Ainda a tentar perceber "onde está a polémica", Silvano explica a lista do PSD

Coordenador autárquico social-democrata explicou em direto, na TSF, no que consiste o apoio anunciado pelo PSD aos atuais autarcas que queiram recandidatar-se.

O secretário-geral e coordenador autárquico nacional do PSD, José Silvano, confessa que ainda está a tentar "compreender onde está a polémica" em torno da lista de 100 candidatos autárquicos apresentada esta quarta-feira pelo partido.

Em direto na TSF, Silvano defendeu ter dito "com toda a clareza" que os atuais presidentes de câmara, "os tais 77 que estão em condições de se recandidatar", poderão apresentar as suas recandidaturas "no tempo, modo e forma que entenderem".

Na mesma apresentação, esta manhã, José Silvano acrescentou o que diz ser "uma garantia que, até aqui, nenhuma direção [do PSD] ainda tinha dado": a de que, além de poderem escolher o timing para a apresentação de eventuais recandidaturas, "a comissão política nacional tinha já decidido delegar" a respetiva homologação, de modo a que esse processo não demore e para que "ninguém estivesse em suspenso ou a duvidar da vontade da comissão política nacional".

"A homologação é garantida", sublinha o coordenador autárquico. "Pensei que tinha sido claro para todos, pensei que me tinha expressado de forma clara e objetiva, portanto não percebo muito bem", confessa José Silvano. Ainda assim, na procura por uma explicação, o social-democrata admite que "determinadas pessoas possam ter ouvido por outros a informação e ela não tenha sido totalmente transmitida".

"Só percebo por aqui que a mensagem não tenha passado para todos", acrescentou. E será que a declarações de Rui Rio, esta terça-feira, pode ter sido a origem da confusão? Silvano é da opinião de que não, porque "uma coisa completa-se com a outra".

"O PSD apresentou 100 candidatos: 77 são presidentes de câmara que podem recandidatar-se e 23 eram novos candidatos", precisando estes últimos de "homologação nacional depois de aprovados nas respetivas estruturas concelhias e distritais", das quais têm de chegar as atas, passando por um "procedimento completamente diferente".

Em junho, explica Silvano, a comissão política nacional deliberou que os presidentes que se quiserem recandidatar, "só em condições excecionais é que não seriam homologados pela comissão política nacional e não seriam candidatos".

"Na prática, ao apresentarmos 77 atuais presidentes de câmara que se podem recandidatar, não estamos a retirar nenhum nome do somado dos outros 23", garante. Mas o aval da direção aplica-se mesmo apenas aos nomes dos que já são presidentes.

Estrutura nacional não sabia da situação de Sátão

O autarca de Sátão revelou, esta quarta-feira, que não quer recandidatar-se. Confrontado com este cenário, Silvano garante que essa posição é algo que "não foi transmitido" à estrutura nacional do PSD.

"À estrutura nacional só chegaram, pelas estruturas locais, quatro presidentes de câmara com vontade de não se recandidatarem. Não tinha conhecimento da, se é que ela existe, não-vontade do presidente [da câmara de Sátão] de não se recandidatar. Mas também não é drama nenhum."

Questionado sobre se o anúncio não compromete os prazos dos candidatos face às suas estruturais locais, Silvano reforça: "Se podem escolher o tempo, a forma e o modo, não estou a em que é que isto possa sequer afetar a altura própria que entenderem para se candidatarem à câmara municipal que entenderem."

A relação com o CDS

E como fica a relação com os outros partidos, em especial o CDS, no meio de tudo isto? José Silvano sublinha que estes presidentes "já foram eleitos, nos mandatos que têm, ou com coligação ou sem coligação".

O CDS foi também informado sobre quais os presidentes de câmara que são recandidatos e, garante Silvano, sabia o que ia ser dito esta manhã quanto às condições para ser candidatos.

O partido quer ter o processo de escolha e a lista de candidatos autárquicos encerrada até ao dia 31 de março. Mas, alerta Silvano, "até à data da eleição podem surgir factos que levem à não-apresentação de uma candidatura, como casos judiciais ou a morte, que pode acontecer a todos". Casos como esses "serão sempre resolvidos calma e serenamente, como até aqui".

Trabalho começou "há um ano"

Sobre a atuação da comissão autárquica, o coordenador garante que esta não é "passiva" ou "um mero notário que está na sede nacional e que espera que cheguem as propostas das comissões políticas distritais para depois aprovar e homologar".

Esse órgão começou "há um ano" a trabalhar "em silêncio e sem foguetórios", com as estruturas a colaborarem "muito bem" nessa estratégia. Por tudo isso, garante José Silvano, o PSD não tem receio "nenhum que este processo não termine bem e em articulação com todas as estruturas locais do partido".

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