Governo tem de proteger portugueses que "vão passar frio este inverno"

O PAN admite excedente orçamental em 2022 e considera otimistas projeções para 2023.

PorLusa/TSF
© António Pedro Santos/Lusa

A deputada do PAN, Inês Sousa Real, considerou esta sexta-feira excessivamente otimistas as projeções do Governo de crescimento para 2023, criticou a linha conservadora na política fiscal e admitiu que Portugal termine este ano com excedente orçamental.

Segundo avançou o jornal Público, o Governo projeta um crescimento de 1,3% para o próximo ano, um défice de 0,9% e uma inflação de 4%, assistindo-se também a uma redução da dívida para 110,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Podemos terminar o ano com um possível excedente orçamental", declarou Inês Sousa Real aos jornalistas, apesar de o executivo socialista continuar a estimar que em 2022 Portugal registe um défice de 1,9%.

Falando aos jornalistas após ter sido recebida pelos ministros das Finanças, Fernando Medina, e Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, a deputada do PAN concluiu que, "apesar de o Governo ter feito projeções otimistas de crescimento para 2023, mantém uma postura conservadora na política fiscal".

"Está desalinhado com a necessidade de se darem respostas reais às famílias e às pequenas e médias empresas no imediato. O Governo não pode pretender fazer um brilharete com a Europa, mostrando que é um bom aluno de contas certas, mas fazer isso à custa das famílias e de uma asfixia fiscal e inflacionária que está neste momento a ser sentida", declarou Inês Sousa Real.

De acordo com a deputada do PAN, Portugal poderá terminar este ano "com um possível excedente orçamental.

Entre outros pontos, a deputada do PAN afirmou que destacou junto do Governo a urgência de um efetivo combate à pobreza energética, para os muitos portugueses que "vão passar frio em casa este inverno" não "fiquem ao abandono".

"O Governo, que dá borlas fiscais à indústria poluente, tem de garantir que o programa de eficiência energética é desburocratizado no acesso aos apoios, bem como se regulamentam as deduções ambientais para quem quer melhorar a eficiência energética das suas casas", disse, antes de também ter alertado para a importância de novas medidas ao nível dos transportes públicos, a par da revisão dos escalões do IRS e da descida do IRC para 17%.

"Não podemos continuar a estrangular as pequenas e médias empresas e as famílias da classe média", sustentou.

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