Crise dos combustíveis. "Vai ser necessário não iludir sobre as causas"

Marcelo voltou também a sublinhar que espera que o Orçamento do Estado seja aprovado.

PorCátia Carmo
© Hugo Delgado/Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou a lei para fixar margens nos combustíveis, mas disse que era insuficiente e reconheceu que é uma medida para reagir a uma situação de emergência.

"As causas são globais, internacionais e algumas delas de longa duração. A quebra no investimento em certas formas de energia, nomeadamente renováveis durante a pandemia, foi uma realidade internacional. Vai ser necessário, a nível internacional, não iludir as causas daquilo que se passa. A subida de preços da energia tem causas internacionais e chegam a Portugal, por várias vias. A União Europeia acha que será até março/abril, o ideal é que fosse mais curto, mas nenhum de nós sabe se não é por mais tempo", explicou Marcelo.

Sobre o Orçamento do Estado, o chefe de Estado disse que sempre desejou que fosse aprovado e, em relação ao Plano de Recuperação e Resiliência, lembrou que mais vale prevenir do que remediar.

"São fundos importantes para gastar num curto espaço de tempo. Para prevenir no futuro críticas de que não houve informação nem controlo, tenho chamado até agora a atenção para isso. Serem períodos muito curtos torna mais difícil a execução e o controlo", acrescentou o Presidente da República.

O Presidente da República anunciou esta quarta-feira a promulgação do diploma que permite ao Governo limitar os preços dos combustíveis, considerando que, "apesar das suas evidentes limitações," representa "um pequeno passo para mitigar uma situação de emergência económica e social".

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