Depois de ano "perdido", Marcelo espera que próximos tempos sejam "mais atentos à juventude"

Chefe de Estado deixou uma "mensagem de esperança" aos jovens, setor da sociedade que pagou a fatura mais pesada na pandemia e que sofre agora as consequências da guerra.

PorMelissa Lopes
© Patrícia de Melo Moreira/AFP

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta sexta-feira que o ano de 2022 foi "largamente perdido na atenção que deveria recair na juventude", mas deixou uma mensagem de "esperança" quanto ao futuro.

Numa mensagem publicada no site da Presidência, para assinalar o Dia Mundial da Juventude, o chefe de Estado reconheceu que 2022 tem sido um ano difícil para os mais jovens em todo o mundo, não só porque "estamos na ressaca da pandemia", com todas os impactos ao nível da estabilidade escolar e nos problemas de saúde mental, mas também porque a isso se somou a guerra e os seus efeitos nos preços da energia e na instabilidade do sistema financeiro.

"Tudo isso trouxe para os jovens maior precariedade, maior imprevisibilidade, mais complexas perspetivas de futuro. E se dois anos, como os anteriores, tinham já determinado adiamentos e congelamentos na vida dos jovens, este ano acaba por ser, até agora, largamente perdido na atenção que deveria recair na juventude", notou o Presidente.

"A pandemia e a guerra, e aquilo que ninguém sabe que poderá acontecer nos meses que vão até ao final do ano, significam para os jovens piores condições do ponto vista pessoal, profissional, comunitário, político ou cívico", acrescentou Marcelo, assinalando que a guerra na Ucrânia, apesar de ser geograficamente na Europa, é um conflito global com consequências que se sentem em todo o mundo.

E é neste contexto que o Presidente deixa uma "palavra de esperança", esperando que os meses que faltam até ao final do ano "possam ser mais atentos à juventude"."

Não apenas porque é mais protagonista de futuro, mas, sobretudo, porque tem sofrido tanto ou mais do que todos os outros com as crises que se têm somado", a que se junta também a crise das alterações climáticas e a crise que vinha de trás, que acentuou a situação de precariedade e a instabilidade na vida de muitos jovens.

Marcelo espera, por isso, que os próximos anos sejam verdadeiramente dedicados à juventude. "Não é por favor", frisou, reforçando o desejo: "que a juventude seja protagonista, como deve ser, do seu futuro."

Relacionados

Veja Também

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG