"Ainda não estamos livres." Marta Temido pede último esforço aos portugueses

Marta Temido entregou a medalha de ouro do Ministério da Saúde à comissão de resposta de medicina intensiva.

O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, tem a partir de hoje uma nova unidade de cuidados intensivos, passando de 11 para 25 camas. A ministra da Saúde inaugurou o espaço, aproveitou para homenagear os médicos intensivistas, mas lembrou que o trabalho ainda não está concluído.

O período crítico da pandemia já passou, mas apesar da esperança, Marta Temido lembra que os portugueses não podem deitar tudo a perder.

"Não estamos ainda livres desta doença, e não nos podemos esquecer ou permitir que os outros se esqueçam. Temos uma enorme vontade de sair desta situação pandémica, mas temos de continuar a trabalhar para que essa seja uma realidade robusta", avisa.

A ministra da Saúde entregou a medalha de ouro do ministério à comissão de resposta de medicina intensiva. Um reconhecimento pelo trabalho que salvou centenas de vidas, nos períodos mais críticos da pandemia.

Marta Temido reconhece que o trabalho dos profissionais de saúde serve de ânimo, tendo afixado no gabinete "um conjunto de imagens que saiu na revista Visão em janeiro", e que representam o que é trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Um SNS fortalecido e com confiança renovada: "Muitas vezes pergunto aos profissionais de saúde como é que estamos a ser capazes de fazer tanta coisa? Como é que estamos a ser capazes de, ao mesmo tempo que recuperamos atividade assistencial, continuamos a vacinar pessoas e fazemos inquéritos epidemiológicos?, questiona.

A ministra assume, no entanto, que a resposta é simples, "com um SNS com um novo ânimo e com capacidade de acreditar em si próprio".

Até setembro, Lisboa vai ter mais seis unidades de saúde primária. O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, garante que a capital vai ter, no total, mais 14 novos centros de saúde, deixando elogios a Marta Temido.

"A ministra tornou-se especialista em lançamentos de primeiras pedras, e vai tornar-se especialista em abertura de unidades de saúde em Lisboa. Só a da Alta de Lisboa vai servir mais de 30 mil pessoas", adianta.

Em 2017, a Câmara de Lisboa assinou o protocolo "Lisboa, SNS Mais Próximo", que previa a construção de 14 novos centros de saúde até 2020. Mas o aumento no preço da construção civil fez subir os custos e atrasou algumas das obras.

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