"Crises políticas nos próximos anos não fazem sentido"

Consulte todos os resultados oficiais por freguesia. A maratona autárquica passou pela TSF.

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"Ganhaste? Vais aprender." Sem protocolo, transição nas câmaras segue o "bom senso"

Fernando Seara chegou com alguma surpresa - confessa o próprio - à liderança da câmara de Sintra em 2001. Não houve cerimónia ao receber o poder de Edite Estrela, mas os primeiros meses foram de aprendizagem.

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"Apoio suficiente." Basílio Horta desvaloriza perda de maioria absoluta em Sintra

Basílio Horta, candidato do PS reeleito para a Câmara Municipal de Sintra, desvalorizou esta segunda-feira o facto de ter perdido a maioria absoluta, sublinhando que irá encontrar o "apoio suficiente para ter uma gestão estável.

"Quantas câmaras no país há com maioria absoluta? Parece que é obrigatório ter a maioria absoluta. Eu, a primeira vez que fui eleito não tive maioria absoluta e tive estabilidade. A gente há de encontrar o apoio suficiente para ter uma gestão estável", afirmou o autarca à agência Lusa.

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"Crises políticas nos próximos anos não fazem sentido"

Marcelo Rebelo de Sousa recusou comentar os resultados eleitorais, remetendo para os partidos políticos, mas sublinhou que, com os desafios que se adivinham para o futuro, não faz sentido que existam crises políticas.

"Não tenho nada a dizer, só que estamos numa legislatura que termina em 2023. Os próximos anos são fundamentais e crises políticas nos próximos anos não fazem sentido. As pessoas entendem a recuperação apenas no sentido de remendar e retocar aquilo que ficou atingido e destruído pela pandemia. Tem de ser mais do que isso, a ideia não é regressar ao que era antes da pandemia. É trazer para o futuro mais e melhor com as lições da pandemia", explicou.

Sobre o novo Aeroporto de Lisboa, o Presidente reconheceu que esperava que tudo ficasse decidido num prazo mais curto.

"O adiamento de decisões só complica. Qualquer que seja a decisão tomada é sempre preferível que seja tomada antes do que depois", acrescentou.

BE queria ganhar força autárquica, mas "não foi possível nestas eleições"

A coordenadora do Bloco de Esquerda reconhece que o objetivo do partido não foi atingido nestas eleições e voltou a reforçar que o partido não fará coligações com a direita.

"Cumpriremos o nosso mandato, mas achamos até que existe uma maioria na Câmara de Lisboa que poderá travar retrocessos que a Câmara queira impor. Não estou a ver nenhuma proximidade entre o programa do BE e o da direita", voltou a sublinhar Catarina Martins.

Já sobre o Orçamento do Estado, a líder do BE considera que o documento responde às grande questões do país e terá de incluir vários temas relevantes.

"Como as questões laborais, o reforço do SNS e a forma como os profissionais, que são exaustos, podem ser tratados para que não saiam do SNS. Mantém-se, na íntegra, tanto a nossa disponibilidade como o nosso caderno de encargos", acrescentou.

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Catarina Martins assume e lamenta "maus resultados" do BE nas autárquicas

Catarina Martins, a comentar os resultados eleitorais das autárquicas deste domingo, assume e lamenta os maus resultados do BE, mas salienta também alguns feitos positivos.

"Saudamos a eleição de Beatriz Gomes que será uma voz na Câmara de Lisboa, pela igualdade, e a eleição de Joana Mortágua em Almada, que é a possibilidade de um fio à esquerda para a Câmara de Almada. Queria saudar a eleição de Sérgio Aires no Porto, é a primeira vez que o BE elege no Porto", lembra.

A coordenadora do Bloco revelou que o partido vai reunir a sua mesa nacional no próximo sábado e irá analisar os resultados destas eleições.

Rangel e Moreira da Silva dão os parabéns a Moedas por vitória sem referirem Rio

O eurodeputado social-democrata Paulo Rangel e o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva deram os parabéns a Carlos Moedas pela vitória em Lisboa e "a todos os candidatos" do partido, sem referirem o líder Rui Rio.

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Foto: José Carmo/Global Imagens

"Não vamos falhar naquilo que prometemos aos lisboetas", garante Moedas

Carlos Moedas garante que não vai falhar no que prometeu aos lisboetas e fez questão de, no primeiro dia após a sua vitória eleitoral, cumprir logo uma das promessas feitas durante a campanha.

Num "gesto simbólico", o autarca eleito em Lisboa esteve, esta manhã, junto dos trabalhadores da higiene urbana do município, com quem tinha prometido encontrar-se de imediato, se ganhasse as eleições autárquicas, depois de sentir que estes estavam "abandonados", após ter ouvidos as queixas dos mesmos.

"É bom dar visibilidade a estes homens e mulheres que trabalham tanto para a higiene da cidade", afirmou Carlos Moedas.

O novo presidente da Câmara de Lisboa assegura que vai de imediato pôr em prática as promessas feitas em campanha, começando desde logo por encontrar "soluções de acesso à saúde para os lisboetas com mais de 65 anos que não têm médico de família".

"Não vamos falhar naquilo que prometemos aos lisboetas", declarou Moedas, que, questionado pelos jornalistas, voltou a mostrar disponibilidade para trabalhar "com todos os partidos" no executivo da Câmara de Lisboa.

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Foto: Rodrigo Antunes/Lusa

Bloco de Esquerda perde votos e vereadores, mas segura Lisboa e estreia-se no Porto

O BE falhou nestas eleições o objetivo de aumentar a sua representação autárquica e, pelo contrário, teve uma perda expressiva de votos e vereadores, mas conseguiu manter-se no executivo de Lisboa e estrear-se na Câmara do Porto.

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Luís Filipe Menezes garante que está fora da corrida à liderança do PSD

Luís Filipe Menezes recusa avançar para a disputa da liderança interna do PSD. "Estou fora dessa guerra", admitiu, na Manhã TSF, em entrevista com Fernando Alves. "Utilizei essa argumentação numa lógica de figura de retórica dizendo que, se o resultado fosse suscetível de obrigar o PSD a ir a votos internamente, era preciso haver gente corajosa", ressalvou.

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"Feitio de diálogo" de Moedas vai permitir acordos. "Pilares da governação socialista ficaram mais frágeis"

David Justino acredita que o resultado que o PS obteve nestas eleições autárquicas terá implicações no Governo. O vice-presidente do PSD está mais otimista quanto ao mandato de Carlos Moedas na Câmara de Lisboa, o que é reiterado por José Silvano. Apesar de não ter obtido a maioria, o candidato eleito vai conseguir gerir a maior autarquia do país, defendem Justino e o secretário-geral social-democrata.

Na noite de domingo, Rui Rio já tinha admitido estar à espera de uma gestão difícil em Lisboa, mas Carlos Moedas disse confiar na capacidade para conseguir consensos. José Silvano, secretário-geral do PSD, manifestou, em declarações à TSF, a total confiança em Moedas. "Não tenho nenhuma dúvida de que vai ser governável, porque Lisboa, ao votar desta forma, também queria mudança. Querendo mudança, os lisboetas vão pressionar para que haja essa concertação e esse diálogo."
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Rui Moreira perde maioria. BE elege um vereador no Porto

Rui Moreira perdeu a maioria e o BE elegeu o primeiro vereador na Câmara do Porto, nas eleições autárquicas de domingo, nas quais a conquista de Vila do Conde pelo PS foi a única mudança de presidência no distrito do Porto.

De acordo com os dados provisórios da Secretaria-Geral da Administração Interna, o PS venceu em 12 dos 18 concelhos do distrito do Porto, o PSD conseguiu cinco câmaras e o independente Rui Moreira vai continuar por mais quatro anos à frente dos destinos da autarquia do Porto.

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PS melhor onde há menos hóspedes de hotelaria

Há uma variação de 34,75% entre a média nacional de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros por cem habitantes (307,33) e o tercil de concelhos em que o PS obteve melhores resultados (200,53).

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Fotografia: EPA

Mulheres ganham 9% das câmaras, menos do que em 2017

Das 308 câmaras do país, 28 foram ganhas por uma mulher, o que corresponde a aproximadamente 9% do total e menos do que as 32 autarcas eleitas em 2017, segundo o portal de dados estatísticos EyeData, disponível em www.lusa.pt.

Chega mais forte em locais com mais poder de compra e crimes registados

O Chega tem também melhores resultados onde o ganho médio mensal dos trabalhadores por contam de outrem é de 1271,29 euros, acima do patamar médio nacional de 1207,01.

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BE tem melhores resultados nos concelhos com maior população estrangeira

Os concelhos onde o BE obteve melhores resultados nas eleições de domingo caracterizam-se por terem mais residentes estrangeiros, núcleos familiares monoparentais e maior disparidade de rendimentos do que na média nacional, segundo o portal EyeData.

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CDS-PP com melhor prestação onde há menos trabalhadores da administração pública local

O CDS-PP obteve mais votos em concelhos onde há menos trabalhadores da administração pública local por mil habitantes, segundo o portal de dados estatísticos EyeData, disponível em www.lusa.pt.

Neste portal, os resultados eleitorais de cada partido por concelho (no qual concorreu isolado ou em coligação) são divididos em três, permitindo ver qual o terço dos concelhos em que cada partido obteve os melhores resultados, os piores resultados e o resultado médio.

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CDU melhor onde ensino secundário supera média nacional

Verifica-se uma variação de 12,62% quanto aos estabelecimentos de ensino básico por 10 mil habitantes, cuja média nacional é de 6,59 estabelecimentos, e nos concelhos onde a CDU obteve melhores resultados, esse número desce para 6,16.

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Fotografia: Lusa

PSD com melhor prestação onde há menos centros de saúde

Segundo o EyeData, verifica-se uma variação face à média nacional de 36,72% em termos de centros de saúde por cem mil habitantes, uma vez que a média nacional é de 15,31 e nos concelhos onde o PSD obteve mais votos, esse valor desce para 9,92.

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PAN melhor onde há menos área da Rede Natura 2000

Segundo o EyeData, numa altura em estão apurados resultados de 300 dos 308 concelhos do país, há uma variação de 48,38% entre a percentagem nacional da Rede Natura 2000 (21,16%) e o tercil dos concelhos onde o PAN obteve melhor prestação (10,93%).

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Coligações ganham 58 câmaras, mais 17 do que há quatro anos

Numa altura em que os resultados de 98% das freguesias estão apurados, 58 das 308 câmaras foram ganhas por coligações de partidos.

A coligação PSD/CDS-PP no concelho de São Vicente, Madeira, ganhou com a maior percentagem de votos (70,48%).

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Fotografia: EPA

"Grande vitória!" Moedas ganhou mesmo em Lisboa, mas quase todos reclamaram conquistas

Eno fim ganhou Moedas. Foi preciso ir ao photo finish, mas o candidato pela coligação Novos Tempos emergiu da noite eleitoral como o grande vencedor.

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Ouça o filme da noite eleitoral, com sonoplastia de João Félix Pereira:

Veja o balanço da maratona eleitoral, pelo diretor da TSF, Domingos de Andrade.

Autarquia a autarquia, freguesia a freguesia. Consulte aqui todos os resultados

As projeções antecipavam uma noite longa, sobretudo na autarquia mais importante a nível político no país. Em Lisboa, os resultados só foram confirmados em plena madrugada, tal como em várias autarquias de norte a sul do país.

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Indecisões e certezas. As imagens que marcaram a maratona eleitoral de consagração de Moedas

Entre indecisões e certezas apontadas pelas primeiras projeções, no final da noite a vitória, ao nível do território nacional, foi do PS. Contudo, a surpresa da noite aconteceu em Lisboa, com a vitória de Carlos Moedas e a consequente derrota de Fernando Medina. No Porto, Rui Moreira foi reeleito como presidente da Câmara.

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Rodrigo Antunes/EPA

"Lisboa é o meu projeto de vida"

Depois de lembrar que a Câmara de Lisboa era governada há 14 anos pelos socialistas e que "esta mudança é histórica", Carlos Moedas sublinhou que este é o seu projeto de vida.

"Pode ser uma das maiores cidades da Europa. Uma cidade que atrai os mais jovens e os empreendedores. Sou presidente da Câmara e tenho experiência de trabalhar com todos os partidos, com várias cores políticas. A vitória é de todos os lisboetas que votaram em mim, da coligação Novos Tempos e do trabalho que fizemos em conjunto. Não é a vitória de um partido específico", explicou o social-democrata.

No final houve também tempo para referir as sondagens, que considera terem falhado "em toda a linha".

"E isso tem de ser dito. Temos de pensar que, em democracia, sondagens a poucos dias da eleição podem influenciar essa eleição e isso é mau", acrescentou.

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Moedas promete dar futuro "aos jovens lisboetas"

No discurso de vitória, Carlos Moedas quis dizer aos meus jovens para voltaram a sonhar na capital.

"Vamos dar esse futuro aos jovens lisboetas. Apostei tudo na esperança de que a política está a mudar e quer políticos diferentes. Por isso estou aqui e os lisboetas disseram que sim a essa nova maneira de fazer política, disseram sim ao futuro e não se resignam. Querem liberdade e merecem estar na liga dos campeões das cidades europeias, é isso que vamos fazer. Vamos trabalhar, não vamos falhar. Lisboa quis mudança, vamos conseguir e trabalhar juntos. Dizemos com humildade e convicção que vamos conseguir mudar Lisboa", prometeu.

Referindo novamente "os mais novos" no final do discurso, pediu para que "nunca se esqueçam de que fizemos história".

"Que grande noite! Fizemos história." Moedas eufórico com vitória em Lisboa

Carlos Moedas, em ambiente de total euforia, começou o discurso de vitória mais aguardado desta noite eleitoral por agradecer à cidade e a Rui Rio e mostrou-se orgulhoso por ganhar "contra tudo e contra todos".

"Em primeiro lugar queria cumprimentar todos os candidatos. Uma palavra muito especial para Fernando Medina, com quem falei. Desejei-lhe o melhor para a sua vida pessoal e profissional. Isto é muito importante porque a democracia é isso mesmo. Fizemos história, fez-se história hoje em Lisboa. Não tenho palavras para agradecer o voto de confiança que me foi dado pelos lisboetas. Comprometo-me, lisboetas, não vamos falhar. Vamos mudar Lisboa, acreditem", garantiu o social-democrata.

Para o novo autarca de Lisboa, esta campanha de que é possível mudar o sistema porque "a democracia não tem dono" e os lisboetas disseram, "em alto e bom som", que querem mudança.

"Queriam convencer-nos que esta mudança não ia acontecer, mas aconteceu porque os lisboetas assim o quiseram. Hoje iniciamos um novo ciclo, novos tempos, e eu acredito profundamente que este novo ciclo começa em Lisboa, mas não vai acabar em Lisboa", atirou.

"Sinto-me realmente hoje o presidente da Câmara de Lisboa"

Carlos Moedas, nas primeiras declarações como presidente da Câmara de Lisboa, salientou que esteve sete meses a falar do seu projeto pelas ruas da capital.

"Sinto-me realmente hoje o presidente da Câmara de Lisboa. Vamos para um novo ciclo, o anterior já estava desgastado. Todos os lisboetas querem mudar Lisboa e eu vou mudar Lisboa com eles. Falámos dos transportes públicos e em proteger aqueles que têm mais dificuldades", afirmou à CMTV o novo autarca da capital.

Por fim, lembrou que as sondagens erraram e deixaram muito a desejar.

"Aqui estou, ganhei a Câmara de Lisboa", acrescentou.

Rui Moreira destaca que vencedor da noite "é o Porto"

No Porto, Rui Moreira afirma que quem sai vencedor desta noite "é o Porto". O autarca reeleito, ao que tudo indica, sem maioria, diz acreditar que o projeto que lidera "não pode continuar diluído" e sujeito ao "taticismo" de dirigentes partidários.

"Juntos, vamos continuar a trabalhar no reforço da qualidade de vida dos que aqui vivam, trabalhem, estudem ou visitem", garante Rui Moreira, que realça a vitória de cinco candidatos às juntas de freguesia. "Não perdemos qualquer das juntas e ainda somamos a vitória do candidato à Campanhã", um resultado que diz ser "histórico".

Questionado sobre se devia ter aceitado o apoio de partidos nesta eleição por ter perdido a maioria na câmara, Rui Moreira responde com "eu ganhei a eleição".

O autarca reeleito garante que vai governar com a representatividade que lhe é atribuída pelos eleitores e pergunta aos outros partidos se "estão lá a bem dos portuenses" e adianta que aceita trabalhar com qualquer dos partidos aparentemente eleitos.

"Perdi estas eleições", assume Fernando Medina

Fernando Medina é recebido no Pátio da Galé com um forte aplauso. Nas primeiras palavras, o até aqui autarca de Lisboa felicita a coligação "Novos Tempos", de Carlos Moedas, "pela vitória" nestas eleições de Lisboa.

Visivelmente emocionado, Medina sublinha que já contactou Moedas pela vitória neste ato eleitoral.

"Foi um privilégio servir esta cidade", diz, agradecendo a confiança aos lisboetas. "Por um voto se ganha, por um voto se perde. Perdi estas eleições", refere Fernando Medina, que alarga os seus agradecimentos à sua equipa dos últimos cinco anos.

"A derrota de hoje é pessoal e intransmissível. O PS fez tudo, em todos os momentos, para que nós pudéssemos ter os recursos, os meios para fazermos diferente", frisa.

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"Esta derrota não é transmissível", insiste Medina

Questionado pelos jornalistas, Fernando Medina não estende esta derrota ao PS. O autarca insiste que a perda da Câmara de Lisboa é uma "derrota pessoal e não transmissível".

"O que falhou foi a capacidade me mobilizar os lisboetas que este era o melhor projeto para prosseguirmos o futuro da cidade de Lisboa e isso, a responsabilidade é minha e só minha", sublinha.

Medina não responde se vai assumir o cargo de vereador na autarquia, indicando que vai dedicar-se a uma transição de pasta exemplar ao seu sucessor, Carlos Moedas.

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"Coimbra vai recolocar-se no patamar que merece", garante José Manuel Silva

José Manuel Silva, da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Volt/RIR /Aliança), lidera a contagem na cidade e começou por agradecer a Coimbra e a todos os que trabalharam para este projeto.

"Permitam-me dar os parabéns a Coimbra, que demonstrou a sua vontade de mudança. Quero cumprimentar todos os concorrentes pela elevação e dignidade do debate. Quero cumprimentar, em particular, o ainda presidente da câmara, Manuel Machado, que já me deu os parabéns. Coimbra vai, de facto, recolocar-se no patamar que merece, onde já esteve e tem todas as condições para voltar a estar", disse.

O líder da coligação Juntos Somos Coimbra afirmou que este projeto eleitoral já foi importante para a cidade, que voltou a ser recolocada "no mapa".

"Para que volte a ser um foco de atenção nacional, um polo de cultura, respeito por todos e liberdade", acrescentou.

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Rui Tukayana/TSF

Da surpresa alentejana ao resultado para Rio "não se demitir". As contas de César e Justino

O presidente do PS, Carlos César, destaca que o partido "ganhará pela terceira vez consecutiva as eleições autárquicas em Portugal", e terá "muito provavelmente à volta de 150 presidências de câmaras", face às 160 do último sufrágio.

Já David Justino, vice-presidente do PSD, assinala que embora o PS possa ter mais câmaras, há "nuances que são importantes". Embora os sociais-democratas não reivindiquem uma vitória, assinalam uma "inversão de tendência" no panorama político. O dirigente do partido assume que espera, pessoalmente, um aumento do número de câmaras e de mandatos e assinala que, ainda assim, os resultados estão a ser superiores aos que esperava.

"Há câmaras que perdemos e nos custa perder, mas há câmaras que ganhamos e nos dá um gosto especial", reconhece David Justino, citando o Alentejo como um exemplo destas últimas. "É uma satisfação grande" que o PSD recupere alguma dimensão na região.

Na resposta, Carlos César, reafirma que o PS é "claramente o vencedor das eleições autárquicas e o PSD teve uma derrota menor do que nas últimas eleições autárquicas", pelo que para Rui Rio "este é um resultado para não se demitir".

Num piscar de olho ao PCP e BE, o presidente socialista diz que há condições para continuar a conversar na Assembleia da República sobre o OE2022, mas alerta que não pode ser aprovado a qualquer custo. "Estamos a dizer aos nossos parceiros que queremos continuar a colaborar, mas o PS não pode prescindir dos seus próprios valores nem pôr em causa o percurso de estabilidade financeira", explica.

Questionado sobre o futuro do PSD e do PS, David Justino realça ser necessário conhecer a realidade interna dos sociais-democratas, embora o resultado "dê alento aos dirigentes e aos militantes". O futuro de Rui Rio fica agora nas suas mãos, mas cabe-lhe perceber "até que ponto tem condições" para continuar o seu projeto.

Sobre o secretário-geral do PS, António Costa, Carlos César garante que "entre perdas e ganhos" os socialistas têm o que previram.

David Justino reforça a surpresa no Alentejo como "de grande júbilo" por dar ao PSD uma presença que não tinha. Sobre Lisboa, uma câmara que "nas últimas semanas estava perdida", o dirigente assinala que é um sinal do que as sondagens podem causar.

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Fernando Medina prepara-se para assumir a derrota

Rio vai recandidatar-se à liderança do PSD? "Não misturo as coisas"

Questionado sobre se se vai recandidatar à liderança do PSD, Rui Rio diz que não mistura as coisas.

"Não misturo as coisas. Tivemos uma campanha autárquica e não falei de outra coisa que não da campanha autárquica", sublinhou.

"Estamos em muito melhores condições de ganhar as eleições de 2023"

O líder do PSD defende que o partido saiu mais forte destas eleições e está em melhores condições de ganhar as próximas.

"Estamos em muito melhores condições de ganhar as eleições de 2023. Futuro que ficou provado que se resolve com verdade, propostas e com um discurso genuíno e sincero. Isto é para aqueles que, quando me veem falar com sinceridade, dizem que sou um ingénuo que não percebe nada de política", disse.

Rui Rio afirmou também que Carlos Moedas merece um abraço e os parabéns pelos resultados que já obteve.

"Quero estar com ele ainda antes de saber o resultado final", revelou o presidente do PSD.

Sobre o seu futuro como líder do partido, o social-democrata argumentou que hoje é dia de eleições autárquicas, que nada têm a ver com a vida interna do partido.

"Isso terá o seu tempo próprio", remata.

"O PSD teve um excelente resultado nestas eleições." Rio dá os parabéns a Moedas

Rui Rio, líder do PSD, faz o balanço da noite eleitoral e considera que o partido teve um "excelente resultado" nestas eleições autárquicas e que ainda pode ser melhor do que aquilo que é.

"Tenho de agradecer a todos os militantes do PSD que ajudaram na campanha e que o fazem a troco de nada. Tínhamos definido alguns objetivos: aumentar o número de votos, eleitos, presidentes de câmara e reduzir a diferença para o PS. Este resultado conseguiu tudo isto contra as sondagens e muitos comentadores que deveriam ter algum respeito por si próprios e andaram, por largos meses, a dizer que o PSD ganharia uma ou duas câmaras e não mais do que isso. Não acertaram praticamente em nada. Hoje é uma derrota de quem vai por esses caminhos", afirmou.

O social-democrata salientou também que o partido teve mais votos particularmente nos centros urbanos.

"É notório na Amadora, Loures, em Sintra. Temos muitos mais eleitos, vereadores e eleitos de Junta de Freguesia. Neste momento ganhámos 31 novos presidentes de câmara e 15 que perdemos, mas ainda não está tudo fechado. É melhor do que em 2017. Falta a maior vitória de todas, que ainda podemos ter, que é Lisboa", sublinhou Rio.

Não esquecendo os resultados que já se apuraram nas freguesias de Lisboa, o presidente do PSD deu também os parabéns a Carlos Moedas.

"Carlos Moedas está de parabéns e merece o nosso apreço", dispara.

Vitória de Rui Moreira "não é uma surpresa"

No Porto, a vitória do movimento de Rui Moreira "não é uma surpresa para quem quer que seja", pelo que António Costa não vê razões para que qualquer partido a festeje.

O PS confessa-se "triste" com a perda da câmara de Coimbra, mas Costa garante que a tristeza é a mesma que se aplicaria à perda de qualquer outra autarquia, como Lisboa.

"Manuel Machado foi um grande autarca"

Em resposta à TSF, questionado sobre a câmara de Coimbra, Costa assinala que o PS "perdeu 27 câmaras para o PSD" - o que aconteceu na cidade dos estudantes - e garante que não escolheu o seu percurso de campanha tendo em conta projeções. "Já tive oportunidade de dar um grande abraço ao meu amigo Manuel Machado, foi um grande autarca", elogia. "Na vida política temos de saber ganhar e saber perder."

Sobre a governação do país e a relação com o PCP, Costa diz acreditar que os partidos sabem que as autárquicas não devem confundir-se com esse processo. Por outro lado, garante, não vê "um reforço da alternativa política à direita".

"Tivemos derrotas de que, naturalmente, não gostámos"

Questionado sobre se a vitória em Lisboa pode ser "poucochinha", Costa defende-se dizendo que "qualquer vitória em qualquer concelho" é boa para o partido. "Tivemos derrotas de que, naturalmente, não gostámos", reconhece.

Sobre o peso de uma derrota em Lisboa, Costa assinala que penaliza "qualquer partido" que a sofra e confessa uma tristeza "particular" se tal acontecer, dado que o próprio foi autarca.

"Ainda que perdêssemos as três câmaras por apurar, o PS continua a ser o maior partido autárquico", insistiu quando questionado sobre o que seria um bom resultado para os socialistas. "Houve dez câmaras onde praticamente não foram os nossos adversários que cresceram, só que eles juntaram-se", atirou também.

No caso específico de Lisboa, os votos perdidos pelo PS "não fortaleceram a coligação de direita, fortaleceram sim a CDU". Mas o abraço a Fernando Medina continua prometido "seja qual for o resultado".

Costa não esquece a Amadora e, num comentário dirigido à candidatura de Suzana Garcia, assinala que "candidatos populistas não têm espaço" no país.

"PS continua a ser o maior partido autárquico"

António Costa, secretário-geral do PS, espera uma "ainda longa noite eleitoral" e assinala que ainda falta conhecer os resultados finais de Sintra, Loures e Lisboa. No entanto, afirma desde já que o PS "continua a ser o maior partido autárquico nacional", vencendo as eleições pela terceira vez. Com 150 câmaras já garantidas, o líder socialista assinala que esta é apenas a segunda vez que um partido consegue uma série de três vitórias. São, ainda assim, menos 15 do que há quatro anos.

"Os portugueses renovaram a sua confiança no Partido Socialista", assinala Costa, que promete um partido "200% empenhado" e aproveita para assinalar que está prestes a chegar "um ponto de viragem na pandemia" quando forem atingidos os 85% da população com vacinação completa.

Inês Medeiros renova mandato em Almada com "declaração cheia de emoção e alegria"

Inês Medeiros, do PS Almada, renovou este domingo o mandato. Depois de ter sido uma das vencedoras surpresa há quatro anos, a socialista conseguiu agora vencer a oposição difícil da CDU. Com uma "declaração cheia de emoção e alegria" começou por cumprimentar todos os candidatos desta eleição e os almadenses.

"As minhas palavras vão, naturalmente, para todos os almadenses sem exceção que me acompanharam nos últimos quatro anos e, todos os dias, escolhem Almada, independentemente das suas sensibilidades partidárias. Uma palavra também, naturalmente, a todo o PS de Almada, a todos os voluntários e independentes que se juntaram a esta candidatura. Esta noite é vossa, muito obrigada. Vamos continuar o trabalho com entusiasmo redobrado e conscientes de que estamos a ir por um bom caminho. Almada fez muito durante os últimos quatro anos e pode fazer ainda mais. Hoje Almada é a terra do futuro da Área Metropolitana de Lisboa", afirmou a presidente da Câmara de Almada.

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Suzana Garcia considera ser da sua responsabilidade não ter conseguido a "vitória final"

Suzana Garcia, candidata do PSD à Amadora, reage aos resultados e dedica-os "a toda a equipa".

"Por não termos obtido a vitória final a responsabilidade é totalmente minha", afirma.

A candidata do PSD à Amadora sublinha a dedicação da sua equipa e diz estar orgulhosa "por aquilo que ofereceu ao povo" da cidade.

"Somos hoje a única alternativa de oposição ao poder instalado na Amadora", considera. "Vim para aqui liderar a oposição", disse Suzana Garcia.

"Se o resultado de hoje não foi uma vitória pessoal, foi um triunfo coletivo", finaliza.

Santana Lopes sem maioria absoluta

Vinte e quatro anos depois, Santana Lopes voltou a vencer a eleição para a Câmara da Figueira da Foz.

"Podem fazer todo o tipo de leitura, há uma realidade incontornável. O PS é um grande partido, teve grandes resultados em vários concelhos do país, o PSD é um grande partido em vários concelhos do país. Aqui na Figueira da Foz, um movimento independente não há três anos, mas há três meses, conseguiu vencer as eleições", disse Santana Lopes, acrescentando que "é um facto que traz muita alegria".

No entanto, o ex-primeiro-ministro lamenta não ter vencido esta eleição com maioria absoluta, destacando o resultado na Assembleia de Freguesia, onde não foi a força política mais votada.

"Exerceremos o nosso mandato, aquele que me foi conferido e que foi conferido aos representantes do movimento que lidero na plenitude nas funções. Tentaremos fazer os esforços no sentido de conseguir todos os entendimentos que sejam possíveis", garantiu, sublinhando "que sabe o significado de ter sido eleito presidente da câmara".

"O tempo vai ser de muito trabalho", avisa.

João Ferreira garante que voto na CDU "vai valer a pena"

João Ferreira, candidato da CDU à Câmara de Lisboa, afirma que, apesar de o quadro de resultados apurados até agora ainda ser limitado, as projeções parecem apontar para o crescimento da coligação na capital.

"Este resultado, a confirmar-se, é indissociável do reconhecimento do trabalho feito pelos eleitos da CDU nos últimos quatro anos e confirma o sentimento de adesão às propostas e visão da CDU para a cidade. Uma campanha excecional e uma palavra de agradecimento às pessoas que, em Lisboa, confiaram o seu voto à CDU. Este é um voto que vai valer a pena", disse.

Para o comunista, a força que a CDU recebeu nestas eleições vai ajudá-los a enfrentar todas as lutas que se vão travar em Lisboa nos próximos anos.

"Pelo direito a um ambiente de qualidade, à cultura, ao desporto e ao lazer. Apresentámos um projeto alternativo para Lisboa e soluções que são feitas de propostas concretas, ouvindo os trabalhadores do município. A força que a CDU agora transporta contará sempre para construir soluções e para combater e rejeitar tudo o que de negativo possa surgir. Uma CDU mais forte contará para uma Lisboa mais viva, pelo direito à cidade", garante.

Quanto a entendimentos futuros com outros partidos, João Ferreira não quis ser conclusivo.

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Ouça em direto

Carlos César e David Justino comentam os resultados eleitorais em direto na TSF

Movimentos independentes conquistam câmaras ao PS e ao PSD no distrito de Leiria

O MPM - Movimento Pelo Concelho, uma coligação de dois grupos de cidadãos independentes, conquistou a Câmara da Marinha Grande, que estava nas mãos do Partido Socialista desde 2009.

Muito perto, na Batalha, outro movimento independente, o Batalha é de Todos, liderado pelo deputado do PS Raul Castro, ganhou a Câmara que era até agora liderada pelo PSD. Raul Castro já tinha sido anteriormente eleito presidente de Câmara da Batalha, mas em listas do CDS.

O PS mantém a capital de distrito, Leiria, mantém também Nazaré, Figueiró dos Vinhos, Ansião e ganha Castanheira de Pera ao PSD, mas perde Pedrógão Grande para os sociais-democratas.

Já o PSD mantém Porto de Mós, Alvaiázere, Óbidos e Pombal e tira Pedrógão Grande ao PS.

No distrito de Leiria, falta ainda apurar os vencedores em Alcobaça, Caldas da Rainha, Bombarral e Peniche.

Texto: Cláudio Garcia

Inês de Sousa Real aguarda "com serenidade", confiante em "mais eleitos"

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, mostrou-se este domingo esperançosa em ter "mais eleitos" nas eleições autárquicas, dizendo que o partido aguarda "com serenidade e confiança", numa noite que "vai ser muito longa".

Na primeira reação da noite aos dados já conhecidos das eleições autárquicas deste domingo, que até ao momento apenas dão a eleição de dois deputados municipais ao PAN, Inês de Sousa Real subiu ao púlpito na Biblioteca dos Corichéus, em Lisboa, para dizer que a noite ainda é "uma criança".

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PS perde Câmara do Funchal, Cafôfo demite-se

O presidente do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, demitiu-se este domingo da liderança do partido, depois de a coligação Confiança (PS/BE/PAN/MPT/PDR) ter perdido a Câmara do Funchal para PSD/CDS-PP nas eleições autárquicas de domingo.

"Anuncio aqui, aos madeirenses e porto-santenses, que me demito de presidente do Partido Socialista, provocando obviamente eleições e congresso para uma nova liderança", disse.

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"CDS superou todos os objetivos" e Costa viu "primeiro cartão amarelo"

Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP, agradece aos eleitores e aos candidatos autárquicos e defende que o partido se "debateu com um cenário particularmente difícil, inédito na sua história, depois do pior resultado de sempre em legislativas".

"Fui sempre coerente com a estratégia que defini para este ato eleitoral", garante o líder centrista: manter as seis câmaras governadas pelo partido, aumentar o número de autarcas face a 2017 e chegar a um entendimento com o PSD "sempre que fosse possível ganhar câmaras à esquerda".

"O CDS superou todos os objetivos a que se propôs nestas autárquicas", anunciou Rodrigues dos Santos, realçando que as seis câmaras foram conquistadas "com maioria absoluta".

"Já duplicámos o número de câmaras que o CDS governa com o PSD", assinalou também o líder centrista, que fala do início de uma viragem do país à direita.

Num recado a António Costa, Francisco Rodrigues dos Santos diz que o líder socialista "viu aqui o seu primeiro cartão amarelo" e dispõe-se a "construiu uma alternativa política de centro-direita para derrubar o socialismo. Estas eleições são o tiro de partido para isso mesmo. O CDS está vivo, a crescer, e recomenda-se".

Candidato do PS na Figueira da Foz assume derrota e destaca "fenómeno" Santana Lopes

O candidato do PS à Câmara da Figueira da Foz e atual presidente, Carlos Monteiro, assumiu na noite de domingo a derrota nas eleições autárquicas para o executivo municipal, atribuindo-a ao "fenómeno" de Santana Lopes.

"Temos aqui um resultado em que o fenómeno de Santana Lopes existiu e o fenómeno de Carlos Monteiro não existiu", disse o candidato do PS, num discurso perante algumas dezenas de militantes ao final da noite de domingo.

"O PS ganhou 11 freguesias, o PSL [movimento Figueira a Primeira] duas e o PSD uma. É um resultado atípico que evidencia que a derrota é minha", frisou Carlos Monteiro.

Catarina Martins diz que o Bloco quer continuar a ser "solução em Lisboa"

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, numa reação "preliminar" deixou um agradecimento aos candidatos do partido.

"Foi feito um grande esforço", disse Catarina Martins.

"Dos resultados preliminares que existem, há algumas indicações que são para o BE muito positivas. Viemos para estas eleições com muita humildade, olhamos para os resultados como humildade, vamos olhar com muita atenção o resultado em Lisboa e no Porto", acrescentou.

No que diz respeito à autarquia da capital, Catarina Martins revela que o partido "tem disponibilidade para continuar a ser uma solução".

A coordenadora do BE explica ainda que só fará uma análise mais profunda aos resultados eleitorais, depois da reunião da comissão política.

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PAN lamenta elevada abstenção

Quatro anos depois de ter sido eleita em Lisboa, a líder do PAN, Inês Sousa Real, deixou um agradecimento a todos os membros do partido que se candidataram.

Sem dados concretos, a governante sublinhou os objetivos concretos do partido Pessoas-Animais-Natureza, destacando as aliterações climáticas como um problema "do presente".

Sobre a abstenção, Inês Sousa Real lamenta a taxa elevada.

A esta hora, os dados não dão qualquer eleito ao PAN.

Ouça o comentário de Pedro Mota Soares na TSF

Ouça o comentário de Jamila Madeira na TSF

Nova presidente da Junta de Arroios: "A diferença foi na mensagem"

Madalena Natividade, eleita presidente da Junta de Freguesia de Arroios, é assistente social e candidatou-se de forma independente, mas encara esta vitória como algo muito gratificante.

"Ao longo desta campanha criámos amizades e estivemos todos em equipa, a trabalhar para o mesmo. A diferença foi na mensagem, que se pode trabalhar no terreno mas tem de se estar na rua, ouvir as pessoas para que percebam que pode haver transparência", acrescentou à TSF.

O ambiente na sede de campanha de Carlos Moedas, o Epic Sana Lisboa, no Marquês de Pombal

"O PS continua a ser o maior partido autárquico de Portugal"

Maria da Luz Rosinha, numa curta declaração, afirmou a vitória do PS nestas eleições.

"No âmbito dos resultados que já são conhecidos, o PS continua a ser o maior partido autárquico de Portugal. Os dados comprovam que vamos ganhar a Associação Nacional de Municípios e a ANAFRe. A noite ainda vai ser longa porque, como todos temos consciência, são muitos votos", afirmou a socialista.

PS "volta a ganhar" as autárquicas pela "terceira vez consecutiva", diz José Luís Carneiro

O Partido Socialista "volta a ganhar" as eleições autárquicas pela "terceira vez consecutiva", afirmou José Luís Carneiro, que não comenta as projeções no município de Lisboa, preferindo aguardar pelos resultados finais.

"Rui Rio e Carlos Moedas nada trouxeram de significativo comparando com o resultado de 2017", disse, deixando uma palavra de reconhecimento ao trabalho de Fernando Medina.

"Os resultados de 2017 são idênticos às projeções desta altura", acrescenta.

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João Cotrim de Figueiredo: "PS vai perder poder nas autárquicas"

À entrada da sede de campanha de Rui Moreira, no Porto, o líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo não se alonga em comentários.

Aos jornalistas, deixou críticas aos socialistas. "Tudo indica que o PS vai perder poder nas autarquias e isso tem que ver com a forma como se tem portado nessa autarquias e como se comportou nesta campanha", disse.

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Resultados da CDU ficaram "aquém" dos objetivos

Jerónimo de Sousa, líder do PCP, assinala o resultado obtido pela CDU num quadro "particularmente exigente", mas reconhece que "ficou aquém" dos objetivos colocados. Ainda assim, defende, a CDU "confirma-se como uma grande força do poder local".

Na reação aos resultados das votações para as autarquias, o líder comunista lembra que os dois anos de pandemia "expuseram" os problemas nacionais e locais e critica a "exibição de recursos que o Governo propagandeia", exigindo uma "tradução nos investimentos".

"Passado o tempo da resposta emergente, é preciso olhar para o futuro e dar as respostas que podem e devem dar-se", sem as limitar a "leituras" restritas do Orçamento do Estado.

"Não se pode, em nome das opções de classe do PS, adiar soluções para agravar os problemas do país", avisa também Jerónimo de Sousa.

Num momento em que muitos resultados não estão fixados, mas reconhecendo que "naturalmente existem perdas" nas autarquias - o que reforça que este "não é o resultado desejado -, Jerónimo de Sousa reitera a "disponibilidade" para servir as populações "seja em maioria ou minoria".

Questionado sobre se estes resultados terão "eco" na política nacional, o secretário-geral do PCP garante que "não são determinantes" e que a política "não se esgota no OE2022".

Sobre possíveis mudanças na liderança do PCP, Jerónimo diz que "por enquanto" essa questão não está colocada, nem por si, nem pelos camaradas do seu partido.

Coimbra: Manuel Machado assume derrota mas sublinha que "não é a hora da despedida"

Manuel Machado, que não conseguiu reconquistar a Câmara de Coimbra para o PS, já assumiu a vitória, mas garante que "não é a hora da despedida".

"Quero que isto fique registado. Obrigado a todos. Sintam-se, como eu sinto, honrado pelo trabalho feito", afirmou o socialista.

Moedas perto de ganhar Lumiar e Avenidas Novas

Filipe Anacoreta Correia, do CDS e número dois da coligação Novos Tempos, assume-se satisfeito com os resultados das projeções. Algo que diz resultar do trabalho de quem esteve nas ruas, junto dos lisboetas.

"Esta coligação fez um trabalho magnífico, com capacidade de congregação de pessoas muito diferentes. Vamos ver agora, no apuramento dos resultados, se se confirma que a Câmara de Lisboa muda. Já sabemos que em alguns territórios de Lisboa, já muito significativos, essa mudança já está confirmada", afirmou à TSF.

Apesar de não ter confirmação de que Moedas ganhou a freguesia de Arroios, reconhece que é uma forte possibilidade, bem como o Lumiar e as Avenidas Novas.

"A freguesia do Lumiar, que é a mais populosa de Lisboa, tudo indica que será Novos Tempos. Carlos Moedas tem recebido muitos telefonemas. Esta projeção é, já em si, uma vitória", acrescentou o número dois da coligação Novos Tempos.

Ouça o comentário do diretor da TSF, Domingos de Andrade, sobre os primeiros dados da noite eleitoral

PS no distrito da Guarda mantém as câmaras de Seia, Fornos de Algodres e Trancoso. PSD já confirmou vitórias em Gouveia, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal, Meda em coligação com o CDS e Almeida.

Texto: Madalena Ferreira

Carlos Moedas conseguiu a freguesia de Arroios e aguarda resultados "com serenidade"

Pouco depois de se saber que Carlos Moedas conseguiu a freguesia de Arroios, algo que levou a uma explosão de alegria na sede de campanha, Ricardo Mexia, o diretor de campanha do candidato à Câmara de Lisboa, disse à TSF que aguardam os resultados com serenidade.

"Vamos ainda apurar os resultados. É isso que queremos para as freguesias e para a cidade. Vamos aguardar com serenidade. Vai ser uma noite longa, mas cá estaremos para assumir os resultados quando começarem a surgir", afirmou.

Sobre a possibilidade de ganhar as eleições e se juntar a outras forças políticas, como a Iniciativa Liberal e o Chega, o social-democrata afirmou que o projeto agregou, desde o início, vários partidos, muitos independentes.

"Vamo-nos concentrar na contagem dos votos e ver o que os lisboetas quiseram decidir para a cidade de Lisboa. Estamos aqui a extravasar essa alegria e desejo de mudança que fomos sentindo nas ruas", acrescentou Ricardo Mexia.

Santana caiu, "andou por aí" e levantou-se na praia da Figueira. Volta à câmara 24 anos depois

Santana Lopes, que tudo indica será o próximo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, fala de uma "vitória extraordinária", em especial por acontecer sobre o autarca está em funções.

"Agradeço sobretudo aos figueirenses, o resto é a vida. Cair e levantar", assinala o independente, que deixa uma mensagem de "esperança" a todos os que sofrem.

"É uma sensação muito especial 24 anos depois voltar a ter a confiança das pessoas", assinalou também Pedro Santana Lopes, que reconhece dentro da "pequenez" ser ainda um "grão de areia no meio disto tudo".

Na vida da Figueira "estamos a fazer história", assinalou, antes de reconhecer que hoje, sabe "como nunca soube o que os partidos grandes e instalados fazem aos pequenos e independentes. É muito difícil concorrer sendo independente, muito difícil".

O movimento Figueira a Primeira é um exemplo do que o "sistema político precisa", defendeu também em declarações aos jornalistas.

PS perde Figueira de Castelo Rodrigo

O social-democrata Carlos Condesso ganhou a câmara de Figueira de Castelo Rodrigo que era liderada pelo socialista Paulo Langrouva. Condesso é o atual chefe de gabinete do presidente da câmara da Guarda e líder do PSD distrital. Na cidade da Guarda, os resultados eleitorais indicam uma votação muito renhida entre Carlos Chaves Monteiro, do PSD, e o candidato independente Sérgio Costa.

Texto: Madalena Ferreira

Coligação Juntos Somos Coimbra reclama vitória por maioria absoluta

O diretor da campanha da coligação Juntos Somos Coimbra reclamou hoje vitória por maioria absoluta da Câmara Municipal de Coimbra, que era liderada pelo PS desde 2013.

"Com toda a certeza, podemos dizer que ganhámos estas eleições com uma maioria absoluta, o que era fundamental para dar a volta a Coimbra", afirmou o diretor da campanha do Juntos Somos Coimbra, António Maló de Abreu, acompanhado de gritos de "vitória" na sala de uma unidade hoteleira da cidade, em que a coligação PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Volt/RIR /Aliança acompanha os resultados.

Para o responsável, aconteceu "uma grande vitória da coligação Juntos somos Coimbra e de quem a encabeça, José Manuel Silva, que é o futuro presidente da Câmara Municipal de Coimbra".

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Primeiro presidente de câmara eleito é Manuel Tibo (PSD) em Terras de Bouro

Manuel João Sampaio Tibo, do PSD, de Terras de Bouro, Braga, foi o primeiro presidente de câmara eleito nas autárquicas de hoje, segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna.

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PS Almada "alegre" com resultados das projeções

Ivan Gonçalves, presidente da concelhia de Almada, reconhece que as projeções não são conclusivas, mas mostra-se alegre com os resultados.

"Projeções são isso mesmo, mas não deixam de estar em linha de conta com aquilo que sentimos nas últimas semanas, na rua, junto dos almadenses. Não é ainda uma vitória, mas é óbvio que as projeções nos deixam alegres", admitiu o socialista.

BE satisfeito com resultados das projeções

Pedro Filipe Soares, na primeira reação do BE nesta noite eleitoral, mostrou-se satisfeito com os resultados das projeções.

"As projeções que são conhecidas são convergentes numa ideia que nos é simpática, com o Bloco de Esquerda a alargar a sua base autárquica", afirmou o bloquista.

André Ventura, líder do Chega, reage às projeções

Em Braga, André Ventura diz ter "boas indicações" quanto às projeções, destacando a possibilidade de vir a eleger um vereador em Lisboa.

Quanto a Braga, Ventura sublinha que o partido está em terceiro lugar, como "em vários pontos do país".

"Tudo se encaminha para termos uma noite histórica hoje", disse.

O líder do Chega faz ainda uma leitura nacional às projeções que apontam para um "bom" resultado eleitoral.

"As projeções nacionais indicam que estamos a disputar o terceiro lugar nas legislativas com valores próximos dos 9%. Nós acreditamos ainda que é possível ficar em terceiro lugar no final desta noite eleitoral. Sabemos que estamos nas principais lugares, em terceiro ou em quarto lugar. Somos agora uma força relevante em grande parte do país. Amanhã o país acordará com o Chega em todo o território nacional."

Inês de Medeiros reeleita em Almada, segundo projeções

As projeções televisivas divulgadas hoje às 21h00 dão a vitória à socialista Inês de Medeiros na corrida à presidência da Câmara de Almada nas eleições autárquicas.

Segundo a projeção à boca das urnas da Universidade Católica para a RTP, Inês de Medeiros (PS) mantém a presidência daquela autarquia, com 40% a 45% dos votos (cinco a sete mandatos).

A projeção feita pelo ICS/ISCTE/GfK para a SIC dá entre 38,3% e 42,3% dos votos para a candidata socialista e, segundo a da Intercampus para a CMTV, Inês de Medeiros conseguiu reunir entre 36% a 40,4% dos votos.

Vitória do PSD em Coimbra "foi um bom começo"

José Silvano refere que "tudo o que é abstenção a mais é negativo para o país e o PSD fica extremamente preocupado", acrescentando que se as eleições tivessem sido adiadas um mês, tal como foi proposto pelo partido, a "campanha poderia ter sido mais intensa e alterar o resultado da abstenção".

O coordenador autárquico do PSD afirma que a vitória em Coimbra "foi um bom começo", mas os "resultados objetivos eleitorais" só serão conhecidos no fim.

José Silvano agradeceu também o trabalho de todos os candidatos do partido em todo o país.

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CDS otimsita para o "resto da noite"

A partir do Largo do Caldas, o vice-presidente centrista, Pedro Melo, reage com cautela, mas com confiança face às primeiras projeções.

O dirigente diz que o partido é "responsável" e por isso quer esperar por dados mais concretos. Pedro Melo assinala, no entanto, que tanto em Lisboa ou Coimbra é expectável um bom resultado.

Fernando Medina já chegou ao Pátio da Galé, em Lisboa

O atual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, diz estar preparado para Governo com ou sem maioria absoluta.

O autarca explicou ainda aos jornalistas que "gostaria que a abstenção fosse a menor possível".

"As eleições que fossem um exercício popular, toda a gente exercer o direito de voto. Obviamente, prefiro sempre que haja menos abstenção", disse.

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No Capitólio, ouviram-se palmas quando se viu que as projeções das televisões dão a eleição de Beatriz Gomes Dias e podem também dar a eleição de Sérgio Aires no Porto.

Texto: Maria Augusta Casaca

A reação dos apoiantes de Carlos Moedas, na sede de campanha, no momento em que saíram as projeções.

Sara de Melo Rocha/TSF

"Todas as projeções indicam que Rui Moreira venceu"

Francisco Ramos, da candidatura de Rui Moreira, afirmou que todas as projeções indicam que o candidato independente venceu.

Rute Fonseca/TSF

"Estamos confiantes de que vamos ganhar as eleições em Lisboa"

Duarte Cordeiro, da candidatura de Fernando Medina, quis transmitir confiança aos apoiantes que estão no Pátio da Galé.

"Estamos confiantes de que vamos ganhar as eleições em Lisboa. A confirmar-se os resultados, será a quinta vez consecutiva que ganhamos as eleições em Lisboa. Nestas eleições, na coligação Mais Lisboa, com o partido Livre, com o Movimento Cidadãos Por Lisboa e o movimento Lisboa É Muita Gente. As sondagens têm dado resultados muito diferentes entre si, o que nos obriga a ter serenidade, a acompanhar o apuramento dos resultados e perceber, em concreto, a composição dos órgãos. Amigas e amigos, serenidade e confiança até ao fim. Vamos à vitória", garantiu o socialista.

Projeções: Rui Moreira reeleito, Coimbra muda de mãos e Santana regressa à Figueira

No Porto, segundo a TVI, Rui Moreira vence com 39,2% a 45,2% dos votos, enquanto Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, acaba a corrida autárquica no segundo lugar, com 13,7% a 19,7%. A RTP também avança com uma vitória para Rui Moreira, com entre 39% e 44% da votação e atribui 16% a 19% da votação a Tiago Barbosa Ribeiro. A SIC aponta a reeleição do autarca com 39,2% a 44,2% e atribui 16,5% a 20,5% à candidatura do PS.

Em Coimbra, a RTP avança a vitória de José Manuel Silva, pela coligação PPD/PSD.CDS-PP.NC.PPM.A.RIR.VP, com 42% a 47% da votação, destronando assim Manuel Machado, do PS, que consegue um segundo lugar com 27% a 31% da votação.

Na Figueira da Foz, a RTP avança o regresso de Santana Lopes ao comando dos destinos do concelho, com 41% a 46% da votação. O PS surge no segundo lugar, com 33% a 37%.

Em Almada, a candidatura do PS, liderada por Inês de Medeiros, consegue 40% a 45% da votação, segundo a projeção adiantada pela RTP. A CDU termina no segundo lugar, com 30% a 34%.

A Amadora continua a ser liderada por Carla Tavares, candidata do PS, com 42% a 46%, valores avançados pela RTP. A coligação PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PDR, encabeçada por Suzana Garcia, reúne 23% a 27% da votação.

ÚLTIMA HORA

Medina ou Moedas? Projeções dão resultados diferentes. Veja aqui

Se no Porto a reeleição de Rui Moreira parece certa, em Lisboa não há, entre as projeções adiantadas pela RTP, SIC e TVI, um acordo sobre quem vai estar à frente dos destinos da capital.

A projeção da Universidade Católica para a RTP aponta para a vitória de Carlos Moedas em Lisboa, com 32% a 36% da votação, enquanto o principal adversário, Fernando Medina, reuniu 31% a 35%.

Já os resultados da Pitagórica para a TVI apontam para a vitória de Medina, com entre 32,6% e 38,6% da votação contra 29,3% a 35,5% de Moedas.

A projeção do ISCTE para a SIC também aponta para a vitória do atual autarca, com 31,3% a 36,3%, seguido de Moedas, com 30,2% a 35,2%.

Rui Moreira continua no Porto

No Porto, segundo a TVI, Rui Moreira vence com 39,2% a 45,2% dos votos, enquanto Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, acaba a corrida autárquica no segundo lugar, com 13,7% a 19,7%.

A RTP também avança com uma vitória para Rui Moreira, com entre 39% e 44% da votação.

A SIC aponta a reeleição do autarca com 39,2% a 44,2%.

Mesas de voto encerraram nos Açores

As mesas de voto para as eleições autárquicas encerraram nos Açores às 20h00 locais deste domingo, uma hora depois de terem encerrado no continente e na Madeira, devido à diferença horária.

Até às 16h00, a afluência às urnas situava-se em 42,34%, abaixo do valor registado há quatro anos, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

Comparando com as últimas eleições autárquicas, que se realizaram em 01 de outubro de 2017, a afluência às urnas baixou: há quatro anos, até à mesma hora, tinham votado 44,39% dos eleitores.

CDU assinala abstenção "sem alteração significativa"

A CDU, por António Filipe, reage às projeções da abstenção - entre os 45% e os 50% - com a mensagem de que estes valores surgem na mesma linha dos registados em 2017 e em 2013.

"Deve ser assinalado que, apesar de a situação de pandemia já não ser tão grave", esta "pode ter tido algum efeito sobre os eleitores".

Embora ainda com um intervalo de 5% por apurar, a abstenção "não sofre uma alteração significativa". Ainda assim, a CDU gostaria "que as pessoas participassem mais" e exercessem o seu direito de voto.

António Filipe remete quaiquer reações a resultados para depois das 21h, recusando extrapolar a partir da abstenção.

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"Se o Chega não concorresse a estas eleições o resultado da abstenção seria ainda maior"

Diogo Pacheco de Amorim, um dos dirigentes nacionais do Chega, afirmou à TSF, após serem conhecidas as projeções da abstenção, que para combater este problema é necessário haver credibilidade nos políticos e nas políticas. Não podem haver promessas não cumpridas nem autarcas envolvidos em processos crime.

"Isso vai sapando os alicerces da democracia liberal, portanto há que haver uma mudança completa dos políticos, quer a nível local quer a nível nacional. Estamos convencidos de que se o Chega não concorresse a estas eleições o resultado da abstenção seria ainda maior", explicou o dirigente do partido liderado por André Ventura.

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Abstenção confirma "enorme divórcio entre a sociedade portuguesa e a política"

Cecília Anacoreta Correia, porta-voz do CDS, lamenta os resultados da abstenção, que são piores do que há quatro anos, e fala num divórcio entre o eleitorado e os partidos políticos.

"Isto confirma o que os estudos demonstram: há um enorme divórcio entre a sociedade portuguesa e a política. Apostámos em novos protagonistas, temos um presidente jovem em funções, apresentámos cerca de 20 mil candidatos e contámos com muitos independentes. Os dados da abstenção levam-nos a lançar aqui de novo um apelo para que as pessoas que se reveem nos valores do CDS se envolvam", explicou.

"Há freguesias a saírem reforçadas"

Ricardo Mexia, diretor de campanha de Carlos Moedas, mostra-se otimista perante as primeiras projeções da abstenção e afirma que o PSD está a olhar para a heterogeneidade entre freguesias.

"De alguma maneira há freguesias a saírem reforçadas. Estamos a olhar para esses dados com confiança. Uma das pedras de toque desta candidatura foi trazer as pessoas para a política, para que se envolvam", sublinhou à TSF.

O ambiente na sala do Sheraton, no Porto, onde está reunida a candidatura de Vladimiro Feliz

CNE diz que votação decorreu sem incidentes de maior

As eleições autárquicas decorreram hoje sem incidentes de maior e apenas com pequenas situações que se foram resolvendo ao longo do dia, afirmou à agência Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Segundo João Tiago Machado, até às 19h45, minutos antes de encerrarem as urnas em Portugal continental e na Madeira, foram registadas cerca de 450 queixas de eleitores por causa do processo de votação, mas em consonância com eleições anteriores.

"Foi um dia cheio, mas nada de especial, felizmente sem nada de muito grave, só o típico", disse o porta-voz.

Sobre os incidentes registados, João Tiago Machado deu alguns exemplos: "Aquele presidente de junta que vai buscar as pessoas ao carro e que as leva quase até às urnas, e anda a dar beijinhos às pessoas", ou "um senhor que diz que o voto dele já estava descarregado no caderno eleitoral", ou ainda um casal que reclamou por ter votado em locais diferentes.

Anteriormente, a CNE indicou que foram registados problemas com boletins de voto em duas freguesias, em Águeda e Idanha-a-Nova, que continham erros e que, por isso, as eleições nestas duas localidades foram adiadas por duas semanas.

A projeção da RTP/Universidade Católica aponta para uma abstenção entre os 45 e os 50%, exatamente o mesmo valor que a projeção da SIC e TVI.

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Mesas de voto encerraram às 20h00 no continente e na Madeira

As urnas para as eleições autárquicas fecharam este domingo às 20h00 em todo o território continental e na Madeira, encerrando nos Açores uma hora depois, devido à diferença horária.

Até às 16h00, a afluência às urnas situava-se em 42,34%, abaixo do valor registado há quatro anos, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

Comparando com as últimas eleições autárquicas, que se realizaram a 1 de outubro de 2017, a afluência às urnas baixou: há quatro anos, até à mesma hora, tinham votado 44,39% dos eleitores.

Rui Moreira chega à sede de campanha sem discurso preparado

O atual presidente da Câmara do Porto e recandidato ao cargo, Rui Moreira, chegou há instantes à sede de campanha onde irá acompanhar os resultados eleitorais.

À entrada, o autarca, que procura a reeleição para o terceiro mandato, garantiu aos jornalistas que ainda não escreveu o discurso.

"Se Deus quiser, se for reeleito, irei cumprir o mandato até ao fim", disse.

Bloco de Esquerda no Capitólio

O Bloco de Esquerda escolheu pela primeira vez o Teatro Capitólio no Parque Mayer para fazer a sua noite eleitoral. O cenário está montado com cores preta e vermelha, numa sala ampla onde estão apenas os jornalistas e alguns funcionários do Bloco.

Catarina Martins chegou ao local, um pouco antes das 20h00.

Beatriz Gomes Dias, candidata a Lisboa, ainda não se encontra presente. De dirigentes nacionais só ainda um dos fundadores do partido Luís Fazenda, que chegou ao Capitólio ainda não eram 18h00.

Quando forem conhecidas as primeiras projeções o eurodeputado José Gusmão deverá vir à sala prestar as primeiras declarações.

A direção do Bloco de Esquerda vai seguir os resultados eleitorais numa sala à parte, aqui no Capitólio. Catarina Martins só falará quando estiverem consolidados os resultados eleitorais.

Texto: Maria Augusta Casaca

Maria Augusta Casaca/TSF

A TSF na sede de campanha do PS.

André Tenente/TSF

"Só preparei um discurso", diz Ventura

André Ventura, o líder do Chega, chegou "tranquilo" às 18h50 a um espaço de eventos no Sameiro, em Braga, onde foi recebido com aplausos, para acompanhar a noite eleitoral.

"Vamos ter uma noite muito agradável, será um dia digno para a democracia. Hoje começa um novo dia para o Chega. Só preparei um discurso", declarou Ventura à chegada, onde já o aguardavam dezenas de apoiantes, a maioria sem máscara. O dirigente e candidato justificou ainda a escolha de Braga para acompanhar a noite eleitoral dizendo que "o país não é só a capital. Achei importante dar este sinal de descentralização. É uma boa prática que deveria ser seguida pelos outros partidos".

Texto: Liliana Costa

Foto: Liliana Costa/TSF

Foto: Liliana Costa/TSF

Rui Rio: "Que batalhão..."

Rui Rio já está na sede nacional do PSD, em Lisboa, chegou pouco antes das 19h e foi parco em palavras. Apenas uma referência à quantidade de jornalistas, bem mais do que membros da estrutura social-democrata.

"Que batalhão...", atirou o presidente do PSD que juntou-se ao secretário-geral do partido, José Silvano, que já o esperava aqui na São Caetano à Lapa.

"Queremos continuar a ser o partido com maior número de câmaras"

António Costa no largo do Rato, a chegar à sede do PS, afirmou que ganha as eleições autárquicas o partido que tem o maior número de câmaras e freguesias.

"É sempre muito difícil fazer comparações. O PSD tem muitíssimo menos coligações do que o PS. Queremos continuar a ser o partido com maior número de câmaras", sublinhou.

O líder socialista recordou que, se o PS este domingo voltar a ser o partido com maior número de câmaras e freguesias, deverá ser o único partido que ganhou por três vezes consecutivas as eleições autárquicas.

"Ainda não consultei os dados de 1980, mas deve ser assim. Esta campanha eleitoral, infelizmente pelo falecimento de Jorge Sampaio, as agendas tiveram todas de ser reorganizadas de forma a cobrir todo o território nacional", afirmou Costa.

Já questionado sobre uma possível geringonça autárquica em Lisboa, o primeiro-ministro disse que essa pergunta tem de ser feita "ao candidato autárquico em Lisboa".

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A TSF inicia agora uma Emissão Especial dedicada às autárquicas. Os resultados, o comentário e a reportagem para ouvir em direto e ler ao minutio em tsf.pt

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Reunião de preparação da noite eleitoral, este domingo, na Redação da TSF

As cerca de 150 cadeiras ainda vazias no Pátio da Galé, o local escolhido por Fernando Medina para acompanhar a noite eleitoral.

Raquel de Melo/TSF

Recorde de afluência às urnas em eleições com sete candidatos à câmara de Sabrosa

Concelho tem 6200 eleitores inscritos e 5600 residentes. Em 2017, a adesão às urnas foi de 64%.

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Afluência de 42,34% às 16h

Até às 16h, a taxa de afluencia às urnas foi de 42,34%. O número é ligeiramente inferior ao registado, à mesma hora, no ato eleitoral de 2017. Nesse ano, às 16h registava-se uma afluência de 44,4%.

Eleição decorrem normalmente e com número de queixas habitual

As eleições autárquicas decorrem normalmente, sem boicotes e com um número de queixas habitual, disse à Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Segundo a mesma fonte, cerca das 16:00 não se verificavam boicotes, mas havia cerca de 400 queixas, que qualificou como normal para um dia eleitoral.

O porta-voz da CNE não quis destacar estas situações, referindo que a maioria se relaciona com a presença de candidatos nas assembleias de voto, segundo uma análise provisória.

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Coligação PSD/CDS de Lousada comunica à CNE alegadas irregularidades

A coligação PSD/CDS em Lousada comunicou à Comissão Nacional de Eleições (CNE) alegadas irregularidades naquele concelho do distrito do Porto, no processo de voto antecipado para as autárquicas, disse à Lusa fonte da candidatura.

Segundo a exposição, de acordo com a ata daquele processo de voto antecipado, há dois eleitores que votaram e apresentam o mesmo número no Cartão do Cidadão e outro caso de um eleitor que terá votado duas vezes. Refere-se ainda que "não se encontram identificados os eleitores que votaram antecipadamente por motivos profissionais", indicando haver dois casos de cidadãos que votaram sem constarem da lista prévia para os votos antecipados.

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Abstenção alta será sinal de que todos os partidos falharam, defende Ventura

André Ventura, líder do Chega, exerceu o direito ao voto esta tarde, por volta das 13h40, em Lisboa

Em declarações aos jornalistas, Ventura lamentou a menor afluência às urnas que se tem registado, até o momento. "Não é um sinal positivo", declarou, acrescentando que a situação deve ser alvo de reflexão por parte dos líderes partidários.

Embora manifestando a esperança de que os números da participação eleitoral sejam recuperáveis durante esta tarde - e recordando que, desta vez, as urnas só fecham às 20h00 -, André Ventura reconheceu que, se a abstenção for muito alta, todos os partidos terão de admitir que falharam.

Referindo-se a este dia eleitoral como "um dia para celebrarmos a democracia", o líder do Chega argumentou que o surgimento de novos movimentos e partidos políticos é sinal de que há mais pessoas interessadas na política, pelo que não faz sentido haver menos pessoas a votar. Àqueles que estão a pensar em não ir às urnas, Ventura pede que "pensem duas vezes, ou três ou quatro", porque "o futuro também depende deles".

O presidente do Chega abordou ainda a questão dos eleitores que não poderão votar por estarem em isolamento, devido à Covid-19. Para André Ventura, "legislar a quente nunca é uma boa solução", pelo que é preciso agora, quando terminar o ciclo eleitoral, adaptar a legislação, mas para um cenário ainda mais vasto, que inclua outro tipo de situações, que não só a pandemia de Covid-19. "Agora é o momento para esse tipo de legislação", reforçou.

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Foto: Miguel A. Lopes/EPA

Marcelo Rebelo de Sousa: “Não vir votar nestas eleições é uma coisa difícil de entender”

O Presidente da República considera que a pandemia da Covid-19 ajudou a que as pessoas percebessem “como os autarcas são insubstituíveis”.

“A grande lição da pandemia foi a de que quando foi preciso resolver os problemas das pessoas quem apareceu primeiro foram as câmaras municipais e as juntas de freguesia”, sustenta Marcelo Rebelo de Sousa, momentos depois de exercer o direito de voto em Celorico de Basto.

Marcelo Rebelo de Sousa lembra que, “com a crise económica e social”, quem vai ter responsabilidade de gastar “boa parte do dinheiro do Orçamento do Estado e dos fundos europeus” são os autarcas.

“Não vir votar nestas eleições é uma coisa difícil de entender. Se até nas eleições presidenciais subiu um bocadinho a taxa de participação e era o pico da pandemia agora que estamos numa fase completamente diferente - já não há receio, já não há temor as pessoas - deitarem fora a ocasião de escolherem aqueles que vão estar perto delas é uma coisa que não faz sentido”, defende.

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Foto: Hugo Delgado/Lusa

Afluência às urnas em Viana do Castelo "acima dos 30 por cento" à hora de almoço

Aafluência às urnas nas principais mesas (cidade) da maior assembleia de voto de Viana do Castelo, situava-se "acima dos 30 por cento", cerca das 13.00 horas. Com um fluxo de votantes superior ao habitual à hora de almoço, a mesa 6 da União de Freguesias de Viana (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela), presidida por Goreti Lobo, era das mais concorridas.

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Votação sem incidentes mas com pouca afluência na Guarda

Desde que abriram as urnas, às 8h00 da manhã, votaram cerca de 1400 dos 6805 eleitores inscritos no Centro Escolar da Sequeira, na periferia da Guarda. Com nove secções de voto, o local é considerado o barómetro da dinâmica de voto no concelho da Guarda, por ter quase um terço dos 23 mil inscritos em meio urbano.

Texto: Madalena Ferreira

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Foto: Madalena Ferreira/TSF

Francisco Rodrigues dos Santos: “Principais inimigos destas eleições são a abstenção e o medo”

O líder do CDS apela a todos os portugueses que vão votar sem medo. Francisco Rodrigues dos Santos exerceu o direito de voto pelas 11h30, em Lisboa, e aproveitou para lembrar que “o voto é secreto”.

Para o líder do CDS, há dois principais inimigos destas eleições autárquicas: “Apelo para que contrariem os principais inimigos destas eleições: a abstenção - que exerçam as suas escolhas e não a deleguem a mais ninguém - e o medo”.

“Há muita gente que tem medo de exercer livremente o seu sentido de voto e não podemos aceitar isso em pleno século XXI”, atira.

Questionado sobre a confiança no candidato apoiado pelo CDS para Lisboa, Carlos Moedas, Francisco Rodrigues dos Santos lembra que “hoje temos que ser muito parcos em palavras para não contrariarmos as recomendações da cne quanto ao recato que devemos ter neste ato eleitoral” e acrescenta que está convencido de que “no conjunto do país” o partido vai atingir os objetivos a que se propôs.

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Foto: Manuel de Almeida/EPA

Mulheres ao poder. É candidata única e vai ser a primeira presidente desta junta na Guarda

Eram 10h30 quando Liliana Brás exerceu o seu direito de voto na escola primária da aldeia de Faia, local onde funciona a única secção da freguesia. Aos 37 anos, a filha da pequena localidade de 178 eleitores inscritos é candidata única e será a primeira mulher a aceitar o desafio de liderar a junta de freguesia de Faia e a ter a eleição desde já garantida.

Texto: Madalena Ferreira

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Foto: Madalena Ferreira/TSF

Manhã sem filas para votar na cidade de Viseu

A votação para as eleições autárquicas na cidade de Viseu está a decorrer de forma "normal", sem incidentes e sem filas ao contrário do que aconteceu nas últimas presidenciais em que às primeiras horas da manhã e ao longo do dia se registaram longas filas.

Texto: José Ricardo Ferreira

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Foto: José Ricardo Ferreira/TSF

Já votaram 20,94% dos eleitores

Até às 12h00, votaram, 20,94% dos eleitores, de acordo com dados oficiais disponibilizados no site oficial das eleições autárquicas de 2021.

A afluência às urnas está a ser inferior à registada, até à mesma hora, nas últimas autárquicas, em 2017.

Rui Rio: “Uma pessoa abster-se é dizer: 'sou contra a democracia, sou contra as eleições'”

O presidente do PSD diz temer a abstenção nestas eleições autárquicas, já que a mesma “tem sido sempre alta”, embora habitualmente esta taxa seja mais baixa nas eleições autárquicas. No mesmo plano, Rui Rio diz não entender a abstenção, sustentando que “uma pessoa abster-se é dizer: 'sou contra a democracia, sou contra as eleições'”.

Rui Rio lembra que nestas eleições os candidatos são “milhares de portugueses normais e quem vota são também portugueses normais”.

“É um dia importante para todos os portugueses, porque os autarcas tomam todos os dias decisões muito importantes para a nossa qualidade de vida do dia-a-dia”, acrescenta.

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Foto: José Coelho/EPA

"Saim à rua e votem." Líder do PAN diz que não há que ter receio de participar nas eleições

Inês Sousa Real, líder do Pessoas–Animais–Natureza (PAN), votou, esta manhã, por volta das 11h30, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, após exercer o direito ao voto, a líder do PAN destacou que este é um dia "muito importante da democracia" e sublinhou a importância do poder local, deixando um apelo à participação no ato eleitoral.

"Saiam à rua e votem, porque foi uma conquista muito importante da nossa de democracia e é um dever de todos nós combater a abstenção", declarou.

Inês Sousa Real garantiu ainda que, mesmo em contexto de pandemia, "há condições para votar em segurança, há distanciamento social", pelo que "é muito importante que as pessoas não tenham receio de votar".

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Foto: João Relvas/Lusa

Jerónimo de Sousa: "Espero que aproveitem o desconfinamento para respirar e votar"

O secretário-geral do PCP exerceu o seu direito de voto por volta das 11h00 e aproveitou o momento para apelar ao voto. Jerónimo de Sousa acredita que estão criadas as condições em termos de proteção para exercer o direito de voto.

Depois de um ano e meio de pandemia, o líder comunista espera que os portugueses "aproveitem o desconfinamento para respirar e votar" e diz que ainda é cedo para fazer previsões sobre a taxa de abstenção.

Jerónimo de Sousa sublinha que as eleições autárquicas são "uma escolha importantíssima" já que servem para "escolher quem vai gerir a vida dos municípios e das juntas de freguesia".

Depois de votar, o líder comunista vai almoçar com a família e a meio da tarde irá para a sede do partido "para avaliar os resultados".

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Foto: Tiago Petinga/EPA

"É um dever de todos." Costa apela a ampla participação nas eleições

O primeiro-ministro e líder do Partido Socialista (PS), António Costa, exerceu o direito ao voto, esta manhã, em Benfica, por volta das 11h20.

António Costa subscreveu o apelo feito pelo Presidente da República no sábado e pediu uma "ampla participação" nestas eleições autárquicas.

Sublinhando que este é um "momento particularmente significativo na vida do país", o primeiro-ministro considerou que é "um dever acrescido de todos participar nestas eleições autárquicas, que são a grande festa da democracia".

Costa fez ainda questão de saudar os cerca de 180 mil portugueses que são candidatos nestas eleições autárquicas, frisando que o papel dos autarcas é indispensável na vida do país.

Questionado sobre a situação dos portugueses que estão a cumprir isolamento, devido à pandemia de Covid-19, e que não poderão votar por esse motivo, o primeiro-ministro limitou-se a afirmar que estas eleições "foram organizadas da melhor forma possível".

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Foto: António Cotrim/EPA

Erros nos boletins de voto adiam eleição em duas freguesias

Os boletins de voto para duas assembleias de freguesia, em Águeda e Idanha-a-Nova, continham erros e por isso essas eleições foram adiadas para daqui a duas semanas, revelou a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

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Foto: António Cotrim/Lusa

Ponte de Lima: Eleitorado no bastião do CDS vota ao ritmo das missas

A votação na maior assembleia de voto de Ponte de Lima, município desde sempre liderado pelo CDS, começou este domingo com boa afluência ditada pela missa das 7h00 horas.

Texto: Ana Peixoto Fernandes

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Foto: Ana Peixoto Fernandes/TSF

Catarina Martins: "Há todas as condições para se exercer de forma segura e livre o direito de voto"

A coordenadora do Bloco de Esquerda garante que todas as condições estão reunidas para que os portugueses possam votar em segurança. Catarina Martins exerceu o direito de voto pelas 10h00, em Vila Nova de Gaia, e apelou aos portugueses para que fizessem o mesmo.

"Venham votar. É seguro. Há todas as condições para se exercer de forma segura e livre o direito de voto", apelou a líder do BE.

Catarina Martins aproveitou o momento para agradecer às pessoas que estão a trabalhar nas mesas de voto em todo o país.

A líder do BE sublinha que "hoje fazemos escolhas determinantes para a forma como a nossa vida coletiva é organizada" e lembra que "o poder tem uma importância muito grande", acrescentado que é importante que as pessoas manifestem a sua opinião através do voto.

Questionada sobre a possibilidade de um aumento da taxa de abstenção, Catarina Martins responde que "veremos como as coisas acontecem ao longo de dia" e reitera que "é importante que as pessoas se mobilizem e venham votar".

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Foto: Estela Silva/Lusa

Cotrim de Figueiredo é o primeiro líder partidário a votar

João Cotrim de Figueiredo, presidente da Iniciativa Liberal (IL), foi o primeiro líder partidário a votar esta manhã, pelas 9h00, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas à porta das unas, Cotrim de Figueiredo notou que estas são as primeiras eleições autárquicas a que concorre a Iniciativa Liberal e mostrou-se confiante de o partido irá hoje "celebrar a eleição de vários autarcas liberais".

O líder da IL apelou à votação, alegando que esta é a oportunidade de as pessoas mostrarem que "há políticas alternativas para os concelhos".

Cotrim de Figueiredo assumiu-se ainda preocupado com o facto de haver eleitores que não irão votar por estarem em isolamento, devido à Covid-19, e de nada ter sido feito para acautelar esses casos.

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Foto: Andre Kosters/Lusa

Três eleições em simultâneo em mais de 300 municípios

A cada eleitor é distribuído um boletim para eleger o presidente da Câmara do município onde está recenseado, outro para votar no presidente da Assembleia da Assembleia Municipal e um terceiro para eleger o executivo da sua Junta de Freguesia.

Serão eleitos os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal dos 308 municípios do país e os 3.091 presidentes e executivos das Juntas de Freguesia (na ilha do Corvo, nos Açores, o concelho com menos eleitores, o executivo municipal desempenha também as competências atribuídas à freguesia).

No entanto, há 22 freguesias com 150 ou menos eleitores que vão escolher os seus autarcas num plenário de cidadãos, que será agendado nos próximos dias, pelo que hoje os cidadãos destas localidades apenas votarão para os municípios.

Arranca o ato eleitoral. Urnas já abertas no continente e Madeira

As mesas de voto das eleições autárquicas abriram esta manhã às 8h00 no continente e na Madeira para a escolha dos dirigentes dos municípios e das freguesias para os próximos quatro anos.

Nos Açores, as urnas abrem e fecham 60 minutos depois das mesas do continente e da Madeira, devido à diferença horária de menos uma hora.

As mesas de voto vão funcionar até às 20h00.

Em Hangares, na ilha da Culatra, ninguém vota

Em protesto pela falta de água e luz neste núcleo habitacional, os cerca de 100 moradores decidiram ficar à porta da mesa de voto.

Luís Lezinho, um dos moradoes, explicou, em declarações à SIC, que os moradores estão cansados da falta de condições.

Os protestos já se arrastam há vários anos, mas Hangares é o único dos três núcleos da ilha barreira da Ria Formosa em que a situação ainda não foi resolvida.

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