Costa não quer pingue-pongue com Rio. PSD recorda 1980

Jerónimo de Sousa voltou à campanha eleitoral da CDU esta quarta-feira. Acompanhe aqui em direto a reta final a caminho das legislativas de domingo.

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Independentemente de quem ganhe, Catarina Martins confia numa "maioria à esquerda" e lembra 2015

A coordenadora do Bloco de Esquerda acredita que as eleições legislativas vão resultar numa maioria de esquerda e que serão precisos acordos, independentemente de quem ganhe.

"Neste momento temos uma certeza: seja qual for o partido mais votado no domingo, haverá uma maioria à esquerda no parlamento. O PS já disse que teria de haver entendimentos, teria de haver diálogo. Para garantir que esses entendimentos sejam de esquerda e não com o PSD, o voto que conta é o voto no Bloco de Esquerda. É isso que poderá trazer um contrato para o país que possa fazer ultrapassar a instabilidade da pandemia e possa fazer a recuperação da economia", afirmou Catarina Martins numa ação de campanha em Almada.

Questionada sobre as sondagens que não garantem essa maioria à esquerda, Catarina Martins responde: "As sondagens não são votos e há uma maioria neste país comprometida com os direitos de quem trabalha e que não quer a lei da selva. Comprometida com uma segurança social pública que respeita quem trabalhou toda uma vida. Que quer o acesso à saúde à educação igual para toda a gente no país. Essa maioria é uma maioria à esquerda."

A coordenadora do BE lembra que "o que conta é quem vota" e que "foi assim em 2015". "Queremos ser a terceira força política em Portugal", garantiu.

Sobre os possíveis acordos pós-eleitorais e sobre o papel de Marcelo Rebelo de Sousa, a líder bloquista refere que "o Presidente da República, e bem, ficou fora da campanha" e que o "parlamento terá de tomar decisões".

"Este é o momento de os portugueses decidirem o que querem para os próximos anos"

Num banho de multidão durante a arruada em Santa Catarina, no Porto, António Costa pede que os portugueses reflitam e decidam "o que querem para os próximos anos".

"Este é o momento de os portugueses falarem, decidirem o que desejam para os próximos anos", pedindo "um esforço para a unidade nacional, que nos permita passar a página da pandemia e recuperar o país".

Costa deixou ainda uma palavra para as gerações mais novas.

"Temos um grande desafio que é assegurar que as novas geração será a mais realizada de sempre no nosso país", disse.

CDS quer "navegar tranquilamente e pela direita até ao governo"

Na "capital do CDS", em Aveiro, como lhe chamou, esta tarde, no Rossio, junto à ria, Francisco Rodrigues dos Santos foi recebido por um grupo de lesados do BES, lamentou que o governo de António Costa não tenha conseguido resolver a situação e mostrou-se positivo quanto às eleições do próximo domingo. O líder do CDS acredita na manutenção do deputado pelo círculo de Aveiro e chega até a falar num segundo deputado.

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Rui Tavares acredita em grupo parlamentar e diz que voto no Livre é "um voto útil"

O dirigente e fundador do Livre Rui Tavares mostrou-se esta quarta-feira confiante na eleição de um grupo parlamentar no domingo, advogando que um voto no partido é "ele próprio um voto útil".

Antes de apanhar o comboio na estação do Cais do Sodré, em Lisboa, acompanhado da número dois neste círculo, Isabel Mendes Lopes, numa ação de campanha dedicada aos transportes, Rui Tavares foi questionado sobre se ainda acredita no objetivo de eleger um grupo parlamentar, num contexto de apelo ao voto útil em PS ou PSD.

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Jerónimo de Sousa diz que abertura do PS para dialogar "disfarça mal a vontade de se encostar ao PSD"

O secretário-geral do PCP e candidato pela CDU, Jerónimo de Sousa, regressou esta quarta-feira à campanha eleitoral e entrou com força nos ataques à direita e ao PS.

"O PS que agora tentando emendar a mão, diz que está disponível para dialogar com quase todos. É uma resposta que disfarça mal a vontade de se encostar ao PSD a seguir às eleições. Essa aparente ambiguidade do PS é tudo menos inocente", considera.

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Sem "cartas na manga", Costa disponível para "debater política" com Rui Rio

O secretário-geral do PS respondeu a Rui Rio na arruada de Santa Catarina, na terra natal do presidente social-democrata, o Porto.

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Costa no Porto. "O que temos é uma opção muito clara: é entre continuar a avançar com o PS ou recuar com o PSD"

"Este é um sinal muito importante da energia que o país está a mobilizar para uma grande votação no domingo", diz o primeiro-ministro, reforçando o apelo "para uma grande votação no domingo".

O secretário-geral do PS, ladeado de Manuel Pizarro e Eduardo Vítor Rodrigues, sublinha que "há todas as condições para uma votação em segurança" no domingo.

Costa quer uma grande votação no PS "para garantir a estabilidade e o progresso do país para virar definitivamente a página da pandemia".

"Não jogo pingue-pongue com Rui Rio. O que temos uma opção muito clara. É entre conitnuar a avançar com o PS ou recuar com o PSD", declara António Costa.

Divulgação de dados a que Costa teve acesso como primeiro-ministro "não é razoável"

Sobre os dados referentes ao PIB divulgados esta quarta-feira por António Costa - e que já geraram polémica - Rui Rio defende que "não é razoável ele ter acesso a determinados números na sua qualidade de primeiro-ministro, sob embargo, e achar que lhe dava jeito para a campanha eleitoral".

"É isso que está mal, utilizou um dado a que teve acesso apenas porque é primeiro-ministro", critica o líder do PSD.

Ainda assim, "um crescimento de 4% depois de uma queda de mais de 8%, quando partimos de uma base muito baixa... A taxa de crescimento é evidentemente maior a seguir".

Passos Coelho na campanha? Rio "a esta hora" não sabe responder

Sobre uma possível integração de Passos Coelhos, Cavaco Silva ou outros ex-líderes na campanha do PSD, Rio diz que "a esta hora e neste momento" não sabe responder a questões como essa.

Perante a insistência dos jornalistas sobre se gostaria que Passos Coelho integrasse a campanha, Rio recusou "alimentar polémicas".

"Quantos mais votos houver no Chega, mais facilmente o dr. António Costa continua"

Questionado sobre o PS é o "inimigo número um do Chega" e sobre o que isso faz do PSD, Rui Rio assinala que os socialistas "não são o inimigo" do partido de André Ventura.

"Quantos mais votos houver no Chega, mais facilmente o dr. António Costa continua como primeiro-ministro, portanto é um dos interessados em que tenha uma grande votação", analisa o líder do PSD.

"Não faz sentido ele estar a dizer que é o grande adversário, isso não é linear e tem até um toque de hipocrisia", critica.

Sobre a relação do PSD com um eventual apoio do Chega - depois da experiência nos Açores - Rio garante não haver "nenhuma flutuação" de posições e esclarece que não teve "qualquer intervenção" face ao Governo regional, apesar de se ter mostrado "concordante".

Rio acusa Costa de "denegrir e deturpar" propostas do PSD para "enganar as pessoas"

O líder do PSD, Rui Rio, acusa António Costa de "denegrir e deturpar" as propostas sociais-democratas com o objetivo de "enganar as pessoas".

Em Leiria, após um encontro com autarcas, Rio lamentou que a campanha não possa ser conduzida "com base nas propostas de cada um, criticando as propostas dos outros", antes de deixar uma nova crítica ao secretário-geral do PS.

"Aquilo a que assistimos por parte do PS e António Costa é o denegrir e deturpar - que é parte mais relevante - as propostas do PSD", denunciou Rio, que acusa Costa de estar "contra porque deturpa".

"Diz que quero congelar o SMN, que quero por a classe média a pagar o SNS e que estou refém da extrema-direita para enganar as pessoas", atirou.

"Em 1980", recorda Rio, o PS "liderava uma coligação que era a FRS e seguiu justamente esse caminho, de difamação atrás de difamação, na altura com o PSD e a AD lideradas por Sá Carneiro, e levaram uma banhada".

Isto "não é de vida ou de morte, o pior que pode acontecer a um partido nestas eleições é perder e isso não é morrer", assinalou também, antes de apelar ao "espírito construtivo".

CDS propõe "via verde" para dar "saúde a tempo e horas" aos portugueses

​​​​​​​A campanha para as legislativas levou o CDS-PP de volta a Vila Nova de Gaia, com uma feira como local escolhido para explicar a "via verde saúde", proposta para dar aos portugueses cuidados "a tempo e horas".

Na Feira dos Carvalhos, o presidente do CDS-PP, acompanhado pela cabeça de lista pelo círculo do Porto, Filipa Correia Pinto, ia falando com comerciantes e clientes a quem perguntou como estava a sua saúde.

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Costa garante que não citou "INE nenhum" sobre crescimento económico de 2021

Depois de António Costa ter anunciado que o PIB cresceu 4,6 por cento em 2021, o Instituto Nacional de Estatística (INE) esclareceu que o resultado só vai ser anunciado a 31 de janeiro. Ainda assim, questionado pelos jornalistas se esta foi um trunfo eleitoral, o primeiro-ministro garante que são apenas previsões.

"Não citei INE nenhum, disse quais são as previsões com que estamos a trabalhar. O INE revelará os seus números quando os tiver. Não percebo essa questão", atirou António Costa.

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Catarina Martins acusa PSD de esconder programa que maioria popular não apoiaria

A coordenadora do BE acusou o PSD de "querer nivelar por baixo os salários" e de esconder o programa por saber que não há uma maioria popular que o apoie, considerando que continua a faltar clareza ao PS.

Catarina Martins começou o dia de novo numa feira, apostando no contacto com a população, desta vez em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, e no final, em declarações aos jornalistas, deixou os mais duros ataques para o presidente do PSD, Rui Rio, que acusou de estar "a esconder o seu programa".
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Jerónimo de Sousa diz que PCP acertou na escolha dos substitutos

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que foi "uma acertada decisão" substituí-lo na campanha eleitoral por João Ferreira, João Oliveira e Bernardino Soares, acrescentando que "valeu a pena a experiência".

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"Esta campanha já não é sobre o gato Zé Albino", diz Catarina Martins a Rui Rio

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, deu esta noite "a má notícia" ao líder do PSD de que a campanha "já não é sobre o gato Zé Albino", mas sim sobre o "contrato à esquerda" para um acordo pós-eleitoral.

No comício da noite de terça-feira, em Braga, a habitação foi o tema central do discurso de Catarina Martins, no dia em que o antigo líder Francisco Louçã subiu também ao púlpito, mas foi no final da intervenção que veio um recado para o PSD.

"Quase na reta final desta campanha, nestes últimos dias, tenho uma má notícia para o doutor Rui Rio: esta campanha já não é sobre o gato Zé Albino, esta campanha é mesmo sobre o programa para o país, sobre o contrato à esquerda que estaremos a debater na segunda-feira porque a força da esquerda é a resposta do povo às exigências de Portugal", afirmou.

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"Bússola moral." Chanceler alemão manifesta apoio a António Costa nas eleições

O chanceler alemão manifestou na terça-feira o seu apoio a António Costa nas próximas eleições legislativas, caracterizando o secretário-geral socialista como um "solidário e incansável defensor da justiça social" que liderou Portugal "com uma bússola moral transparente".

Num vídeo divulgado num comício do PS em Aveiro, Olaf Scholz - cujo partido, SPD, pertence à mesma família política europeia que o PS, a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) - frisou que partilha "a mesma convicção" que António Costa.
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Jerónimo de Sousa regressa à campanha ao 11.º dia

Ao 11º dia da campanha eleitoral, o secretário-geral do PCP regressa às ações da CDU, o PS e BE têm à noite comícios em Almada, enquanto o PSD, CDS-PP e PAN estarão pela região da Centro.

Depois da intervenção cirúrgica a que foi submetido no dia 13 de janeiro, Jerónimo de Sousa retoma nesta quarta-feira a sua participação na campanha eleitoral da CDU, que de manhã tem contactos com a população na Moita e ao fim da tarde um comício em Évora.

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CDU diz que é de "enorme gravidade" Rio considerar governar com apoio do Chega

O dirigente comunista António Filipe considerou na terça-feira "de enorme gravidade" o presidente social-democrata, Rui Rio, considerar governar com o apoio do Chega, partido que classificou como "uma aberração em democracia".

"Ouvimos Rui Rio dizer que não, não quer formar governo com o partido da extrema-direita, mas em boa verdade não se incomoda se puder governar com o seu apoio", disse o cabeça de lista da CDU pelo círculo eleitoral de Santarém, durante um comício em Samora Correia, concelho de Benavente (Santarém).

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