Alegado líder da rede investigada na Operação Miríade fica em prisão preventiva

Paulo Nazaré é um dos 11 arguidos do processo. O seu braço-direito, Wilkar Almeida, ficou submetido à mesma medida de coação.

O alegado líder da rede criminosa investigada na Operação Miríade', Paulo Nazaré, é um dos dois arguidos a ficar em prisão preventiva, entre os 11 que tinham sido detidos, revelou esta quarta-feira fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, o outro arguido a receber a medida de coação mais gravosa será o alegado braço-direito do cabecilha da rede criminosa, Wilkar Almeida.

As medidas de coação decretadas pelo juiz de instrução criminal foram conhecidas hoje ao início da tarde, na sequência do interrogatório realizado no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, no Campus da Justiça.

O juiz Carlos Alexandre aplicou também medidas de suspensão do exercício de profissão a quatro arguidos, entre os quais aqueles que exerciam funções na PSP e na GNR.

Foi igualmente imposta pelo juiz de instrução criminal a proibição de contactos com os outros arguidos e de ausência do país a oito arguidos, sem especificar os nomes a quem foram aplicadas as respetivas medidas. Os nove arguidos que ficaram sem medida privativa de liberdade viram ser-lhes aplicada a obrigação de apresentações periódicas às autoridades.

A Polícia Judiciária (PJ) executou, em 8 de novembro, 100 mandados de busca e fez 11 detenções, incluindo militares, um advogado, um agente da PSP e um guarda da GNR, no âmbito da Operação Miríade, num inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais que se dedicava a "obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas", com vista ao branqueamento de capitais.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns militares portugueses em missões da ONU na República Centro-Africana podem ter sido utilizados como "correios no tráfego de diamantes", adiantando que o caso foi reportado em dezembro de 2019.

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