"Antes quebrar que torcer." Montenegro lançou no congresso as linhas com que o novo PSD se cose

O PSD está reunido em congresso no Porto para o início da era Montenegro. Acompanhe os pontos essenciais.

PorTSF

 foto Pedro Correia/Global Imagens

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40.º Congresso Nacional do Partido Social Democrata (PSD), que decorre entre sexta-feira e domingo no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, 01 de julho de 2022. O Congresso social-democrata que irá consagrar Luís Montenegro como 19.º presidente eleito do partido, o quinto que o PSD realiza no Porto, sendo a segunda vez que o palco é o Pavilhão Rosa Mota, tendo sido a primeira vez neste espaço em novembro de 1992, ou seja, há quase 30 anos. ESTELA SILVA/LUSA|

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Ouça aqui o filme do 40.º Congresso do PSD: os sons que marcaram o fim de semana de trabalhos

Vales alimentares, menos impostos e PS sozinho na regionalização. As sete propostas de Montenegro

Foi um discurso de encerramento, mas também de abertura ao futuro político do PSD. Na consagração como novo líder do PSD, Luís Montenegro elegeu sete temas de "especial pertinência e alcance" para apresentar ao país.

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PSD aposta no alívio da carga fiscal

Como terceira luta, Montenegro elegeu uma sociedade "com menos impostos" e com o objetivo de fomentar um crescimento económico "sólido, robusto e com justa distribuição de riqueza".

Se o Governo é, diz, "o campeão da carga fiscal e do sufoco da sociedade", o PSD e o seu projeto serão o do "alívio fiscal".

Num combate que elege como "de legislatura" por razões éticas e sociais, Montenegro acusa o Estado de não estar a fazer "tributação fiscal", mas sim "esbulho fiscal".

"Não temos nem classe média nem elevador social", algo que faz, explica, com que o país não progrida.

Nos fundamentos económicos, Montenegro aponta que o país "anda a perder terreno na Europa" e a "empobrecer na comparação com os países de Leste" há anos.

"Os impostos não são a única razão deste fracasso. Mas a verdade é que a excessiva e injustificada carga fiscal que temos sobre as pessoas e sobre as empresas é um empecilho ao investimento, à poupança, à criação de riqueza e à melhoria das condições de vida dos portugueses", aponta.

Montenegro 2026? Melo alerta que pode ter de "acontecer antes"

Nuno Melo, presidente do CDS, aponta que o partido que lidera "é relevante" e deseja "a maior sorte a Luís Montenegro", garantindo que os centristas tratarão "por si de recuperar a sua força e ganhar músculo".

Sobre o objetivo "Luís Montenegro 2026", Melo questiona se tal "não terá de acontecer antes" e aponta o que diz ter sido uma "tentativa de golpe partidário dentro do Governo".

Questionado pela TSF sobre eventuais coligações, Nuno Melo refere que o partido tem de pensar primeiro na sua estratégia.

"Confiamos muito que voltaremos a ter resultados que nos levarão à Assembleia da República", garante. Depois sim, o partido ponderará coligações.

PAN diz que discurso de Montenegro "é do século XX"

Bebiana Cunha, do PAN, faz a ressalva de que nos órgãos eleitos "para Montenegro a igualdade de género não é uma prioridade" e "contam-se pelos dedos as mulheres".

Sobre o discurso do líder do PSD, aponta que "é do século XX" e não responde às necessidades do país, com ênfase no processo de descentralização e no que diz ser uma ausência de respostas.

"Futuro do PSD é o regresso ao passado" e Montenegro é "heterónimo político de Passos Coelho"

Pelo PS, Carlos César fala de uma "arrumação atamancada das tendências adversárias no mesmo saco" por parte de Luís Montenegro, que acusa ainda de uma obsessão pela crítica ao governo.

"O PSD vive um pouco desfocado da realidade indicando que estamos a caminho da cauda da Europa", aponta também Carlos César, que cita os mais recentes números do Banco de Portugal como contra-argumento.

O congresso do PSD "fica marcado pela ideia de que o futuro do PSD é o regresso ao passado, Montenegro é um totalista da maioria de direita", aponta também o presidente do PS. Montenegro é "um líder por conta", um "heterónimo político de Pedro Passos Coelho".

Sobre o novo aeroporto, o PS diz manter o empenhamento e acreditar que o PSD também "terá uma contribuição a dar a esse nível", embora seja "muito ágil a fazer críticas ao governo" e apresente "muito poucas medidas concretas".

"O Programa de Emergência Social é um decalque de todas as medidas que o Governo já aprovou", acusa.

IL pede oposição "forte, feroz, corajosa e enérgica"

Pela Iniciativa Liberal, Miguel Rangel assinala que a maioria socialista está "desnorteada" e realça a necessidade de urgente de "oposição forte, feroz, corajosa e enérgica".

O partido diz esperar que o PSD esteja disponível para negociar políticas verdadeiramente alternativas.

PSD "não se distingue do que é a incapacidade deste governo"

Jaime Toga, do PCP, diz que por muito que o PSD queira afirmar que é oposição "nas linhas essenciais não se distingue do que é a incapacidade deste governo do PS".

Para o comunista, "o que se confirma é o objetivo de recuperar a orientação e o rumo do antigo governo do PSD", critica, defendendo um investimento "sério" no Serviço Nacional de Saúde e não no "negócio da doença".

Sobre a oposição ao referendo à regionalização, o representante do PCP acusa o PSD de não estar "preocupado com a autonomia do poder local".

"Comigo e com o PSD, antes quebrar que torcer." O que o PSD não é

"Não somos nem comunistas nem socialistas, porque a história nacional e internacional já provou, mesmo recentemente, que Estado a mais traz sempre ilusões efémeras e pobreza estrutural", defende, antes de deixar um aviso à navegação ou a quem possa interessar.

"Não nos confundam", começa por assinalar. "Nós não somos nem seremos socialistas moderados. Ou dito de outro modo, somos e seremos moderados mas não somos nem seremos socialistas."

"Também não somos nem populistas nem ultraliberais. E muito menos nos associaremos algum dia a qualquer política xenófoba ou racista", esclarece.

Está oficialmente encerrado o 40.º Congresso do PSD
"Este PSD está aqui: vivo, unido, coeso. Cada vez mais convicto"

"Este é o PSD." As palavras de Montenegro concluem a apresentação das sete principais ideias do novo projeto de liderança, que quer um partido "moderado, ambicioso, aberto, rejuvenescido e moderno".

"Somos a alternativa que vai dar esperança e futuro a Portugal", lançou na aceleração para a reta final do discurso.

Exaltando a nos portugueses, nos jovens, nos trabalhadores, empreendedores, funcionários públicos e reformados, Montenegro reforça que "este" é mesmo o novo PSD, com voz em todos os níveis democráticos e "ainda mais aberto" a contributos "de toda a sociedade"

"Este PSD está aqui: vivo, unido, coeso. Cada vez mais convicto", conclui, aplaudido de pé pelos congressistas.

“Tenhamos noção das prioridades.” Montenegro rejeita referendo à regionalização

Com críticas à descentralização, o líder do PSD diz que o processo “está a ser um logro", rementedo a responsabilidade "exclusivamente" para o Governo.

Pegando nas palavras de Carlos Moedas, Montenegro diz que as autarquias não são "tarefeiros" do poder central. "Mais vale assumir que andam a enganar toda a gente", diz.

“Quanto ao eventual referendo sobre a regionalização que o Governo prometeu para 2024, considero que também aqui temos de dizer a verdade saem tibiezas: não é adequado”, defende.

Montenegro justifica a discordância com o PS, dado “o quadro crítico” com a guerra na Ucrânia e a inflação, defendo que “os portugueses não compreenderiam”. “Seria uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro. Tenhamos noção das prioridades”, atira.

O social-democrata lembra que o Governo tem maioria absoluta para avançar, mas se o fizer, “avançará sozinho”: “Se o Governo compreender o bom senso desta posição, tanto melhor”.

“Mas se o Governo pensar de modo diferente, tem todo o direito de avançar. Só que, nesse caso, avançará sozinho para a iniciativa de convocar um referendo em 2024”, acrescenta.

“Tenhamos noção das prioridades.” Montenegro rejeita referendo à regionalização

Com críticas à descentralização, o líder do PSD diz que o processo “está a ser um logro por responsabilidade exclusiva do Governo”.

“Quanto ao eventual referendo sobre a regionalização que o Governo prometeu para 2024, considero que também aqui temos de dizer a verdade saem tibiezas: não é adequado”, defende.

Montenegro justifica a discordância com o PS, dado “o quadro crítico” com a guerra na Ucrânia e a inflação, defendo que “os portugueses não compreenderiam”. “Seria uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro. Tenhamos noção das prioridades”, atira.

O social-democrata lembra que o Governo tem maioria absoluta para avançar, mas se o fizer, “avançará sozinho”: “Se o Governo compreender o bom senso desta posição, tanto melhor”.

“Mas se o Governo pensar de modo diferente, tem todo o direito de avançar. Só que, nesse caso, avançará sozinho para a iniciativa de convocar um referendo em 2024”, acrescenta.

Pacto sobre a transição digital, energética e ambiental

Montenegro pede ainda um pacto “sobre a transição digital, energética e ambiental”, com um compromisso com os poderes públicos e as universidades, para “metas e objetivos”.

“É um desígnio intergeracional que podemos e devemos procurar”, diz.

Taxa máxima de IRS para os jovens e acesso universal ao ensino pré-escolar

O líder do PSD pede ainda medidas de apoio aos jovens, “como a discriminação positiva em sede de IRS para jovens até aos 35 anos” e uma “taxa máxima de 15% para esta faixa etária”.

“Precisam de um verdadeiro apoio para a aquisição e arrendamento de casa, de uma economia que absorva as suas qualificações e retribua com bons salários a criação de valor e a produtividade e de um Estado que remova os obstáculos à natalidade desejada pelos jovens casais”, acrescenta.

Montenegro defende ainda o acesso universal ao ensino pré-escolar dos 0 aos 6 anos, como apoio à natalidade, pedindo que se garanta "toda a capacidade instalada do Estado".

"É um objetivo nacional", admite.

Imigração é aposta, mas com economia competitiva

Montenegro quer apostar no acolhimento e integração de imigrantes, para ajudar a combater a falta de mão de obra "da agricultura à indústria, do comércio ao turismo e até na administração pública".

Num problema que aponta como "estrutural" e com tendência a agravar-se, assinala que "se há povo que percebe bem o que é emigrar em busca de uma oportunidade, somos nós", com milhões de portugueses e luso-descendentes pelo mundo.

Além de querer atrair estes de volta, Montenegro pede reflexão sobre a melhor forma de "chamar cidadãos de outras nacionalidades" a virem viver para Portugal, de forma a ajudarem o país a ser "mais competitivo e produtivo".

Para isso, alerta, é necessário impulsionar a economia e os salários, com políticas de integração "atrativas" à imagem de Alemanha, Canadá ou Austrália.

"É tempo de mudar de vida" na saúde, que será "a grande causa política" de Montenegro

O segundo ponto de Luís Montenegro é a resolução do “desgoverno na saúde”, assumindo que essa será “a sua grande causa política”.

“O Governo é o grande responsável pela grave degradação do nosso SNS. Pela mão de um governo socialista, tudo se agravou: cada vez há mais portugueses sem médicos de família; muitos profissionais de saúde, em particular médicos e enfermeiros, saem para o sector privado ou para o estrangeiro”, exemplifica.

Montenegro pede, por isso, uma reestruturação e reforma do SNS, com uma maioria absoluta que o PS parece não querer aproveitar para reformar o país.

O líder do PSD critica o fim das PPP's, que reflete a "fraca governação" dos socialistas, pedindo que os mais pobres também possam aceder ao serviço privada através de apoio do Estado.

“E sim, foi o complexo ideológico do primeiro-ministro e da Ministra da Saúde que impediu que o sistema público da saúde ainda que baseado no SNS, funcionasse em regime de complementaridade com a capacidade instalada no setor privado e social”, defende.

E acrescenta: "É tempo de mudar de vida".

PSD quer criar "Programa de Emergência Social"

Luís Montenegro introduz sete temas nos quais pretende intervir, sendo o primeiro o do combate ao aumento das despesas dos portugueses com bens essenciais e rendas.

"Será a minha primeira prioridade de ação", anuncia, assinalando que "todos estão a perder poder de compra, mas num país de baixos salários e de pensões maioritariamente baixas, os mais frágeis vivem impactos de aflição e desespero".

O PSD quer criar um "Programa de Emergência Social" que inclua vales alimentares para famílias, a redução de impostos sobre os combustíveis e eletricidade e apoios aos setores agrícola, pecuário e das pescas.

Os pensionistas também entram no discurso de Montenegro, pessoas que precisam de ajuda "agora" e não de "ilusões para o próximo ano".

Montenegro garante: “Portugal não tem de ser isto"

Montenegro garante que “Portugal não tem de ser isto” e pode mudar a página de “um país pobre”, passando a ser “justo, rico e equilibrado”, construindo-se com “coragem de transformação e visão estratégica”.

“Nós no PSD, sabemos bem que as pessoas esperam de nós que sejamos uma oposição firme e exigente, mas também esperam que não limitemos a dizer o que está mal. O PSD tem a responsabilidade de apontar caminhos alternativos, de ter iniciativa política”, acrescenta.

O líder do PSD pede "clareza" no projeto para o país, para voltar a conquistar os portugueses", apesar de não acontecer "de um dia para o outro". Ainda assim, deixa o recado de que "a demagogia" será acautelada.

"Vamos responder aos desafios com coragem mas muita serenidade. Vamos ser exigentes mas também pacientes. Vamos ser a Alternativa do futuro mas não nos eximimos à função de oposição no presente", diz.

Críticas à saúde, a recordação de Pedrógão e o "imposto António Costa"

Numa revista pelos anos de governação de António Costa, o social-democrata refere que o que fica para o cidadão comum é uma noção de "facilitismo, estatização e ascendente ideológico".

Com críticas à gestão da saúde, onde diz ter ido "tudo para o estado", Montenegro também não esquece a renacionalização da TAP "com 100% do risco do negócio", criticando a injeção de dinheiro dos contribuintes na companhia aérea.

Os incêndios de Pedrógão também entram no discurso de Montenegro - vai lá estar na manhã desta segunda-feira, anuncia - classificando a tragédia como uma"vergonhosa incapacidade" do Governo de "estar ao lado de quem precisa".

Em termos de fiscalidade, Montenegro destaca a "maior carga de sempre" e diz que tudo começou com o "IAC - imposto António Costa sobre os combustíveis", em 2016.

"Se há altura em que o Estado não pode lucrar com o aumento dos preços, é agora, quando esses aumentos impedem o acesso digno de muitas famílias ao essencial", atira o social-democrata, acusando o executivo de "insensibilidade social".

Montenegro quer liderar "nova maioria" em Portugal

O líder do PSD adianta querer garantir um Governo com "estabilidade e condições de governabilidade", mantendo o partido livre e admitindo "compromissos e entendimentos quando e se necessários", mas reforça: "Nunca violaremos os nossis princípios e valores."

Portugal "precisa e chama pelo PSD porque, apesar de estar em funções há apenas três meses, este Governo tresanda a velho", ataca Montenegro, que fala de um executivo "gasto, desorganizado e desnorteado".

Montenegro garante que o PSD não se vai associar “a políticas racistas”

Luís Montenegro diz que o socialismo “é uma escolha teleguiada” e defende que Pedro Nuno Santos, Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva e Ana Catarina Mendes violaram os princípios do socialismo “moderado” para se associarem às ideias do atual primeiro-ministro

“Que moral tem esta gente (com todo o respeito pessoal) para andar a insinuar o que quer que seja sobre nós?”, atira.

Montenegro cola o PS ao PCP, lembrando que o PSD nunca se associou “a partidos anti-nato, ou anti-UE, ou anti-euro, ou anti IPSS, ou anti misericórdias, ou anti setor privado da saúde”. E, “mais flagrante ainda”, questiona quando e que o PSD se associou a partidos “pró-russos no contexto da guerra da Ucrânia”?

Por outro lado, o líder do PSD garante ainda que o partido não se vai associar “a políticas racistas”, numa referência ao Chega: “Jamais abdicarei dos princípios da social-democracia”.

"E é por sermos moderados que também não somos nem populistas nem ultraliberais. E muito menos nos associaremos algum dia a qualquer política xenófoba ou racista. Nós não somos daqueles que ultrapassam muros para abraçar o extremismo, só para sobreviver politicamente", acrescenta

Governar não é "reagir aos problemas depois das coisas correrem mal"

Luís Montenegro defende que governar é "ser o motor da mudança que os novos tempos exigem", sem que se limite a "reagir aos problemas depois das coisas correrem mal".

"Governar não pode continuar a ser um festival incessante de anúncios de medidas avulsas e precipitadas, que foram pensadas apenas para o telejornal desse mesmo dia", crítica o novo líder do PSD, que pede coragem para "transformar e reformar" e defende que nada nesta dimensão "foi feito em Portugal nos últimos sete anos".

Perante um país afetado pela inflação e problemas na energia, e que foi apanhado "desprevenido e impreparado", o PSD garante só ter uma preocupação "simples: o cidadão, a pessoa".

Montenegro critica o que diz ser uma "pedagogia oficial" e marca "uma diferença ideológica" perante essa ideia.

"A política tem de mudar": Montenegro diz que Governar "não é um festival de anúncio de medidas"

Entrando na vertente política do discuros, Montenegro lembra "os tempos exigentes" em que o mundo vive, com uma guerra no lesta da Europa, lembrando "os perigos" dos tempos atuais.

"Na verdade, nestas últimas décadas assistimos a mudanças robustas no modo como concebemos a Organização Social e a vida das Famílias, como perspetivamos o Emprego e a Saúde, como encaramos o papel da Ciência e como lidamos com a necessidade de proteger o Ambiente e lutar contra as Alterações Climáticas, como nos ajustamos à velocidade vertiginosa das mudanças científicas e tecnológicas. E esta velocidade acelerou as nossas vidas até níveis que poucos poderiam imaginar", afirma.

Montenegro diz que "a política tem de mudar" com o Estado a adaptar-se à realidade.

Luís Montenegro começa por agradecer aos congressistas e aos convidados, como a delegação do PS, com Carlos César e João Torres, assim como o CDS-PP com o presidente Nuno Melo e Telmo Correia.

Montenegro agradece ainda a Rui Moreira depois de um “congresso marcante” na cidade do Porto.

Uma palavra de “estima” a Nuno Melo, com quem Montenegro teve vários “momentos de unidade nacional”, deixando a garantia: “Não é a conjuntura atual que nos impede de fazer este agradecimento”. Montenegro deseja ainda “sucesso” aos centristas.

“Partilhamos vários momentos de responsabilidade na governação nacional e conduzimos em conjunto um número significativo de autarquias locais. Não é a conjuntura atual do CDS que nos inibe de fazer esta referência especial. Pelo contrário, faço-o com o desejo sincero que a vossa nova liderança preencha o futuro com conquistas e sucessos”, diz.

Está lançado. Luís Montenegro 2026 é o que se lê no palco

Ainda faltam quatro anos, mas a aposta está feita e lançada: o novo líder social-democrata é o nome que vai tentar chegar a São Bento nas próximas legislativas.

Passos Coelho, Cavaco Silva e Ferreira Leite aplaudidos

Embora não estejam presentes na sala, os antigos líderes sociais-democratas surge num vídeo que recorda todos os líderes do partido.

Luís Montenegro sobe agora ao palco, com um grande aplauso dos congressistas, depois de um pequeno vídeo onde foi passado em revista o passado do partido, desde Francisco Sá Carneiro ao novo líder social-democrata.

O presidente do PSD vai encerrar o congresso, com um discurso virado para o país e com mais recados para o Governo de António Costa.

PS "tem agora mais uma preocupação, e é com este novo PSD"

"Não qualquer artificialidade neste movimento de Luís Montenegro", garante Pinto Luz, que assinala que as escolhas do novo líder "espantaram muita gente" pela diferença entre protagonistas.

O PS "tem agora mais uma preocupação, e é com este novo PSD", alerta desde já. O PSD procura a "afirmação clara da diferença".

Unidade "constrói-se dos dois lados"

André Coelho Lima, deputado do PSD, não tem dúvidas de que o tónico do congresso é o da união.

"Era uma das críticas que se fazia e, na antítese, procura-se fazer diferente", assinala aquele que foi um dos homens de confiança de Rui Rio.

A unidade "constrói-se dos dois lados" e Coelho Lima garante que, da parte do Rio, estão a existir "todos os contributos" nesse sentido, mas os sinais têm de vir de Montenegro.

Votos nas "ideias estapafúrdias da extrema-direita" não têm "convicção"

Sobre a forma de oposição de Montenegro, Moedas assinala que traz uma "mudança geracional" e deve agora trilhar um caminho de mudança "antes dos outros", de forma a atrair "gente de fora".

Acusando os outros partidos de quererem "criar fricções" e apontando o PS como chegado "à extrema-esquerda", Moedas apela, uma vez mais, à união.

A relação com a IL e o Chega não são, para já, tema principal, uma vez que "se o PSD crescer essa questão já não se coloca".

No centro há também "pessoas descontentes com a governação socialista" e é aí que o PSD pode, também, ir buscar votos.

"Quando falamos do populismo, o problema são esses partidos, não são as pessoas", uma vez que esses votos "nas ideias estapafúrdias da extrema-direita" não acontecem com "convicção".

Plataforma de entendimento do PSD "está sempre aberta"

Notando que "houve gente que se foi afastando e deixando de pagar quotas", algo que também se expressa no crescimento de outros partidos, o PSD quer passar a mensagem de que "podem voltar".

As próximas listas do PSD terão "os melhores das suas terras", procurando "recuperar o espírito da fundação" do partido em defesa do "interesse público".

O PSD, defende mesmo, "é o partido mais português de Portugal", mas deve reorganizar-se em nome da proximidade.

Sobre coligações com o CDS, Pedro Alves garante que o objetivo é envolver "todos os que queiram participar nas comunidades", sendo que a plataforma de entendimento - seja com partidos ou movimentos - "está sempre aberta".

Há linhas vermelhas? "Às vezes tem a ver com desentendimentos de relacionamento local", mais do que com questões ideológicas ou partidárias, mas o PSD compromete-se a procurar o entendimento.

Sobem ao palco os membros dos órgãos eleitos do partido

Destacam-se os aplausos para Maria Luís Albuquerque e Carlos Moedas.

Direção de Montenegro com vitória esmagadora

A direção de Luís Montenegro consegue uma votação esmagadora, com 91,7 por cento dos votos, de acordo com os resultados anunciados por Paulo Mota Pinto. A mesa do congresso vai ser presidida por Miguel Albuquerque, que sucede, precisamente, a Mota Pinto.

O novo presidente do conselho de jurisdição é José Matos Correia, que pertencia à lista da direção. No conselho nacional, a lista de Montenegro venceu com maioria absoluta.

Miguel Albuquerque assume o lugar como líder da mesa do Congresso e chama aos seus lugares os restantes membros eleitos
Coligações com o CDS são para manter

As coligações em vigor com o CDS nas várias autarquias do país têm por base uma relação "excelente e de muita proximidade e cumplicidade", sendo que os centristas "fazem falta ao sistema político português" ao panorama político.

"Se o CDS estiver disponível para continuar a colaborar, caso a caso iremos ver e avaliar essa situações, mas será sempre bem-vindo", garante.

Lista de Montenegro ao Conselho Nacional do PSD tem maioria absoluta com 42 eleitos

A lista da direção ao Conselho Nacional do PSD encabeçada pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, obteve este domingo no congresso maioria absoluta, elegendo 42 dos 70 conselheiros, 60% dos lugares.

De acordo com informações avançadas à Lusa por fontes sociais-democratas, a segunda lista mais votada foi a liderada pelo antigo secretário-geral Matos Rosa com 10 conselheiros (14% dos eleitos).

No última reunião magna, a que concorreram 11 listas ao órgão máximo do partido entre Congressos, a da direção de Rui Rio elegeu 17 dos 70 conselheiros, correspondentes a 24%.

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PSD "não está condicionado por nenhum partido" e tem "linhas vermelhas quanto a propostas"

A nova fase da liderança parte de um Montenegro "muito disponível" mas também "muito exigente" a nível pessoal, tanto física como emocionalmente, em especial quando começar a viajar pelos distritos portugueses.

A par disso, e com uma maioria absoluta do PS no parlamento, o PSD começa um percurso de várias fases, sendo a primeira a "colheita das ideias dos portugueses", ao mesmo tempo que tenta assinalar "o mérito das ideias" do partido.

Na relação com os outras forças partidárias, o PSD garante respeitar o voto dos portugueses, mas avisa que "não está condicionado por nenhum partido".

Para já, o PSD "não pode antecipar o seu posicionamento em termos de coligações" e traça desde já "linhas vermelhas quanto a propostas", independentemente do partido que as apresenta.

PSD precisa de postura "credível e confiável" para recuperar votos

Paulo Cunha, líder da distrital de Braga e um dos escolhidos por Montenegro, assinala que o partido precisa de uma postura "credível e confiável" para recuperar os votos dos eleitores.

"Temos de criar condições para que acreditem que o PSD está aberto e recetivo às sugestões", sublinha.

Diferença e oposição ao PS na base do futuro

Miguel Pinto Luz, antigo candidato à liderança e agora vice-presidente, assinala a "inteligência de aprender com os erros do passado", algo que o PSD parece começar a fazer.

"Os erros foram claros", mas Montenegro tem agora "capacidade agregadora" para juntar "gentes diferentes" e assinalar as diferenças para o PS.

"Juntar qualidade e talento na diferença, mas com unidade, e fazer oposição clara ao PS" vai ser a marca da nova liderança, garante.

"Não sou defensor de que a Comissão Política Nacional seja uma amálgama de pensamentos diferentes"

A nova equipa é "forte", conseguindo que "todos os que foram candidatos contra Rui Rio sejam vice-presidentes".

"Não sou defensor de que a Comissão Política Nacional seja uma amálgama de pensamentos diferentes", aponta o deputado, que classifica como "natural" a lista de nomes escolhidos por Montenegro.

Sobre se a gestão de Rio está a ser desvalorizada, reconhece esse "risco" mas alerta para o risco de "autofagia" por parte do partido.

"Se formos sérios, recordamo-nos de que, nas últimas duas semanas antes das eleições, muitos acreditavam na vitória", realça, algo que acabou por não acontecer.

Coelho Lima acredita que a ideia de que o PSD poderia criar entendimentos com o Chega - e que rejeita - foi um dos fatores decisivos.

Ministro falou do plano para o aeroporto a Moedas de forma "informal"

Pedro Nuno Santos transmitiu, de forma "informal", a Carlos Moedas o que estava a pensar fazer quanto ao novo aeroporto, revela o autarca de Lisboa.

Apesar de toda a polémica, Moedas vai estar "do lado da decisão", garante.

Sobre o futuro em Lisboa, Carlos Moedas diz ser "extemporâneo" e recusa-se a fazer um "pré-anúncio para 2025".

Conselho Nacional "não me vai tirar tempo de trabalho"

O presidente do Conselho Nacional, cargo não executivo que Moedas deve assumir, não tem de "tomar posições", mas sim de "ajudar o presidente do partido".

"Não me vai tirar tempo de trabalho na autarquia, não é um cargo de todos os dias", garante.

"O PSD está unido"

Carlos Moedas mantém-se dedicado a Lisboa, mas quer mostrar-se "disponível para ajudar o partido".

"O calor do meu partido, o calor e a energia que senti aqui são realmente muito importantes, mostram que o PSD está unido", lê Moedas da sala do congresso.

Para manter essa alegria no partido é preciso "abri-lo à sociedade civil" e trazer as pessoas para as decisões que os políticos tomam, assinala.

"Os partidos fecharam-se tanto que as pessoas afastaram-se, tinham quase medo de ficarem limitadas na sua liberdade", critica.

Vencer as autárquicas e conquistar a associação de municípios

Até às eleições é preciso, no entanto, marcar o PSD como oposição, pelo que Luís Montenegro "tem de focar-se no desempenho da liderança da oposição".

Nas próximas eleições, o objetivo é "vencer e conquistar a liderança da Associação Nacional de Municípios", garante Pedro Alves, que não deixa de assinalar conjunturas recentes "difíceis para o PSD", mas que agora, tudo indica, mudarão.

A primeira tarefa é definir a organização do processo autárquico e a conciliação com a agenda do líder social-democrata.

Direção de Rio "condicionou" a participação no partido

Pedro Alves nega que o PSD tenha dificuldade em atrair novos quadros, mas a estratégia da anterior direção, de Rio, "condicionou muitas vezes a participação" no partido.

A nova liderança quer virar a página dessa "centralização", com Montenegro a procurar "abrir o partido".

"Não temos de ter um diretório partidário", assinala o coordenador da estratégia autárquica, que recusa "um cardápio" que tem de ser seguido, defendendo "o debate e diálogo internos".

"Luís Montenegro escolheu uma equipa extraordinariamente bem preparada", pelo que o PSD "tem os melhores em volta do líder".

PSD quer voltar a ser o maior no plano autárquico

O maior desafio do PSD nos próximos anos vai ser o das eleições autárquicas, com o partido a querer voltar a ser "o maior no poder local".

"É a maior oportunidade para que o PSD volte a implantar-se no território", mantendo uma lógica de "grande partido", mas também de "alternativa a este Governo".

O anunciado périplo de Montenegro pelos distritos portugueses é uma das estratégias que o partido vai seguir, numa lógica de "proximidade" com o objetivo de perceber as diferentes realidades.

Pedro Alves em entrevista à TSF e JN daqui a momentos

O coordenador autárquico dos sociais-democratas é o primeiro entrevistado desta manhã.

Entretanto, a sala começa a preencher-se para o crescendo até ao discurso de encerramento de Luís Montenegro. Parece que não vai repetir-se a pouca adesão da última manhã.

Luís Montenegro já votou

Congressistas escolhem, este domingo, a composição do Conselho Nacional do PSD.

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Sete listas ao Conselho Nacional do PSD vão a votos este domingo

A Mesa do Congresso social-democrata recebeu este sábado sete listas ao Conselho Nacional do PSD, menos quatro do que na última reunião magna do partido, e três ao Conselho Nacional da Jurisdição.

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Estão encerrados os trabalhos do segundo dia do 40.º Congresso do PSD

Decorrem, na próxima manhã, entre as 9h00 e as 11h00, as eleições para o Conselho Nacional e para o Conselho da Jurisdição Nacional.

"Até logo", conclui Bolieiro.

Toma a palavra o último congressista do dia

É este o retrato dos que José Manuel Bolieiro, agora a dirigir o trabalho, apelida de "resistentes".

Todas as propostas temáticas aprovadas

De A a S, são 19 as propostas que mereceram luz verde dos congressistas sociais-democratas.

Entre as moções estão críticas ao processo de descentralização e ao setor da saúde, bem como várias sugestões para reformas internas e eleitorais e muitos investimentos locais.

Com a votação a decorrer de forma eletrónica, os resultados acabaram por ser projetados para toda a sala, tendo Paulo Mota Pinto assinalado a "elevada votação" registada em todas as votações.

Entre as aprovadas está a moção "O - Modernizar, Abrir e Afirmar: colocar o PSD na Linha da Frente", da JSD, que propõe que o partido adote o método de eleições primárias na escolha do seu presidente e direção, anulando a necessidade de pagamento de quotas, e quer os congressos a realizarem-se antes do sufrágio.

Na proposta temática, os jovens propõem uma "reforma interna" do PSD, incluindo uma revisão estatutária, e a mudança da sede nacional do PSD, atualmente situada na Rua São Caetano, em Lisboa, para um "lugar mais central da cidade", por considerarem que o atual espaço é "pouco apelativo e pouco convidativo a quem deseje entrar em contacto físico com o partido".

Governo não mostra poder absoluto, "mas há um absoluto desnorte"

Sobre a posição de Marcelo Rebelo de Sousa na relação entre PS e PSD, Carlos Coelho defende que o Presidente da República "não fica diminuído com a maioria absoluta".

A questão do aeroporto mostrou "o desnorte total do Governo", e embora não haja "poder absoluto, há um absoluto desnorte".

O executivo "já apresenta todos os sinais de fim de ciclo".

Sete listas ao Conselho Nacional, menos quatro do que no último

A Mesa do Congresso social-democrata recebeu hoje sete listas ao Conselho Nacional do PSD, menos quatro do que na última reunião magna do partido, e três ao Conselho Nacional da Jurisdição.

Ao Conselho Nacional, o chamado parlamento do partido, concorrem: a lista A (da direção), encabeçada por Carlos Moedas, a lista B, liderada pelo antigo secretário-geral do PSD José Matos Rosa, a lista C, dos antigos deputados André Pardal e Duarte Marques, a lista D, do antigo líder da distrital de Lisboa Luís Rodrigues.

Nuno Ezequiel Pais (da Covilhã) lidera a lista I, o líder da JSD/Aveiro Pedro Veiga encabeça a lista J e Luís Miguel Soares (da Guarda) a lista V.

Ao Conselho da Jurisdição Nacional concorrem três listas: a lista A (da direção) encabeçada por José Matos Correia, a B liderada por José Miguel Bettencourt e a lista P, de Pedro Vieitas Antunes.

Veja na íntegra a entrevista com Hugo Soares

Veja na íntegra a entrevista com Paulo Rangel

Marcelo "não perderia nada" em inspirar-se em Mário Soares

Recuperando as críticas à "oposição relaxada" de Rio, Rangel vê agora a "divergência, o confronto e a oposição" como uma forma "talvez mais eficaz de servir o interesse nacional".

"Um Governo, para ser bom, precisa de uma boa oposição", porque é obrigado a preparar-se melhor, "um controlo".

Questionado sobre se Marcelo Rebelo de Sousa devia inspirar-se mais em Mário Soares, Rangel assume que o Presidente da República "não perderia nada com isso".

"Ainda estará eventualmente a adaptar-se a esta nova realidade", assinala.

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Costa fez "simulacro de procura de consensos"

O relacionamento do PSD com outros partidos "está facilitado", mas tal não impede a diversidade de pontos de vistas de forma até "bem vincada".

Os sociais-democratas querem apresentar-se como "alternativa clara" ao PS, em especial quando houver eleições legislativas, o que Hugo Soares acredita que só acontecerá "daqui a quatro anos".

Sobre a moção de censura do Chega ao Governo, o candidato a secretário-geral nota que o que aconteceu no executivo é "extremamente grave" após um mês de "simulacro de procura de consensos por parte de António Costa".

"Não há ministro nenhum que tome uma decisão como aquelas - e carrego no decisão -, transcrita no Diário da República, sem conhecimento dos membros do Governo", atira.

Contacto "cara a cara" é forma de "reganhar a confiança" do eleitorado

Hugo Soares elege como umas das suas prioridades o contacto próximo com os militantes e estruturas do partido, mas também "com o território e com as comunidades".

"Não vamos afastar gente do partido, mas queremos ir além disso", garante, assinalando que "foi assim que o PSD se fez".

Recordando que Montenegro prometeu ir passar uma semana a cada distrito, Hugo Soares explica que o objetivo é "estar com a comunidade e conhecer os protagonistas", apresentando o projeto político "cara a cara e olhos nos olhos".

"É uma forma de podermos reganhar a confiança do eleitorado para o PSD", assinala.

PSD vai às próximas europeias "para ganhar"

"Vamos preparar-nos para ganhar as eleições europeias", garante Hugo Soares, que sem querer ser um "irritante otimista", lança uma participação "para ganhar" do partido.

Sobre se Luís Montenegro será o nome indicado como candidato a primeiro-ministro, Hugo Soares realça o entusiasmo em torno da nova liderança e diz que, pessoalmente, não tem dúvidas.

"Contamos muito com esta geração"

Hugo Soares destaca a "grande renovação geracional" na liderança do partido, com quadros políticos "de grande qualidade" e com "experiência política".

"No PSD, como no país, contamos muito com esta geração", garante.

Questionado sobre a ausência de Montenegro no Parlamento, Hugo Soares diz que os deputados já eleitos do partido "são os melhores", tenham ou não sido escolhidos por Rui Rio. E Luís Montenegro "vai ter também um espaço físico no Parlamento onde possa reunir com os deputados".

"Se for o PSD a escolher a localização, então é o PSD a governar"

O PSD tem agora a "responsabilidade" de discutir com o Governo as discussões que possam vir a ser adotadas.

"Se for o PSD a escolher a localização, então é o PSD a governar", argumenta também, contrariando as palavras de António Costa.

Hugo Soares: "O PSD precisa de todos para recuperar a confiança"

O novo secretário-geral do partido, Hugo Soares, fala agora à TSF e ao JN, explicando que aceitou o desafio porque “o PSD vive uma altura decisiva”, depois da maioria absoluta do PS.

“O PSD precisa de todos para recuperar a confiança do eleitorado”, disse, acrescentando que é “recuperar a alma do velho PPD, que está de volta”.

Hugo Soares defende que "há uma grade unidade no partido".

O agora secretário-geral diz que "quer mesmo que António Costa leve a legislatura até ao fim", já que "é preciso estabilidade", mas admite que "o PSD também precisa desses quatro anos".

O social-democrata lembra que o Governo socialista "não é de três meses, mas de sete anos", e as últimas crises são reflexo da longevidade do Executivo.

"António Costa está a perder a liderança", nota.

Rangel defende que PSD deve "separar as águas" do Chega

Questionado sobre a relação com o Chega, Paulo Rangel diz que “é importante separar as águas”, mas defende que o PSD deve centrar-se “no adversário que é o Governo”.

“Temos de fazer escrutínio e apresentar alternativas”, atira.

O eurodeputado crítica ainda a luta na sucessão do PS, entre António Costa e Pedro Nuno Santos, o que acabou por culminar na polémica com o novo aeroporto.

Personalidades fortes são vantagem

Paulo Rangel, que ainda não foi eleito para o cargo a que agora é proposto, vê como vantagem o facto de haver personalidades fortes numa "direção colegial porque os argumentos dos outros nos fazem mudar de ideias", aquando do debate interno.

Nas europeias "melhorar chega no sentido em que melhorar é vencer"

Nas próximas europeias, "melhorar chega no sentido em que melhorar é vencer", lança desde já Paulo Rangel, alertando para a necessidade de perceber, à esquerda do PS e à direita do PSD, como é que os partidos reagem.

"É histórico, foi assim com o MPT e foi assim com o PAN, temos de estar atentos a isso", alerta. Sem querer fazer futurologia, Rangel destaca essa "realidade nova" apenas como um fator a ter em conta, sob pena de o PSD "não cumprir para com a sua ambição".

Recuperação do passismo? "Todos temos uma história"

Sobre se está a ser recuperado o "passismo", Paulo Rangel assinala que muitos dos escolhidos "já tinham" uma vida política antes das ligações ao antigo primeiro-ministro Passos Coelho.

"No PSD todos temos uma história, não há razão nenhuma para a apagar", defende.

Com o partido numa "fase crucial" e o país a enfrentar desafios "muito difíceis", Paulo Rangel diz que era sua "obrigação" aceitar o convite de Montenegro, embora o pudesse ter recusado sem grandes justificações, nota.

O PSD vive agora "num cruzamento que tem de ultrapassar", mas Rangel quer vê-lo agora entrar numa "grande reta em direção à governação do país".

Rangel justifica "sim" ao convite de Montenegro: "País está numa situação muito difícil"

Em entrevista à TSF e ao JN, Paulo Rangel explica que "a situação em que se encontra o país", tal como "os desafios do partido", fizeram com que aceitasse o convite para ser vice-presidente do PSD.

"O país está numa situação muito difícil", alerta, lembrando "o caos nas urgências", como o caso de Braga, que antes era uma PPP. Rangel fala ainda na inflação.

O agora membro da direção do PSD conclui que "o Governo não está preocupado com tudo isto", criticando ainda a polémica entre António Costa e Pedro Nuno Santos sobre o novo aeroporto de Lisboa.

"E este ministro não é demitido?", critica, em tom de reprovação.

Rangel diz até que Marcelo foi "cruel" com António Costa, deixando nas mãos do primeiro-ministro a responsabilidade sobre o aeroporto: "O que correr mal será responsabilidade de Costa".

Rangel destaca "renovação" do PSD

O eurodeputado diz que o PSD tem de se assumir como alternativa ao Governo. estando "desligado" de alguns nichos, e tem de ser renovar, "para chamar novos quadros".

Rangel lembra até que sem ser o próprio e António Leitão Amaro, "nunca ninguém fez parte da comissão executiva do partido".

Paulo Rangel e Hugo Soares em entrevista na TSF e JN já a seguir
Joaquim Sarmento explica candidatura à liderança do grupo parlamentar

Joaquim Sarmento, candidato à liderança do grupo parlamentar do PSD, diz ter o objetivo de "unir e motivar" os deputados sociais-democrata, que diz terem "grande capacidade política" nas diferentes áreas de governação.

O candidato quer que o grupo seja um "pilar fundamental" e propõe-se ao cargo pela experiência profissional, académica e política, assinala.

"Entendo que posso contribuir, com os restantes deputados, para que o grupo parlamentar se afirme cada vez mais como alternativa" perante a "incompetência absoluta" que atribui ao Governo.

Ouça o comentário do diretor da TSF e comentador de Política, Domingos de Andrade, aos nomes escolhidos por Luís Montenegro

Hugo Soares pede nova extensão do prazo de entrega das listas até às 21h30

O pedido foi aceite pelo congresso.

Marques Mendes vê "unidade, qualidade e efeito surpresa grande" na lista de Montenegro

Em declarações aos jornalistas à saída da Super Bock Arena, Marques Mendes assinalou que "ninguém tem dúvidas" de que o PSD sai unido deste congresso e sublinhou que a lista da nova direção demonstra isso mesmo.

"Unidade, qualidade e teve um efeito surpresa grande, há vários nomes de que ninguém estava à espera", algo que destaca porque na política "o efeito surpresa é uma coisa positiva".

Paulo Rangel e Miguel Pinto Luz como vice-presidentes têm um efeito de "unidade, de surpresa e de qualidade, três ingredientes que em qualquer partido são muito importantes".

Questionado sobre a presença neste congresso, Marques Mendes assinala que o objetivo é manter a "coerência" depois de ter estado nos primeiros congressos de Passos Coelho e de Rio, pelo que "não podia faltar agora".

A estes fatores juntam-se a "solidariedade para com o partido" e a amizade com Luís Montenegro "de há muitos anos".

Moedas no Conselho Nacional e Rangel como vice do PSD. Conheça os nomes da liderança de Montenegro

O presidente da câmara municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o eurodeputado Paulo Rangel são os dois nomes mais sonantes da equipa que vai estar ao lado de Luís Montenegro na liderança do PSD.

Na lista anunciada este sábado pelo novo líder social-democrata, Paulo Rangel será mesmo um dos vice-presidentes do partido, acompanhado pelo antigo candidato à liderança Miguel Pinto Luz, a ex-líder da JSD Margarida Balseiro Lopes, o antigo secretário de Estado António Leitão Amaro, o líder da distrital de Braga, Paulo Cunha, e a militante Inês Ramalho.

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Moedas lidera conselho nacional

Carlos Moedas é candidato ao conselho nacional, na lista apresentada por Luís Montenegro. O presidente da Câmara de Lisboa regressa, assim, a um cargo no partido, embora um lugar não-executivo.

Na lista, ainda Maria Luís Albuquerque, antiga ministra das Finanças do Governo de Passos Coelho, com vários nomes ligados ao "passismo".

Rangel vice-presidente de Montenegro

Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes e António Leitão Amaro são vice-presidentes do novo elenco social-democrata.

Luís Montenegro confirmou ainda o nome de Hugo Soares, antigo líder parlamentar do PSD, para secretário-geral.

Moção de estratégia global aprovada sem votos contra e com duas abstenções
A lista de Montenegro:

Mesa do Congresso Nacional - Miguel Albuquerque

Vice-presidentes - José Manuel Bolieiro e João Manuel Esteves

Comissão de auditoria financeira - Nunes Liberato, Almiro Moreira e Fernando Angleu

Conselho de jurisdição nacional - José Matos Correia e Francisco José Martins

Conselho nacional - Carlos Moedas, Maria Luís Albuquerque, Teresa Morais, Luís Menezes, Pedro Calado e Pedro Nascimento Cabral

Comissão política nacional - Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro, Paulo Cunha,e Inês Ramalho

Secretário-geral - Hugo Soares

Luís Montenegro prepara-se para apresentar os nomes que compõem a sua equipa

O líder eleito do PSD assinala que não vai fazer uma intervenção política, mas expressa-se orgulhoso com as intervenções anteriores, espelho de "uma nova vaga e de uma nova geração" para melhorar o país.

"Estamos com a garantia, nos diversos planos de intervenção, de que temos políticos de grande categoria."

O perigo "já não é só o populismo, é o divisionismo"

Moedas dá o seu exemplo com Lisboa e diz que ganhou "há oito meses mas o PS ainda não acredita, pensa que manda".

Numa mensagem aos socialistas, alerta que a câmara "é dos lisboetas, e os lisboetas sabem o que querem".

Carlos Moedas sustenta que os portugueses querem "uma nova maneira de fazer política", num momento em que o perigo "já não é só o populismo, é o divisionismo".

"Vemos à nossa esquerda e à nossa direita aqueles que querem dividir", postura que o autarca critica, aproveitando para explicar que o PSD é o único partido preocupado em unir.

Em vários ataques ao Governo, Moedas acusa o executivo de não explicar aos portugueses que vão perder rendimentos com a inflação e apela ao PSD que esteja "do lado dos que têm solução para defender os mais pobres".

O aumento da receita fiscal deve, assim, ser dirigida para os "mais pobres e mais desfavorecidos" e assinala que em Lisboa tal "já acontece".

Moreira da Silva "não será líder de fação": "Saímos unidos, mas não temos de pensar o mesmo”

Jorge Moreira da Silva diz que “não é líder de fação”, e volta a sublinhar que o partido “vai sair unido do congresso, mas não têm todos de pensar o mesmo”, afirmando-se disponível para ajudar o PSD, apesar de não assumir cargos.

“Luís, podes contar comigo”, diz, lembrando que “ninguém muda de vida se não for por um grande amor ao partido”.

Jorge Moreira da Silva desceu do púlpito e abraçou Luís Montenegro, num sinal de apoio.

Moedas recebido com aplausos promete estar com Montenegro "para o que der e vier"

"Que bonito está o nosso PSD, que bonita está esta sala." Carlos Moedas toma a palavra.

Ao assinalar os quase 50 anos do PSD, em que "retirou o país de várias crises" ou deu ao país "o maior crescimento económico" da sua geração, o presidente da câmara de Lisboa arranca desde cedo os aplausos dos congressistas.

Moedas aproveita para exaltar o "orgulho pelo passado" do partido, mas sem esquecer o futuro e elogia o discurso de Jorge Moreira da Silva.

Sobre Montenegro, a primeira mensagem é simples: "Estou contigo para o que der e vier."

Moreira da Silva convidado por Montenegro para "várias funções nos últimos dias"

Moreira da Silva explica que era para si "essencial que o esforço de unidade fosse genuíno" e revela que foi desafiado por Montenegro "para várias funções nos últimos dias".

"Só estou a revelar isto porque é a seu crédito", garante ao líder eleito do PSD.

Moreira da Silva garante a Montenegro "todas as condições de unidade e estabilidade"

Com uma "responsabilidade acrescida" por ter sido o candidato derrotado à liderança do partido, Moreira da Silva garante a Montenegro "todas as condições de unidade e estabilidade" necessárias ao mandato, rejeitando ainda assim o "unanimismo" ou "terraplanagem das diferenças" no partido.

"Estou certo de que o Luís dispensa esse presente envenenado", diz, arrancando aplausos.

"Foi sempre o PSD a recuperar Portugal"

"As expectativas que recaem sobre o PSD são enormes", perante um Governo "capturado pelos interesses pessoais dos seus membros".

O primeiro-ministro "está a pensar num cargo em Bruxelas e há ministros mais motivados" pela corrida interna do que pela gestão do país, acusa.

"Sucede-se um governo em estado de desagregação acelerada" que obriga o PSD a estar "à altura das suas responsabilidades históricas", dado que, defende, "foi sempre o PSD a recuperar Portugal".

Moreira da Silva não quer o partido à espera de que o Governo falhe e apela a que os sociais-democratas sejam uma "alternativa que respeite o futuro de todos os portugueses".

Já de olhos em 2026, Moreira da Silva pede um PSD que se prepare desde já, adotando novas políticas que garantam o crescimento económico do país.

Hugo Carneiro diz que "há desconforto" no Governo e pode "haver mudanças"

O deputado social-democrata Hugo Carneiro disse, em declarações à TSF, que o "grande sinal que sai deste congresso é a unidade e o PSD precisa disso como do pão para a boca".

Isso acontece num momento em que "o PS tem estado envolvido em várias confusões, como no caso do aeroporto", situação que, de acordo com Hugo Carneiro "nunca se viu ou pelo menos há muito tempo que não se via".

Assim, para o PSD "a expectativa é que a partir de agora se possa construir uma alternativa".

Mas volta a comentar a crise governativa da última semana: "Já vemos um Governo que está pesaroso, desgastado e sem energia. Isto não é normal. Há um desconforto muito grande dentro do Governo com tudo o que aconteceu e nunca é de colocar fora de hipótese haver mudanças. Não se percebe muito bem porque é que o ministro não foi substituído."

Questionado sobre se foi convidado para algum cargo diretivo do PSD, Hugo Carneiro revla que não foi, "nem tinha de o ser".

Paulo Rangel critica estratégia "errada" de Rio e nota agora "predisposição para cerrar fileiras"

O eurodeputado Paulo Rangel afirma, em entrevista à RTP, que se nota no Congresso do partido "predisposição para cerrar fileiras", num ambiente que considera ser de "grande determinação" marcado por um "esforço de união e de mobilização". Um sinal que considera ser "fundamental" no arranque da reunião magna, onde chegou só no segundo dia por estar à espera do resultado de um teste á Covid-19.

O ex-adversário de Rio entende que, havendo maioria absoluta do PS, "é evidente o partido tem de se recolocar diante do eleitorado e da opinião pública, sendo por isso "natural que haja uma tentativa de convergência para que isso seja algo mais visto e mais sentido". "Do ponto de vista racional, o clima é favorável a isso", diz, acrescentando que é "preciso fazer uma oposição forte, até porque os governos são melhores quando têm uma oposição forte, sentem-se escrutinados". "É um serviço nacional ser capaz de fazer oposição forte, uma oposição fraca faz com que o governo seja laxista".

Rangel deixa uma crítica à estratégia política seguida por Rui Rio, que considera ter sido "errada": "A ideia de que o interesse nacional só é servido se existir convergência entre os dois grandes partidos não é necessariamente assim. Numa democracia ao interesse nacional é servido pela tensão e pela conflitualidade entre dois projetos alternativo", defende.

Moreira da Silva faz o discurso "mais difícil" da sua vida

Toma agora a palavra Jorge Moreira da Silva, que faz o discurso "mais difícil" da sua vida, confessa, o de um "candidato derrotado".

"É um discurso difícil porque vai ser lido à lupa", explica, afastando segundas leituras ou competições por aplausos.

"Tenho de dar uma palavra de justificação ao partido", começa por explicar, adiantando desde já que não dará entrevistas depois do seus discurso.

Carlos Moedas acaba de chegar ao congresso
Marques Mendes ovacionado ao entrar na sala

Assunção Esteves está também na sala.

Entendimentos com o Chega? Bolieiro recusa "pôr a carroça à frente dos bois"

O PSD "não pode abdicar da sua condição de partido personalista, humanista, social-democrata e reconhecidamente pela economia de mercado" e defende a necessidade de criar na democracia portuguesa "alternância democrática".

Questionado sobre entendimentos com o Chega, Bolieiro recusar "pôr a carroça à frente dos bois", sendo que "o boi é o PSD convencer os eleitores" no próximo ato eleitoral.

Bolieiro pede convivência com a pluralidade do partido sem esquecer unidade

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, até aqui vice-presidente da mesa do congresso do PSD, assegura que é "compatível" manter os cargos e realça a necessidade de "unidade" no partido.

"Temos de conviver com a pluralidade interna do PSD", sem perder o foco na unidade do partido, que deve assegurar-se "uma liderança de oposição credível", numa "vigilância coletiva" dos erros do Governo.

Albuquerque pede que deixem o PSD "construir a alternativa para Portugal"

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, assume que "só o PSD é que tem condições em Portugal para sacudir este estigma de decadência do país".

Mas, para isso, o partido não pode ceder a "egos" nem ao "aparelhismo mais medíocre". Assim pede: "Quem não quer participar deixe de chatear e deixe construir esta alternativa para Portugal."

Miguel Albuquerque afirma que o PSD "não é um partido qualquer", ao contrário do alegado desaparecimento antevistas por algumas "narrativas".

"Não está em vias de desaparecer, nem vai desaparecer. Governamos as regiões autónomas, temos o governo de 113 câmaras municipais, temos seis vezes mais deputados do que o Chega e temos dez vezes mais deputados do que a IL. Governamos centenas de juntas de freguesia e a capital do país", lembra o presidente do Governo Regional da Madeira.

Paulo Rangel chegou ao congresso mas está refém da voz

Afónico, ainda não sabe se vai discursar, pelo que tudo depende do que a voz lhe permitir.

Para já, elogiou o discurso "claríssimo" de Montenegro na abertura do congresso como um bom ponto de partida para ser oposição e admite que "até superou as expectativas".

"O essencial hoje é a mensagem de unidade e mobilização do partido", assinalou, não se escusando a deixar críticas à gestão da saúde por parte do Governo.

Montenegro é "profundamente humanista e preocupado com os outros"

O PSD tem "duas tarefas": a de "honrar a história" dos que construíram o partido e a de "atrair talento" e novas pessoas.

Sobre se Montenegro pode ser um líder que promove o regresso da empatia e dos votos que migraram para outros partidos, a deputada garante que o novo líder é "profundamente humanista e preocupado com os outros", uma dimensão que "vai mostrar aos portugueses".

O PSD quer dar uma "mensagem de esperança às pessoas", falando para estas e não para outros partidos, assinala também.

"Temos de fazer uma oposição em que sinalizamos as falhas da oposição", ao mesmo tempo que é preciso "fazer parcerias com os privados e terceiro setor", sempre na procura de "resolver os problemas das pessoas".

Na questão do aeroporto é preciso agir "sem chantagens nem precipitações", permitindo decisões fundamentadas, estando o PSD "ainda a tempo" de fazer as suas propostas.

Questionada sobre a paridade no partido e a colocação de mulheres em cargos de relevância, Balseiro Lopes lembra que o partido não tem limiares pré-definidos e defende o "bom senso" como critério, colocando quem é competente nos lugares certos.

Sem querer revelar se já foi convidada para qualquer dos lugares da lista de Luís Montenegro, a deputada esquiva-se e reforça apenas a sua disponibilidade.

"País precisa urgentemente do PSD"

Em entrevista à TSF, Margarida Balseiro Lopes garante estar à disposição do partido e realça que "o país precisa urgentemente do PSD".

É necessária uma "política do concreto e do real", falando para "os portugueses que não têm médico de família, para os que encontram a urgência fechada ou para os que, por causa da inflação, têm dificuldade em por a comida na mesa".

Montenegro não revela nomes, mas garante que "órgãos nacionais vão expressar" unidade

No regresso ao Pavilhão Rosa Mota, depois da pausa para almoço, Luís Montenegro voltou a destacar os sinais de união no PSD. O líder do partido diz que todos os militantes estão empenhados em afirmar o PSD como alternativa ao Governo, “para dar um novo rumo ao país”.

As listas para os novos órgãos vão ser apresentadas ao final da tarde, mas Montenegro revela já que vão espelhar a unidade no partido.

“Não há ninguém no PSD que não esteja empenhado para ajudar a direção do partido nesta grande desafio, para dar mais condições aos portugueses. Estamos muito juntos, muito unidos. Os órgãos nacionais vão expressar que todos estão empenhados neste congresso”, disse.

Moreira da Silva gostou "muitíssimo" de ouvir Montenegro, mas admite que "há mais dimensões além da unidade"

Antes de Montenegro, foi Jorge Moreira da Silva a chegar ao congresso. O candidato derrotado nas diretas do partido vai falar durante a tarde, mas, aos jornalistas, mesmo recusando fazer comentário político, admite que “gostou muitíssimo” do discurso de Montenegro.

“Faz uma crítica forte ao desnorte do Governo”, diz.

Ainda assim, volta a remeter para o discurso no congresso “as mensagens que quer passar ao partido”. Moreira da Silva admite que “a unidade é um elemento importante para o futuro, mas existem outras dimensões além da unidade”.

Hugo Soares pede prolongamento do prazo de entrega das listas até às 20h00

Pedido foi aprovado sem oposição no congresso.

Regresso da universidade de verão é "sinal" de retorno às origens do PSD

Carlos Coelho garante que não negará ajuda a Luís Montenegro, assim o novo líder lha peça.

Num elogio aos jovens que subiram à tribuna e que passaram pela universidade de verão do partido, o diretor de campanha de Luís Montenegro destaca que esse formato "está de volta este ano e é também um sinal de que o PSD está a regressar às suas origens".

"Qualificar a participação cívica e democrática é um exercício que qualquer partido deve fazer", defende, realçando também que, se Luís Montenegro exige menos burocracia da parte do Estado, o partido deve seguir a mesma linha de ação.

Mas desburocratizar, admite, também implica adaptar os estatutos do partido aos tempos modernos.

"Vamos apostar deliberadamente na tentativa de que os portugueses concedam uma maioria absoluta ao PSD"

Sobre as novas movimentações à direita e a maioria absoluta do PS perante as necessidades do PSD, Carlos Coelho destaca a necessidade de concretizar "os objetivos fundamentais de responder aos problemas concretos dos portugueses".

"O importante é que o PSD mostre a sua qualidade e torne evidentes os seus objetivos", sendo que a relação com os outros partidos "depende mais dos outros do que do próprio PSD".

"Vamos apostar deliberadamente na tentativa de que os portugueses, tal como concederam agora ao PS, concedam uma maioria absoluta ao PSD", revela.

Luís Montenegro "acha fundamental que o líder do PSD esteja nas ruas junto dos portugueses".

Questionado sobre como é que Luís Montenegro pode fazer oposição ao primeiro-ministro sem estar no Parlamento, Carlos Coelho realça que na sociedade moderna o líder do PSD pode escolher os palcos, que passam pela rua e pelas redes sociais.

Aeroporto e futuro vão "depender da primeira conversa entre António Costa e Luís Montenegro"

No que respeita ao novo aeroporto, "todos queremos evitar que, se amanhã o Governo for outro, faça tábua rasa" do que foi decidido.

Assim, tanto Costa como Montenegro, "pessoas com capacidade de diálogo", têm "noção de que será importante para o país".

Para já, "vai tudo depender da primeira conversa entre António Costa e Luís Montenegro", sendo que as conversas podem ir, desde já, além do aeroporto.

"Diz o povo que é a falar que as pessoas se entendem. Eles v​​​​​​​ão falar", garante.

Oposição "responsável" não se constrói "em 24 horas"

É preciso "identificar claramente o PSD como partido da oposição", pelo que o partido "não deve ter dúvidas" de que o é "e de que é o maior".

Fazer oposição responsável "é também apresentar uma alternativa", algo que não se faz "apenas em 24 horas".

O objetivo é "recolher o aplauso e o voto dos portugueses nas próximas legislativas".

Questionado sobre se Montenegro deve ser diferente de Rio no tom ou no conteúdo, Carlos Coelho admite que é "sobretudo necessária uma mudança na política", construindo uma alternativa responsável.

Acompanhe aqui

Eurodeputado Carlos Coelho em entrevista à TSF e ao JN dentro de momentos.

Retomados os trabalhos do congresso

Paulo Mota Pinto declara aberta a sessão da tarde. Embora mais preenchida do que se verificou ao longo de toda a manhã, a sala do Super Bock Arena continua com cerca de metade dos lugares disponíveis vazios.

Sala quase vazia no fim da manhã gera críticas de quem sobe ao palco do Congresso do PSD

A manhã do segundo dia do Congresso do PSD terminou com a sala quase vazia, o que gerou críticas de alguns dos delegados que subiram ao palco para intervir num período menos mediático da discussão política.

Apesar de estarem inscritos mais de 900 delegados, quando se aproximava a hora de almoço eram apenas algumas dezenas os que se mantinham na sala, incluindo o novo presidente, Luís Montenegro.

Em contraste, eram muitos os que estavam no espaço exterior do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, quando ainda decorriam os trabalhos, o que mereceu críticas de congressistas que subiram ao púlpito.

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Montenegro exalta a "unidade e coesão"

À chegada ao congresso, e ainda antes das palavras de Paulo Mota Pinto, Luís Montenegro só tinha um objetivo: apelar à união.

"Creio que toda a gente já percebeu que estamos a viver um período de grande unidade e coesão no PSD. Isso é importante para aquilo que o país espera de nós e nós vamos dar essa resposta", garantia o líder social-democrata à entrada para o congresso.

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Mota Pinto responde a Montenegro: "À 2.ª feira é fácil ganhar no totobola"

Depois de Montenegro ter alertado, esta sexta-feira, que o PSD não conseguiu convencer os eleitores nas últimas legislativas, o ainda presidente da Mesa do Congresso, Paulo Mota Pinto, admite que essa é uma conclusão válida tendo em conta a vitória - e maioria - do PS, mas aproveita para uma achega: "À segunda-feira é sempre fácil ganhar ao totobola."

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Terminam os trabalhos desta manhã

Paulo Mota Pinto deixa indicação aos congressistas de que os trabalhos são retomados pelas 15h15.

Montenegro diz que Costa "foi fraco" e tem a "dignidade ferida"

Luís Montenegro diz ainda que Costa “é fraco” com Pedro Nuno Santos, e lembra que o primeiro-ministro demitiu João Soares por comentários nas redes sociais, pedindo que os Governo “fossem sérios mesmo à mesa do café”.

“Percebe-se agora que os ministros têm de ser sérios à mesa do café, mas não com o que enviam para Diário da República”, atira.

O líder do PSD diz que, finalmente, Pedro Nuno Santos meteu “as pernas a tremer a alguém”: “Não a um credor, mas ao primeiro-ministro.” Montenegro defende que “não há razão para o ministro das Infraestruturas se manter no cargo”.

“A dignidade do primeiro-ministro está ferida de morte. Se isto é permitido, todos podem fazer o que apetecer”, acrescenta.

Com todas as contrariedades no Governo, Montenegro diz, por isso, que há margem para o PSD "se reconstruir" como alternativa aos socialistas.

"Do PS já pouco ou nada podemos esperar, temos de ser o referencial da esperança. Estou muito motivado e ciente das responsabilidades. É um caminho longo e exigente, mas tenho ao meu lado este grande partido", diz.

Para terminar, Montenegro pede aos militantes "que acreditem", fazendo uma oposição "que denuncia e apresenta um caminho diferente".

"Vamos fazer isso e dar ao país uma nova maioria", conclui, com os aplausos de pé de todos os congressistas.

Luís Montenegro acaba de chegar

Sem levantar ondas, mas também sem passar despercebido, o novo líder do PSD toma o seu lugar na primeira fila da plateia.

Arrancam os trabalhos

A manhã vai ser marcada pela apresentação de algumas moções, seguindo-se as intervenções dos congressistas que para tal se inscrevam.

Paulo Mota Pinto pede aos congressistas que tomem os seus lugares

Está prestes a iniciar-se o segundo dia de trabalhos do PSD.

PSD prepara-se para o segundo dia de congresso

O início dos trabalhos estava marcado para as 10h30 deste sábado, mas perto das 11h00, nem um quarto da capacidade da sala está preenchida.

No palco também só há, para já, dois membros da mesa.

Ouça o comentário do diretor da TSF e comentador de Política, Domingos de Andrade, ao discurso de Luís Montenegro

Governo "desfocado", Costa "distraído" e tudo "muito mais caro"

"Portugal precisa mesmo de nós e nós não vamos virar as costas a Portugal", assegura Luís Montenegro, que renova o desafio para que se percebam as "preocupações mais imediatas das pessoas".

Voltando a mira para o Governo, o social-democrata diz que o executivo anda "desfocado" e o primeiro-ministro "distraído".

As despesas dos portugueses não são agora "mais caras", são "muito mais caras", devido a um processo de inflação "agravado" pela guerra.

Questionando as respostas do Governo, Luís Montenegro acusa o executivo de falta de respostas e de "assobiar para o ar".

"Nós, no PSD, vamos trabalhar para apresentar medidas concretas neste domínio e, nas conclusões deste congresso, terei ocasião de deixar já algumas linhas orientadoras do que o Governo pode fazer", lança.

Com uma receita fiscal "maior", o Governo "tem obrigação moral" de ajudar mais.

Montenegro abre a porta ao diálogo sobre novo aeroporto, mas "não é muleta do Governo"

Luís Montenegro diz que, “no meio das incapacidades”, o país teve ainda “a mais estranha e mais mal explicada briga entre um primeiro-ministro e um ministro de toda a história democrática”. O líder do PSD começa por dizer que, para ele, “o PSD não é e não vai ser a muleta do Governo quando é confronto com a sua incompetência”.

“Reconhecem que o país e Lisboa precisam de uma nova capacidade aeroportuária”, diz, lembrando o “consenso” que foi pedido por António Costa: “Até chegou a dizer, brincando com coisas sérias, que era o novo líder do PSD que ia decidir”.

Montenegro diz que “não trata dos assuntos com ligeireza e estados de alma”, mas sim com "sentido de Estado e proteção do interesse nacional".

"Transmitirei ao primeiro-ministro a posição sobre este assunto, assim como os requisitos para um eventual diálogo", acrescentando que "a nova direção do PSD não aceita chantagens".

Polémica com o novo aeroporto: "Como é que António Costa quer ser levado a sério?"

Sobre toda a polémica dos últimos dias, Montenegro questiona: "Como é que o Governo quer ser levado a sério", quando afirma querer dialogar e, ao mesmo tempo, publica um despacho com um plano para o novo aeroporto.

"Como é que António Costa quer ser levado a sério?", questiona, lembrando que até a avaliação ambiental da novo solução para o aeroporto "já tinha sido adjudicada".

Montenegro deixa uma nova questão: "Todo este contexto pode resumir-se a um erro de comunicação". Respondendo logo e seguida: "Ninguém acredita".

O líder do PSD pede mesmo ao primeiro-ministro que diga ao país "se este caminho estava a ser trabalho para ser apresentado". Mas, ainda assim, "qualquer resposta será má".

Problemas na saúde ligados a "complexo ideológico" socialista

Os problemas na saúde, "muitos deles", estão "intimamente ligados ao complexo ideológico do PS, do Governo e da senhora ministra da saúde", acusa Montenegro, após ter assinalado que os socialistas de "extremaram" ideologicamente nos últimos anos.

No caso dos médicos de família, "juntam o complexo ideológico à falta de palavra dada", com a existência de mais de um milhão de portugueses a quem ainda não foi atribuído um clínico.

Montenegro vai passar "uma semana em cada distrito" a partir de setembro

Montenegro tem o objetivo de que, daqui a dois anos, o movimento "Acreditar" seja capaz de "fixar a base programática" para as legislativas de 2026, pelo que os próximos dois anos "são para isso".

"Diria que à velha moda do PPD", com o contacto local pelo país fora. "Eu serei a locomotiva dessa relação direta com as populações".

"A partir de setembro passarei uma semana em cada distrito de Portugal", anuncia.

Montenegro e a "hegemonia" do PS: "Alguma coisa tem de estar mal connosco"

Luís Montenegro diz que “a hegemonia socialista teve um protagonista”, António Costa, que “esteve em todos” os ciclos políticos do PS. O novo líder do PSD defende que “depois de uma bancarrota e de estarmos a pagar impostos como nunca pagámos”, não entende como é que o PS “continua a ganhar eleições”.

“Se juntarmos a isto uma taxa de risco de pobreza e baixos salários, a juntar a fraco serviços públicos, como é que continuam a ganhar eleições? Temos de perceber”, pede.

Montenegro diz que o PSD só governa em situações de crise, e deixa uma crítica à anterior liderança: “Não são os eleitores que estão errados, somos nós que não os estamos a convencer”.

É preciso, por isso, "uma renovação do PSD", com uma "relação de maior afinidade com as pessoas", abrindo mais o partido: "Temos de andar mais na rua e valorizar o que temos cá dentro, que são os militantes".

"Não podemos agredir os que dão a cara por nós", atira, em mais uma crítica a Rui Rio.

Montenegro pede o "exemplo" a partir de dentro, sendo bastante aplaudido pelos congressistas, propondo uma reforma do partido, em que será auxiliado por Paulo Colaço, presidente do Conselho de Jurisdição que vai cessar funções.

Ainda assim, assume que o programa eleitoral de Rui Rio "era um bom programa eleitoral", mas não houve tempo para o apresentar às pessoas.

Montenegro recorda crescimento económico nos governos de Cavaco Silva

"Não vamos tapar o sol com uma peneira." Nas últimas eleições, assinala, os portugueses deram "mais quatro anos" de poder ao PS, o que quer dizer que "em 30 anos, vai governar 24".

Assim, no final da atual legislatura, será "cada vez mais difícil" recordar a década que elege como de grande desenvolvimento, com os governos de Cavaco Silva.

"A economia cresceu, em média, seis vezes mais do que cresceu nos últimos 20 anos, e estou a retirar os dois anos de pandemia", conta o líder social-democrata, realçando também os "ciclos de investimento público" na saúde, educação, justiça, cultura, desporto e habitação.

Na história mais recente, com o governo "patriótico" de Passos Coelho, o país teve de "enviar a troika de volta".

Rio critica falta de reformas: "Quanto mais tempo passa, maior é o enquistamento e a força da teia de interesses individuais"

Sobre o Governo socialista, Rui Rio diz que “Portugal se preparou mal para um cenário de adversidade”, dado o “elevadíssimo” endividamento do “Estado, das empresas e das famílias”.

“Os fracos níveis de produtividade, para os quais este Governo nunca foi capaz de desenhar uma estratégia de ação consequente, acrescidos de descapitalização da economia e da baixíssima, taxa de poupança nacional”, acrescenta.

Rio lembra que Portugal tem hoje “uma carga fiscal recorde, com uma degradação brutal dos serviços públicos”, falando num "patamar terceiro-mundista" na administração pública.

O presidente do PSD defende que o Governo se escusou a fazer reformas, "com uma incapacidade reformadora", como é o caso da Justiça: "Desafiei o PS para um consenso, mas a resposta foi o silêncio e passividade".

O ainda líder do partido afirma que "quanto mais tempo passa, maior é o enquistamento e a força da teia de interesses individuais".

Rio na despedida: “Preparei a saída sem dramas e sem truques”

Dirigindo-se agora para Luís Montenegro, o ainda líder do PSD, que assume que vai deixar a vida política, diz que “há sempre princípio, meio e fim”, num “curso natural”. Rui Rio acrescenta que na política “não se deve afrontar valores nem princípios”.

“E, depois, o saber estar. Despedido de vaidade e de mentira”, atira, garantindo que “passa o testemunho sem desprendimento” e com “respeito a quem nós confiou”.

Rui Rio diz que encara a saída “com naturalidade e sempre consciente”: “Preparei-a sem dramas e sem truques”.

“Em nome de Portugal, espero que o PSD prossiga como sempre prosseguiu e vença como sempre venceu. Cá estaremos todos para ter esperança e para acreditar que assim continuará a acontecer”, atira, numa referência ao lema da candidatura de Luís Montenegro.

Luís Montenegro lembra percurso de Rio: "Vida de serviço aos portugueses"

Nesta altura, tem a palavra o novo líder do PSD, Luís Montenegro, começando por saudar “todos os que participam no congresso”, deixando uma palavra especial para os membros que terminam funções.

“De uma forma ainda mais especial, ao Dr. Rui Rio, que tem uma vida pública de serviço a Portugal e aos portugueses”, expressando “respeito” pelo esforço como líder do PSD e autarca no Porto.

Luís Montenegro fala também, diretamente, para Jorge Moreira da Silva, dizendo que “a consideração aumenta” depois do confronto nas diretas, “com uma campanha com elevação, em que cada um defendeu o que queria para o partido”.

Recordando também para “quem partiu”, Montenegro recorda António Almeida Henriques, antigo autarca de Viseu, levando a um aplauso de pé dos congressistas.

"Não somos socialistas" nem "excessivamente liberais"

Sem esquecer o sentido de responsabilidade, Montenegro assinala que o PSD "não é só" dos que estão no congresso, mas propriedade "da democracia em si mesma".

"Temos todos de estar à altura de um legado de 48 anos de história, onde em muitas ocasiões e em muitas funções o PSD foi determinante para a vida das pessoas", sublinha o novo líder do partido, realçando a necessidade de representar quem confiou no partido a nível parlamentar, nas regiões autónomas e nas autarquias.

"Em todas essas dimensões a nossa obrigação é representarmos os interesses de todos, de toda a sociedade, com respeito pela nossa matriz ideológica e identitária. Somos um partido que nunca se descaracterizou nem vai descaracterizar", garante Montenegro, assinalando ainda o que o partido não é: "Não somos socialistas" nem "excessivamente liberais".

"Tenho um grande honra em ser presidente do meu partido de sempre"

Luís Montenegro lembra agora o congresso onde Francisco Sá Carneiro se conciliou com o partido, voltando à presidência, deixando o desafio de se afirmar como alternativa ao socialismo, com um projeto “diferenciador”.

“No dia 1 de julho de 1978, Sá Carneiro pediu um rompimento com o socialismo, que haveria de vingar um ano depois”, afirmando que “é essa a tónica” para este congresso.

Luís Montenegro diz que, tal como Sá Carneiro, quer centrar-se nos “problemas das pessoas”: "Não podemos ignorar que há pessoas que esperam as respostas que podem conferir mais bem estar e qualidade de vida".

O novo presidente do partido lembra que se inscreveu no PSD aos 18 anos, “e não depende da política”, apesar do trabalho como deputado e autarca, defendendo “a abertura do partido a mais cidadãos”.

"Apesar do respeito democrática que devemos ter por todos os cidadãos, tenho um grande honra em ser presidente do meu partido de sempre", atira.

Nesta altura, tem a palavra o novo líder do PSD, Luís Montenegro, começando por saudar “todos os que participam no congresso”, deixando uma palavra especial para os membros que terminam funções.

“De uma forma ainda mais especial, ao Dr. Rui Rio, que tem uma vida pública de serviço a Portugal e aos portugueses”, expressando “respeito” pelo esforço como líder do PSD e autarca no Porto.

"Mimetismo de fraca criatividade" tenta convencer os portugueses de que "o PSD está a definhar"

O social-democrata assinala que foi com "plena consciência" da realidade do mundo que o PSD se posicionou nos últimos anos, afastando quaisquer acasos da proposta de revisão da Constituição, da alteração do sistema eleitoral, da descentralização, da reforma da justiça ou da alteração da vida interna do partido.

O PSD acredita que, sem uma "política reformista", o país "continuará a definhar", independentemente de quem governe, deixando uma crítica a quem contrata "técnicos de marketing a peso de ouro" para "mandarem repetir o que o eleitor quer ouvir".

"Infelizmente, o populismo não é um exclusivo das forças extremistas, nem do mimetismo que caracteriza a maior parte da opinião pública", atira Rio, que acusa o "mimetismo de fraca criatividade" de tentar convencer os portugueses de que "o PSD está a definhar".

Rio alerta para "crises sociais" e "fortalecimento" de políticas extremistas

Rio destaca, no plano externo, a guerra na Ucrânia como fator de incerteza, "inimiga estrutural do crescimento económico" e o combate às alterações climáticas como "decisivo" para o futuro da humanidade, numa urgência "por demais evidente".

A nível europeu, o ainda líder do PSD exalta o aumento do preço da energia e a necessidade de "crescentes gastos com a Defesa" num momento de "excessivo endividamento público" em muitos dos Estados-membros.

Preocupado também com a inflação em níveis "de há 30 anos", Rio alerta que este é terreno fértil para "crises sociais" e "fortalecimento" de políticas mais extremistas.

PS "está a conduzir Portugal para um patamar de atraso e ineficácia"

O ainda presidente social-democrata assinala o empenho de "milhares militantes" nas eleições disputadas nos últimos quatro anos e meio e assinala que nunca na história da democracia portuguesa houve "tantos atos eleitorais concentrados".

Num agradecimento geral, Rui Rio recorda também António Topa e Zeca Mendonça, que serviram o PSD "com altruísmo e com dedicação".

Por fim, uma "saudação pública" a Luís Montenegro, sobre quem "pesa a responsabilidade" de uma tarefa que Rio assinala como difícil.

"Faço votos para que consiga construir uma alternativa social-democrata ao Governo do PS que, como já se adivinhava e como o PSD sempre disse, está a conduzir Portugal para um patamar de atraso e ineficácia".

Montenegro à espera de "disponibilidades" para formar direção

"É uma alegria grande podermos estar aqui e dar início a um novo ciclo na vida do PSD", assinala Luís Montenegro à chegada ao Pavilhão Rosa Mota.

Já fez "alguns" convites para a sua direção, mas ainda tem "outros para fazer". Primeiro quer "ouvir disponibilidades" no congresso.

Questionado sobre a saída de Paulo Mota Pinto da liderança da bancada parlamentar, o líder do PSD diz que não decidiu nada e deixa a decisão nas mãos dos deputados.

Atrasos no aeroporto. "A responsabilidade não é do PSD, é mentira"

Numa entrevista à SIC Notícias antes do Congresso do PSD começar, Rui Rio disse que o seu primeiro objetivo na política e como líder da oposição nunca foi criar mossa no Governo, foi servir Portugal. E defende que os atrasos no avanço do novo aeroporto de Lisboa não são responsabilidade dos social-democratas.

"Não há Montijo porque há duas câmaras municipais, na altura do partido comunista, que não permitiram que isso acontecesse. Estive disponível para se fazer a avaliação ambiental estratégica e para mudar a lei do país que se aplica transversalmente a tudo. A responsabilidade não é mesmo do PSD, é mentira", sublinhou Rio.

Miguel Albuquerque "disponível", mas com uma condição

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, declara-se "disponível" para desempenhar um papel na nova estrutura pensada por Luís Montenegro, mas tem uma condição: a de "fazer oposição".

"Se é para fazer o politicamente correto, com medo de pisar ovos, não contem comigo", garantiu.

Questionado sobre se recebeu um convite para presidir à mesa do Congresso, negou.

"Estou na Assembleia em julho e depois vou parar"

Sem planos sobre o futuro, Rui Rio confessa que, para já, não pensa candidatar-se à Presidência da República. Nos próximos meses vai parar, fazer umas férias.

"Acho que não vou pensar nisso, neste momento não tenho vontade nenhuma. Vou parar, faço umas férias a sério e nessas férias vou fazer uma reflexão sobre aquilo que me pode apetecer fazer agora", revelou.

O social-democrata considera também que o seu posicionamento em relação ao Chega sempre foi claro.

"Coisa diferente é aceitar que os deputados do Chega votassem a favor de um Governo do PSD para não haver um Governo do PS", defende.

Fazendo uma retrospetiva dos últimos anos, enquanto líder do partido, considera-se resiliente.

"Resiliente sou, seguramente. Fui toda a vida", acrescentou.

Apoiado por Montenegro, Miranda Sarmento fala de "desintegração" acelerada do Governo

Em declarações à TSF, Joaquim Miranda Sarmento diz ter o "claro" apoio de Luís Montenegro para chegar a líder da bancada parlamentar do PSD.

"Desde ontem recebi bastantes mensagens de colegas, espero contar com todos", assumiu.

Questionado sobre se o Governo parece estar em fim de ciclo, Miranda Sarmento diz que sim e antevê "quatro anos difíceis para o país".

O Governo tem "falta de coesão interna e espírito reformista" e está "num processo muito acelerado de desintegração e conflito", atira também, assinalando desde já que pode ser, em articulação com Montenegro, também um líder da oposição a partir do Parlamento.

Sobre Paulo Mota Pinto, que cessou funções como líder parlamentar, Miranda Sarmento diz contar com "um ativo muito importante do partido".

"Da minha parte, tenho toda a confiança de que contarei com ele, como conto com todos os deputados do PSD."

Unir, Convencer, Vencer: os desafios que Montenegro tem pela frente

Congresso de entronização de Luís Montenegro arranca esta sexta-feira, no Porto, com muitas surpresas por revelar: quem fará parte dos órgãos do partido e que oposição interna poderá ter o novo líder? Para já, os desafios de Montenegro resumem-se a "unir, convencer e vencer".

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Rio aplaudido de pé no início do fim
Paulo Mota Pinto declara aberto o congresso

Alberto Machado, da comissão política distrital do Porto, a jogar "em casa" toma a palavra.

Citando Almeida Garrett, assinala que na cidade "há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão" e acusa a governação socialista de ser "totalitária e castradora" da vida dos portugueses.

"O valor base do PSD são as pessoas, somos o partido que acredita nas pessoas e nas suas capacidades", celebra, e lamenta que os portugueses sejam "vítimas" da atual governação.

"A trapalhada do futuro ex-aeroporto já era grave por si só, mas alastra-se a todas as áreas", ataca.

Rui Rio e Luís Montenegro entram juntos na sala sob fortes aplausos

O líder que sai e o líder que aí vem dão início aos trabalhos do 40.º congresso do PSD.

"PSD!, PSD!, PSD!" é o que ressoa.

"Pedimos a todos que ocupem os vossos lugares"

São os últimos preparativos para o arranque dos trabalhos. O congresso do PSD leva quase uma hora de atraso.

"Enorme expectativa" perante um "governo em desagregação"

Jorge Moreira da Silva, candidato derrota nas últimas diretas do PSD, fala de um momento sensível para o país e de um "governo em desagregação".

"Há uma enorme expectativa em relação ao PSD", lança desde já, deixando mais dados para a intervenção que fará este sábado no congresso.

Sala começa a compor-se

Há quem se dirija de imediato ao seu lugar, há quem pare para tirar uma selfie com o palco como plano de fundo e há ainda quem aproveite para "pôr a conversa em dia".

Uma coisa é certa: o congresso do PSD já não começa a horas. Estava marcado para as 21h00.

Rui Rio já está no local do 40.º congresso do PSD

Não prestou declarações aos jornalistas à chegada ao local.

Montenegro "tem de falar para aqueles que debandaram do PSD, pelo menos em termos de votos"

Guilherme Silva, antigo líder parlamentar do PSD, identifica um "ganho acrescido" para o partido criado pela nova direção.

Em declarações à TSF, desafia Montenegro a montar uma "alternativa consistente" à maioria absoluta do PS, sem esquecer que há uma guerra em curso que pode afetar o poder a nível mundial.

"Sairá deste congresso uma nova geração que terá o seu lugar", antecipa também Guilherme Silva, que lança desde já uma mensagem de "renovação do país".

Questionado sobre os novos desafios à direita, reconhece um "quadro completamente novo", com o surgimento de dois partidos "que já causaram danos bem mais profundos noutros, como é o caso do CDS".

O PSD "tem de mostrar a quem tem mantido essa fuga para esses partidos à direita que há razões" para acompanhar os sociais-democratas.

"Tem de falar para aqueles que debandaram do PSD, pelo menos em termos de votos, é preciso recuperá-los", alerta.

Sobre o PSD/Madeira, Guilherme Silva reconhece que espera um novo papel do braço insular do partido.

Chegada de Luís Montenegro estava prevista para as 20h30, mas o líder eleito do PSD ainda não está no Pavilhão Rosa Mota

Tem a palavra...

É aqui que, esta noite, Rui Rio vai fazer o discurso com que encerra a sua liderança do PSD. Foi em 2018 que sorriu ao ser eleito pelos sociais-democratas e agora, quatro anos depois, dá o lugar a Luís Montenegro.

Tudo a postos no Porto para o arranque do 40.º congresso do PSD

Num pavilhão decorado em tons de laranja, o PSD prepara-se para a liderança de Montenegro.

São catorze as filas em que os congressistas vão sentar-se perante o palco. Nele, há duas mesas a ladear um púlpito que ocupa a posição central da reunião.

Ao fundo à direita, o busto do sempre presente Francisco Sá Carneiro, ao lado das bandeiras do PSD, de Portugal e da União Europeia.

Rio despede-se antes de Montenegro dizer o primeiro grande "olá"

O 40.º Congresso do PSD arranca esta sexta-feira, no Porto, com a primeira intervenção de Luís Montenegro e a última de Rui Rio, e ainda com ecos da primeira grande polémica do atual Governo, centrada no futuro aeroporto.

Também na véspera do Congresso, desfez-se uma das principais incógnitas do futuro próximo do partido: o líder parlamentar, Paulo Mota Pinto, anunciou que deixará o cargo a pedido de Luís Montenegro e convocará eleições para 12 de julho.

Pouco depois, Joaquim Miranda Sarmento - que integrou a direção de Rui Rio e coordenou a moção de estratégia de Luís Montenegro - anunciou a sua candidatura ao cargo, que disse apresentar "em estreita ligação" com Luís Montenegro.

A reunião magna tem arranque marcado para as 21h00 e o primeiro momento forte será o discurso de despedida do ainda presidente Rui Rio, que deverá fazer um balanço dos quatro anos e meio de liderança do partido.

De seguida, o Congresso ouve a primeira intervenção de fundo do presidente eleito, Luís Montenegro, que, tradicionalmente, é focada na apresentação da proposta de estratégia global, intitulada "Acreditar".

"Luís Montenegro triunfará porque o PSD se vai recriar"

Em declarações à TSF, o ex-secretário de estado, António Leitão Amaro, mostrou o desejo de, no futuro, com a nova liderança do partido, poder existir "um estado onde as pessoas possam pagar menos impostos".

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Crise no Governo abre oportunidade ao PSD? "Não vale a pena iludirmo-nos"

Em declarações à TSF, o autarca de Aveiro defendeu a importância de Luís Montenegro assumir "as diferenças do PSD em relação ao Governo" e explorar as "fragilidades" do executivo de António Costa.

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A afirmação de Luís Montenegro enquanto líder, a definição de como o PSD pode assumir-se enquanto maior partido da oposição e, finalmente, a pacificação. Para o politólogo António Costa Pinto, são estes os grandes objetivos do congresso que arranca esta sexta-feira.

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