Ana Catarina Mendes, Medina, Vieira da Silva e Pedro Nuno Santos. Sem leituras políticas e à mesa "com muito gosto"

A união marca o discurso de três dos quatro protagonistas, à entrada para um congresso em que o PS se mostra coeso, pelo menos em torno em torno de António Costa. Pedro Nuno Santos não falou, porque chegou atrasado.

A reunião ainda mal tinha começado e o incidente que marcaria o 23º. Congresso Nacional do PS já estava encontrado. Pedro Nuno Santos foi o último dos possíveis candidatos à sucessão de António Costa a chegar. Com um ar descontraído, mas passo acelerado, Pedro Nuno Santos atravessou o longo parque da Portimão Arena, mas não quis explicar o atraso. Aos jornalistas deixou apenas votos de um bom congresso.

Mais pontuais foram os restantes nomes apontado à sucessão de Costa. Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva e Ana Catarina Mendes chegaram quase em simultâneo e com um discurso semelhante.

A ministra Mariana Vieira da Silva garantiu que este ainda não é a hora para discutir a liderança. "A constituição da mesa do congresso não depende de nenhum futuro. Já há três anos fiz parte da mesa do congresso, e acho que não devemos interpretar excessivamente essa questão. Faço-o com muito gosto, participo neste congresso com muito gosto."

A governante preferiu destacar que se trata de "um congresso importante" para o desenho das políticas "que permitam recuperar o país e construir um futuro melhor para todos os portugueses". Por isso, rejeitou leituras alternativas ao seu protagonismo. "Não faço leitura política, estou na mesa com muito gosto", argumentou.

Quanto à possibilidade de o partido vir a ser liderado por uma mulher, Mariana Vieira da Silva conciliou fatores essenciais para que tal suceda. "Há duas coisas importantes: uma é que os partidos sejam liderados por quem consiga fazer esse trabalho, de liderança, de união do país em torno do seu progresso."

Lembrando que o número de mulheres ministras tem aumentado, a governante considerou inevitável que o PS venha a ser liderado por uma mulher. "A participação das mulheres na política também é algo muito importante, algo em que o país tem melhorado muito nos últimos anos, felizmente. Um dia acontecerá, porque é assim o evoluir dos tempos."

Uma opinião que a líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, também formula: "O tempo há de fazer-se, e é evidente que hoje, com tantas mulheres na vida política em todos os partidos, há de haver um dia em que teremos uma mulher à frente dos destinos. Este não é esse tempo."

A líder parlamentar foca-se, em vez disso, no debate do futuro do país. "O Partido Socialista sempre demonstrou que é um partido plural em que todas as vozes cabem", sustentou.

Também para Medina este não é o momento para discutir a liderança, até porque, lembra, Costa acabou de ser reeleito secretário-geral do PS. Leituras políticas são, por isso, rejeitadas. "Não sei, façam-nas vocês. A leitura que tenho é que vou poder estar com os meus camaradas de partido, que muito estimo. Vamos poder falar mais sobre isso, e terei trabalho acrescido neste congresso na mesa."

O sucessor de Costa na Câmara de Lisboa espera, em vez disso, continuar a apoiar o secretário-geral e primeiro-ministro em todos os desafios que se atravessem. "Para mim importante foi a reeleição de António Costa, que eu apoiei de forma muito clara e entusiasta. Está agora a iniciar o seu mandato de secretário-geral, e o mandato será muito exigente. Espero poder estar a seu lado."

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