Ana Gomes espera que Rui Pinto possa mostrar "serviço público" em julgamento

Antiga eurodeputada saúda a redução do número de crimes pelos quais o pirata informático vai ser julgado.

A ex-eurodeputada Ana Gomes considera positivo que o pirata informático Rui Pinto vá ser julgado por menos crimes do que aqueles de que estava originalmente acusado pelo Ministério Público. Esta sexta-feira, soube-se que o hacker vai ser levado a julgamento por 93 crimes, menos 54 do que os 147 inicialmente indicados pelo Ministério Público.

À TSF, Ana Gomes diz que esta redução do número de crimes é "significativa" e espera que "em julgamento" Rui Pinto possa mostrar o "serviço público que efetivamente prestou".

"Só é pena que as autoridades não estejam a aproveitar para investigar", lamenta a antiga eurodeputada, que espera ainda ser possível "fazer valer a importância política do que foi a prestação de Rui Pinto como denunciante através do Football Leaks".

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu que o pirata informático Rui Pinto vai ser julgado por 93 crimes, entre eles 17 de violação de correspondência, um de extorsão na forma tentada, seis de acesso ilegítimo (três na forma agravada), um de sabotagem informática e 68 de acesso indevido. Para já, Rui Pinto mantém-se em prisão preventiva.

Caso Isabel dos Santos

Esta sexta-feira, Ana Gomes ficou a saber que o Tribunal de Sintra lhe deu razão no processo movido pela empresária angolana Isabel dos Santos, por considerar que o direito à liberdade de expressão e informação deve prevalecer sobre o direito da empresária ao bom nome e reputação.

O caso nasceu com acusações de lavagem de dinheiro publicadas por Ana Gomes no Twitter, que agora se mostra "satisfeita" com a decisão do tribunal e por este reconhecer a razão da antiga eurodeputada ao apelar às autoridades portuguesas "para exercerem os seus poderes de regulação e de supervisão".

Isabel dos Santos "sabe que tem de estar exposta a especial escrutínio pelo nível de investimentos que faz, pela origem desses investimentos e por boa parte desses investimentos serem feitos na banca portuguesa, havendo extraordinário riscos de utilização do esquema económico português para crimes económicos".

Para já, Ana Gomes indica que esta é apenas "uma fase de um processo que vai ser longo, não apenas em relação a Isabel dos Santos mas também a outros cleptocratas".

"O que sempre me preocupou mais são as cumplicidades em Portugal, o nível de corrupção e captura do Estado que isto implicou em Portugal, pelo que isto significa de infiltração e corrupção no sistema económico e político", garante.

Perante a decisão do tribunal, Ana Gomes não é obrigada a apagar as acusações que publicou no Twitter contra a empresária, como era intenção de Isabel dos Santos.

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