Deslocados à força para a Rússia. Deputado socialista Paulo Pisco nomeado relator europeu

Mais de um milhão de ucranianos terão sido "deportados, levados à força ou enganados" e acabaram em território russo.

PorTSF/Lusa
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens (arquivo)

O deputado socialista Paulo Pisco foi esta quarta-feira nomeado por unanimidade relator sobre cidadãos ucranianos deslocados à força para território da Federação Russa pela Comissão das Migrações e Refugiados da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.

Esta nomeação foi divulgada pelo Grupo Parlamentar do PS, que adianta que o relatório do deputado socialista eleito pelo círculo da Europa será elaborado ao longo dos próximos meses, após recolha de dados e realização de audições.

Em declarações à TSF, Paulo Pisco deu conta de que algum do trabalho já está feito, uma vez que há vários relatos de ucranianos "deportados, levados à força ou enganados" e que, "quando deram por si, estavam já em território ocupado ou da Federação Russa".

Ucranianos têm sido "deportados, levados à força ou enganados".

Your browser doesn’t support HTML5 audio

Citando as autoridades tanto da Rússia como da Ucrânia, Paulo Pisco assinala que "haverá mais de um milhão de ucranianos nesta situação" - dos quais um terço serão menores -, embora os dois países contem diferentes "versões dos acontecimentos".

No caso das crianças, o deputado socialista conta que as informações reunidas apontam para a existência de uma "estrutura organizada para fazer a adoção forçada", mas reconhece a dificuldade de chegar a estas.

"Poderá estar a haver um processo de russificação."

Your browser doesn’t support HTML5 audio

A informação que existe é "indireta, de crianças e adultos que conseguiram fugir" e há também relatos de "pessoas que foram raptadas e passaram por um processo de filtragem em que lhes são retirados os documentos que as identificam".

Em paralelo, "poderá estar a haver um processo de russificação em que as identidades de muitas dessas pessoas, particularmente de crianças, são retiradas para fazerem uma vida, não se sabe em que condições, já em território da Federação Russa".

Nas novas funções como relator, o deputado socialista espera recolher testemunhos de sobreviventes e reunir com várias entidades, nomeadamente representantes russos.

Relacionados

Veja Também

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG