Ana Gomes "foi vítima de si própria"

O presidente do PS diz que a maioria dos socialistas votaram em Marcelo Rebelo de Sousa, já que Ana Gomes atacou o seu próprio partido ao longo de toda a campanha.

Para Carlos César, apenas uma pessoa é responsável pelos resultados de Ana Gomes nas eleições Presidenciais que se disputaram este domingo: a própria.

Esta manhã, em debate como o vice-presidente do PSD David Justino na antena da TSF, o presidente do Partido Socialista afirma que "Ana Gomes foi um pouco, nesta votação, vítima de si própria". Isto porque "antes de ser candidata atacou o PS, enquanto fez campanha eleitoral não deixou de o fazer e até no momento dos resultados eleitorais voltou a fazê-lo."

Se mais socialistas não votaram na única candidata que partilhava a sua cor política - e que acabou por ser a segunda mais votada na corrida a Belém com 12.97% dos votos, é porque esta "abusou daquilo que lhe soava como uma vantagem", considera.

Carlos César reitera ainda que o partido tomou uma decisão acertada em não apoiar formalmente nenhum dos candidatos.

"O PS fez, e fez bem, aquilo que lhe pareceu ajustado a uma eleição desta natureza (...) foi dizer 'esta é uma eleição de caráter unipessoal, uma eleição que não tem natureza partidária, os eleitores socialistas preenchem um largo espetro na vida política portuguesa, têm conceções e diferenciações na sua forma de ver a sociedade portuguesa e os seus protagonistas - vamos-lhes dar liberdade'."

O que acabou por acontecer foi que os eleitores socialistas "predominantemente votaram no candidato vencedor e alguns deles votaram em Ana Gomes".

Ou seja, defende Carlos César, o PS sai sempre a ganhar: "O máximo que se pode dizer sobre o Partido Socialista foi que teve o primeiro e o segundo lugar nesta eleição presidencial".

Num rescaldo das eleições presidenciais, Carlos César nota que "no seio da esquerda portuguesa há um reforço, ou pelo menos uma consolidação em crescendo do PS, e uma diminuição do poder eleitoral dos seus aliados dos últimos anos".

Os maus resultados de Marisa Matias (em quinto lugar com 3.95% dos votos) e de João Ferreira (em quarto lugar com 4.32% dos votos) não são uma surpresa. Já existiam, antes deste sufrágio, sinais de "alguma perda de influência do BE e de alguma estagnação do PCP", considera o presidente do PS.

Por outro lado, Carlos César "não diria que há uma crise na direita portuguesa", há, sim, diz, "uma recomposição de forças na direita, com mais Chega, e por isso com menos PSD e CDS."

Sobre André Ventura, Carlos César faz suas as palavras de David Justino: "é o que há de pior na política".

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