Transportes, hospitais e grandes superfícies. Saiba onde o uso de máscara continua a ser obrigatório

António Costa explica que no comércio local não é necessário o uso de máscara, mas sim em situações de risco, como em lares e hospitais.

PorFrancisco Nascimento
© Tiago Petinga/Lusa

A Assembleia da República deixou cair a exigência de máscara na rua, mas o Governo continua a exigir a medida em locais com aglomerados. A máscara mantém-se obrigatória nos transportes públicos, visitas aos hospitais, espetáculos culturais sempre que não exista distância de dois metros entre as pessoas, assim como nas grandes superfícies comerciais.

"Passamos, por isso, a uma fase que assenta na responsabilidade individual de cada um. Não podemos esquecer que a pandemia não acabou, e que embora controlada, o risco permanece. Sabemos que as vacinas não asseguram imunidade total, e há uma faixa muito pequena de recusa de vacinação", disse o primeiro-ministro, no final do Conselho de Ministros.

Costa alerta, por isso, que o risco existe, e Portugal recebe turistas de vários pontos do mundo, pelo que é essencial prudência. O primeiro-ministro lembra que o inverno, com frio, pode traduzir-se em infeções respiratórias, como a gripe, assim como um maior risco de contaminação com a Covid-19.

"Temos que continuar a assumir um dever individual de prevenir e combater a pandemia. Isso pressupõe que tenhamos segurança", disse.

António Costa reforça que as decisões do Governo confirmam o que foi antecipado em junho, "com base nas previsões". "No dia 1 de outubro, o conjunto de medidas entrarão em vigor", explicou, respondendo às críticas de eleitoralismo.

António Costa reforçou, pouco depois, que no comércio local não é necessário o uso de máscara, mas sim nos espaços em que há pessoas em situação de risco, como em lares e hospitais. "Nas salas de cinema com espaço, sem que as pessoas estejam em cima umas das outras, podem estar sem máscara", diz.

Costa lembra que Portugal "já tem uma experiência consolidada" com a pandemia, pelo que as pessoas já não têm que usar máscara, mas devem continuar a prevenir a doença.

"Todos compreendemos que a exigência de máscara não faz sentido daí a necessidade de certificado. Esperamos que esta seja uma medida que vá desaparecendo", apontou.

Nos hipermercados e em outras grandes superfícies, o uso de máscara vai continuar a ser obrigatório, e a medida é bem aceite pelo setor do grande retalho. Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação de Empresas de Distribuição, nada tem a contrapor a esta decisão. "É algo que entendemos com naturalidade. Eu diria que os consumidores já têm este hábito enraizado, e esta cautela entende-se por parte do Governo."

Gonçalo Lobo Xavier garante que os profissionais dos hipermercados continuam a operar tendo por referência as normas de segurança como a higienização das mãos, e sublinha que outubro, novembro e dezembro são meses muito importantes para o retalho especializado, pelo que é fundamental não haver descuidos para que não ocorra uma marcha-atrás no desconfinamento.

Ouça as declarações de Gonçalo Lobo Xavier.

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Tal como nos hipermercados, também nos centros comerciais o uso de máscara vai continuar a ser obrigatório. Rodrigo Moita de Deus, diretor executivo da associação que representa o setor, vai pedir esclarecimentos ao Governo sobre a decisão, mas não prevê qualquer desrespeito à medida.

"Os nossos utentes sabem que os centros comerciais são dos espaços mais organizados do país", fundamenta Rodrigo Moita de Deus, enaltecendo as suas "equipas muito profissionais". Contudo, o responsável acredita que a perpetuação da medida é mais desconfortável para os consumidores.

Rodrigo Moita de Deus acredita que os centros comerciais vão continuar a cumprir as regras.

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* Atualizado às 20h33

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