"A última coisa que os portugueses querem é coligações contra o PS"

António Costa critica PSD e CDS por se coligarem apenas para "atacar o PS". O secretário-geral socialista apela à "mobilização" e garante que, para o PS, as autárquicas "não são uma jogada política".

Perante a Comissão Nacional, António Costa centrou a mira crítica nas direções do PSD e do CDS a quem acusa de "jogadas políticas" para "atacar o PS".

"Ainda esta semana vimos o líder do CDS e o líder do PSD juntarem-se anunciarem uma grande coligação. E uma coligação para quê? Para servir Portugal, responder aos problemas dos portugueses, para servir a nossa terra?" perguntou Costa, para logo responder: "Não. Disseram que a grande coligação que iam fazer, só tinha um objetivo atacar o PS e enfraquecer o governo".

O secretário-geral socialista lembra os tempos de pandemia para concluir que "a última coisa que os portugueses querem ouvir falar é de jogadas políticas e de coligações contra o PS, contra o governo e que não se interessam pelos problemas dos portugueses".

O apelo deixado pelo líder socialista foi no sentido da mobilização do partido, já no próximo congresso, marcado para julho e que vai decorrer de forma dispersa pelo país, para provar que para o PS as "autárquicas não são uma jogada política".

"O PS não se distrai, não confunde qual é o seu objetivo e quais as suas prioridades", sublinhou o líder do PS para quem a prioridades do PS "não é combater o PSD, o CDS-PP, ou quem quer que seja."

"O grande objetivo político do PS, este ano, como grande partido autárquico dos municípios e das freguesias, é continuar a ter as melhores políticas e os melhores políticos", defendeu Costa.

"Para o PS, as eleições autárquicas não são um momento de jogada política, mas sim um momento fundamental para dar força às autarquias, tendo em vista que sejam agentes ativos da recuperação económica do país. Por isso, a preparação do nosso congresso deve estar centrada na definição de políticas e na preparação das próximas eleições autárquicas", defendeu António Costa.

Numa referência ao desafio autárquico, o secretário-geral do PS avisou que "as candidaturas socialistas têm de estar focadas na recuperação do país, na proteção das pessoas, no combate às alterações climáticas e na resolução dos problemas estruturais do país."

"Mobilizemo-nos para uma preparação muito ativa do congresso, que tem de ser um momento culminante do lançamento das nossas candidaturas autárquicas, para que o PS continue a ser - como tem sido desde há oito anos - o maior partido autárquico", apelou o líder socialista.

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