Acordo nacional do PSD com o Chega? Esquerda está "a mentir aos portugueses"

O líder social-democrata garante que não há qualquer acordo com o Chega a nível nacional.

Rui Rio acusa o PS e o Bloco de Esquerda de mentirem depois do acordo do PSD com o Chega para a aprovação do Governo Regional nos Açores, e garante que não há qualquer entendimento a nível nacional. O presidente do PSD afirma que a esquerda está "de cabeça perdida, claramente a mentir aos portugueses".

Rio reuniu-se com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) para analisar as medidas impostas pelo Governo no âmbito do estado de emergência. Em conferência de imprensa, a conversa mudou de tom quando questionado sobre o entendimento com o partido de André Ventura.

O presidente do PSD explicou que não há qualquer acordo nacional com o Chega, nem com a Iniciativa Liberal ou PPM. "O acordo é ao nível dos Açores, decidido lá."

Rui Rio garante que o Chega se comprometeu a votar a favor do Governo Regional depois de assumir quatro compromissos: "Proposta de redução dos deputados regionais, baixar a incidência da subsidiação nos Açores, criar um gabinete que luta contra a corrupção e reforçar a autonomia dos Açores."

O social-democrata questionou se as medidas são "racistas e xenófobas". Assumiu que concorda com as quatro exigências e que pretende propor uma redução de deputados na Assembleia da República.

"O PS e Bloco de Esquerda não têm noção do ridículo do que estão a dizer, e pretendem enganar os portugueses", reforçou.

O PSD estará disponível para dialogar com o Chega a nível nacional, se o partido de André Ventura tomar uma posição "moderada", tal como já tinha revelado no verão.

Rui Rio recusa ainda a ideia de que o PSD atravessou uma linha vermelha ao negociar com o Chega.

PSD teme que medidas do Governo tenham "efeito contrário"

Já sobre o estado de emergência, o presidente do PSD considera que o recolher obrigatório imposto pelo Governo durante a semana "terá pouca eficácia", uma vez que "as pessoas não andam na rua ao domingo, segunda ou terça-feira à noite".

Por outro lado, o recolher obrigatório no sábado, a partir das 13h00, Rui Rio teme que tenha o efeito contrário, visto que "vai concentrar as pessoas no comércio no sábado de manhã".

Rio lembra, no entanto, que as medidas do estado de emergência vigoram apenas por 15 dias. "É confinado no tempo", assume.

O Governo anunciou no sábado novas medidas para combater a pandemia, com o estado de emergência. O recolher obrigatório está em vigor durante a semana, das 23h00 às 05h00. No fim de semana é proibido circular a partir das 13h00.

As medidas afetam 7,1 milhões de pessoas, correspondente a 70% da população de Portugal.

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