Ministra admite "acertos" na negociação com a função pública, mas alerta para "esforço orçamental"

Mariana Vieira da Silva destacou o "aumento na massa salarial em 1200 milhões de euros", comparando com os 680 milhões de euros de 2021.

PorClara Maria Oliveira com Lusa
© José Sena Goulão/Lusa

A ministra do Estado e da Presidência admitiu, esta segunda-feira, que podem existir acertos na negociação com a função pública.

No rescaldo da primeira reunião com os sindicatos da função pública, Mariana Vieira da Silva falou na possibilidade de "haver pequenos acertos", quando questionada pelos jornalistas sobre se o Governo poderia ir mais além em termos orçamentais nesta temática.

Ainda assim, a ministra destacou o "aumento na massa salarial em 1200 milhões de euros que se compara, por exemplo, com 680 milhões de euros do ano anterior", mencionando um maior "esforço orçamental" do Governo nas negociações com o setor.

Ouça a reportagem do jornalista José Milheiro

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O Governo propôs esta segunda-feira aos sindicatos da função pública um acordo plurianual que contempla aumentos salariais entre 8% e 2%, com um mínimo de cerca de 52 euros por trabalhador (equivalente a uma diferença de nível remuneratório) em cada ano, até 2026, e a valorização das carreiras gerais de técnico superior, assistente técnico e assistente operacional.

Este ano, a generalidade dos 740 mil funcionários públicos teve um aumento salarial de 0,9%, em linha com a inflação verificada em novembro de 2021, retirados 0,1% da deflação.

O secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, considerou que a proposta do Governo para aumentos de salários é "insuficiente" e promete uma contraproposta.

José Abraão afirma que a federação de sindicatos "não se contenta com a ideia de que o Governo nem sequer altere o valor do subsídio de refeição"

No entanto, a Fesap reconhece "alguns aspetos valorizáveis", como, por exemplo, "no que diz respeito aos assistentes técnicos que vão ter um aumento de 104,22 euros em 2023" e os "assistentes operacionais vão ter um aumento de cerca de 60 euros".

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