo garantido admite a necessidade de alterações ao entretanto designado Rendimento Social de Inserção, mas não só porque sim: "Revejo-me na necessidade das alterações. Com 25 anos de experiência, é altura de saber o que funciona, o que não funciona, o que esteve bem e o que esteve mal." É importante, por isso, de acordo com o antigo ministro, "que as alterações não derivem de um certo achismo de alguém num gabinete e que sejam alimentadas por alguém no terreno".

As modificações devem ser precedidas de uma avaliação, sugere Paulo Pedroso, nesta entrevista conduzida por Fernando Alves. "Há muitas centenas de milhares de famílias cuja vida mudou. Há muitos milhares de técnicos e voluntários que participaram na medida e o seu saber deve ser aproveitado."

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