"Absolutamente contra um referendo." Montenegro critica Governo sobre regionalização

O líder social-democrata diz que o Governo não foi capaz de avançar com as transferências básicas da descentralização em três anos.

O novo líder do PSD, Luís Montenegro, foi recebido esta terça-feira pelo Presidente da República. O presidente do PSD, em declarações aos jornalistas no final da reunião, assumiu-se "absolutamente contra" a existência de um referendo sobre a regionalização em 2024 e ainda alargou o prazo até ao final da legislatura.

"Tivemos a ocasião de transmitir a nossa posição que é de não tomar nenhum impulso, nem sequer concordar com a realização de um referendo em 2024, com vários argumentos. A circunstância de estarmos em pleno processo de descentralização de competências entre a administração central e a administração local", começa por refletir Luís Montenegro.

Esse processo, segundo o líder social-democrata, "dura há três anos, tem sido muito lento e não tem resultados efetivos".

"Um Governo que em três anos não foi capaz, numa matéria que não oferecia grandes exigências parlamentares, não conseguiu avançar com as transferências básicas", critica Montenegro, antes de enumerar problemas mais imediatos a resolver, como o Serviço Nacional de Saúde, a inflação e os baixos salários.

E reforçou: "Absolutamente contra um referendo em 2024. Que não haja dúvidas."

Luís Montenegro alarga o período até ao final da legislatura visto que em 2024 se realizam as eleições europeias, em 2025 as autárquicas e em 2026, ano em que se conclui a legislatura, há presidenciais e legislativas.

"Não havendo condições para haver um referendo, não vamos ter uma discussão estéril. Eu não vou participar numa ação política que seja desfocada daquilo que interessa às pessoas", explica o presidente social-democrata.

Relativamente aos problemas vividos no Aeroporto de Lisboa, Luís Montenegro refere que "não tem nada a ver com a construção de um novo equipamento aeroportuário na região".

"Tem a ver com o desinvestimento gritante que houve nos últimos anos nos serviços públicos", voltou a criticar o novo presidente do PSD.

O social-democrata garante "a disponibilidade do PSD de dialogar com o primeiro-ministro", o que "não elimina a nossa crítica implacável à forma como o Governo tem gerido esta matéria". Um encontro entre Montenegro e António Costa acontecerá "oportunamente" e "sem qualquer pressa".

Na conversa com o Presidente da República, Montenegro realçou a "necessidade que há de ter um programa de emergência social no país que possa acudir às necessidades mais básicas que as pessoas e as famílias com menos recursos na sociedade têm vindo a ser confrontadas com o processo inflacionista que está em curso".

Pelo seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa "teve a oportunidade de nos transmitir que da parte dele vê com muitos bons olhos a predisposição de ter uma colaboração institucional leal e cooperante com a Presidência da República", revela o líder social-democrata.

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