Ministra fala em "intransigência" do BE. Tem de haver "compromissos e não imposições"

Ana Mendes Godinho defendeu que o atual Orçamento "é uma oportunidade para as políticas de esquerda em Portugal e de reafirmação do Estado social em Portugal".

PorTSF/Lusa
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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social acusou este domingo o BE de "intransigência" no processo negocial do próximo Orçamento do Estado, considerando que as opções têm de resultar de "compromissos e não de imposições".

Em conferência de imprensa do Governo marcada para reagir ao anúncio do voto contra do BE e detalhar a perspetiva do Executivo sobre o processo negocial, Ana Mendes Godinho defendeu que o atual Orçamento "é uma oportunidade para as políticas de esquerda em Portugal e de reafirmação do Estado social em Portugal".

"Às vezes parece que é preciso exigir tudo e de nada prescindir para que tudo fique na mesma", criticou a ministra, dizendo que o Governo procurou "aproximações" às propostas do Bloco, embora reconhecendo que tal não foi possível em todas elas.

Ouça aqui a reportagem de Judith Menezes e Sousa

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Para a ministra, o documento já entregue e as medidas aprovadas no conselho de Ministros da última semana permitem "um Orçamento justo e equilibrado".

"São opções políticas que estamos a fazer em conjunto como sociedade e que têm de resultar de compromissos e não de imposições", defendeu a ministra do Trabalho, em conferência de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, e com a ministra da Saúde, Marta Temido.

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