Polémica com Galamba. Costa diz que governantes "têm de conter-se" e responde a Ventura com um ataque

Primeiro-ministro assumiu que o secretário de Estado usou uma "expressão que não é adequada".

PorCátia Carmo
© Tiago Petinga/Lusa

André Ventura trouxe ao Parlamento as polémicas declarações do secretário de Estado João Galamba sobre o programa Sexta às 9, da RTP, e afirmou que o caso seria considerado bem mais grave se as palavras tivessem sido proferidas pelo líder do Chega.

"Se fosse o André Ventura, mãe do céu!", atirou o deputado.

Em resposta, António Costa assumiu que os governantes "têm de saber conter-se" e que Galamba usou uma "expressão que não é adequada". Mas não ficou por aqui.

"Essa não é a expressão adequada e os membros do Governo têm de ter particulares nervos de aço para ouvirem mesmo as coisas mais desagradáveis. É o que faço, roo um bocadinho mais as unhas. Ninguém tem dúvidas de que o senhor deputado nunca diria isso sobre o Sexta às 9", atacou António Costa.

O secretário de Estado escreveu na rede social Twitter, no sábado, o seguinte: "Lamento, mas estrume só mesmo essa coisa asquerosa que quer ser considerada 'um programa de informação'", aludindo ao programa Sexta às 9, da RTP1.

Apesar de ter sido apagado, o controverso tweet continua visível nas redes sociais numa captura de ecrã feita pelo utilizador a quem João Galamba o dirigiu e que foi divulgada por vários meios de comunicação.

No domingo, a direção de informação da RTP repudiou as palavras de João Galamba, considerando que "atentam contra o bom nome da RTP e da sua jornalista Sandra Felgueiras" e desrespeitam a liberdade de informação.

Na segunda-feira, o ministro do Ambiente admitiu que o seu secretário de Estado adjunto e da Energia usou "linguagem desajustada" para criticar um programa de informação, mas considerou que o próprio João Galamba o reconheceu ao apagar o seu comentário.

"Para mim, o assunto está encerrado. Não acho, de facto, e sobretudo parece-me evidente que [João Galamba] também não acha, que esta seja a melhor forma de fazer comentários", referiu João Pedro Matos Fernandes, argumentando que "o comentário, de uma linguagem desajustada, foi imediatamente retirado e isso corresponde ao arrependimento de quem fez o comentário".

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