Mota Pinto responde a Montenegro: "À 2.ª feira é fácil ganhar o totobola"

Novo líder social-democrata assinalou, na primeira noite de congresso, que o PSD não soube convencer os eleitores a tempo das últimas eleições.

PorTSF com Lusa
© Estela Silva/Lusa

Depois de Montenegro ter alertado, esta sexta-feira, que o PSD não conseguiu convencer os eleitores nas últimas legislativas, o ainda presidente da Mesa do Congresso, Paulo Mota Pinto, admite que essa é uma conclusão válida tendo em conta a vitória - e maioria - do PS, mas aproveita para uma achega: "À segunda-feira é sempre fácil ganhar ao totobola."

À entrada para o segundo dia de trabalhos do 40.º Congresso do PSD, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, Mota Pinto foi questionado sobre o discurso de arranque de Luís Montenegro, no qual o novo líder disse que o PSD tem de ter a humildade de reconhecer que "não são os eleitores que estão errados", mas o partido que não os está a conseguir convencer.

"Era preciso dizer o que é que poderia ter feito melhor em concreto. À segunda-feira é sempre fácil ganhar o totobola."

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"Na medida em que o resultado objetivamente foi negativo, podemos sempre tirar essa conclusão, agora era preciso dizer o que é que poderia ter feito melhor em concreto. À segunda-feira é sempre fácil ganhar o totobola, objetivamente o resultado foi mau, não foi bom, nós reconhecemos", considerou o ainda líder parlamentar Mota Pinto, que deixará este cargo a pedido de Luís Montenegro.

Já sobre a posição expressa pelo novo presidente quanto ao futuro aeroporto de Lisboa - de aceitar dialogar com António Costa, mas recusando chantagens sobre timing e conteúdo -, Paulo Mota Pinto manifestou concordância.

"É uma posição inteligente, de abertura ao diálogo e de continuidade das posições que foram assumidas pela direção anterior, mas também colocando condições e contexto para o diálogo. O PS não pode usar o diálogo com a oposição com intuitos estratégicos para se ilibar das suas responsabilidades", defendeu.

Paulo Mota Pinto considerou que, nos primeiros três meses, o Governo tem acumulado "sinais de dificuldades" e de que "não preparou suficientemente o país".

"Não está garantido que, apesar da maioria absoluta, esta legislatura chega ao fim, mas em princípio há estabilidade política", disse o ainda dirigente, que não irá falar ao Congresso.

O segundo dia de trabalhos do congresso do PSD arrancou logo de seguida, às 11h13, com a continuação das moções de estratégia setoriais.

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