"Não há soluções sem espinhas em matéria de aeroportos"

Pedro Nuno Santos defende que o novo aeroporto em Alcochete "dá-nos possibilidade para crescer".

PorTSF
© José Sena Goulão/Lusa

O ministro das Infraestruturas diz que já não é possível esperar mais para encontrar uma solução para substituir o aeroporto Humberto Delgado. Em declarações à SIC Notícias, Pedro Nuno Santos admitiu que não há soluções sem espinhas e era preciso decidir rapidamente.

"Não há soluções em matéria de aeroportos sem espinhas. Todas elas têm vantagens e desvantagens. Só que nós já andamos há 50 anos, temos mais 17 localizações estudadas nos arquivos no Ministério das Infraestruturas", adianta, sublinhando que, com esta solução, "conseguimos que rapidamente tenhamos mais aviões e mais passageiros a chegar a Portugal".

Ouça aqui as declarações de Pedro Nuno Santos

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"Ao mesmo tempo, começamos desde já a preparar uma solução que dá uma maior longevidade à infraestrutura. Só para termos uma ideia nós temos uma pista no aeroporto de Lisboa. O aeroporto de Madrid, que é o principal concorrente que temos, tem já quatro pistas, recebem 100 milhões de passageiros. Nós precisamos de crescer e obviamente que Alcochete dá-nos essa possibilidade de crescer. Se quisermos crescer no futuro, já quando não formos nós a decidir, as futuras gerações têm ali um espaço que lhes permite essa expansão", acrescenta.

O Governo decidiu avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passa por avançar com o Montijo para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o aeroporto Humberto Delgado.

Segundo o Ministério das Infraestruturas, o plano passa por acelerar a construção do aeroporto do Montijo, uma solução provisória para responder ao aumento da procura em Lisboa, complementar ao aeroporto Humberto Delgado, até à concretização do aeroporto em Alcochete, que aponta para 2035.

Os presidentes das câmaras municipais que vão ser abrangidos pela solução encontrada para a construção do novo aeroporto da Área Metropolitana de Lisboa aceitam a decisão, mas levantam questões. Já os partidos da oposição questionam a decisão.

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