Ana Gomes promete paridade em nomeações e recebe ajuda para desmontar populismos

Candidata a Belém assegura paridade entre homens e mulheres nas nomeações que estão na dependência do Chefe de Estado. Socialista Tiago Barbosa Ribeiro junta-se à campanha para desmontar populismos sobre "subsidiodependência".

Se ao longo dos últimos dias, Ana Gomes tem vindo a vincar a importância do papel das mulheres na sociedade, agora deixa uma promessa se conseguir a eleição para Presidente da República: a paridade de género nas nomeações.

Na conversa online que tem vindo a manter com diversas personalidades ao longo desta campanha, Ana Gomes dedicou o tema deste sábado a "Portugal, país inclusivo para todos e todas". E prometendo um olhar atento às desigualdades e às minorias, a candidata prometeu "uma representação adequada das mulheres em todos os órgãos de decisão".

"É fundamental que seja assegurada a paridade de género, é fundamental que seja assegurada a representação de mulheres em todos os órgãos de decisão, designadamente aqueles que estão diretamente na dependência das nomeações feitas por quem é Presidente da República, é uma responsabilidade de que eu não me demitirei", sublinha a candidata que procurará também assegurar que "essas mulheres tratem de fazer a diferença".

Desmontar populismos

Na conversa deste sábado, um dos convidados foi o deputado socialista e presidente do PS Porto, Tiago Barbosa Ribeiro, que já tinha manifestado o apoio à antiga eurodeputada. Desta vez, voltou a fazê-lo realçando que esta é "uma candidatura em que se reveem muitos socialistas".

Tendo passado em revista o trabalho que tem vindo a ser feito pelo PS desde que chegou ao poder em 2015 no capítulo da defesa do Estado Social, Tiago Barbosa Ribeiro partiu para o ataque com um ponto prévio.

Considerando que "o Estado social é o cinto de segurança da nossa democracia" e que não perceber isso significa "perder muitos portugueses, no desespero, na miséria, para soluções políticas radicais", o deputado visa, sem nomear, o candidato André Ventura.

"O fermento dos populismos é muitas vezes o desligar social que as crises também fomentam, infelizmente, que exploram o medo, a desesperança, as divisões e, sobretudo, a mentira naquilo que são as políticas sociais", sublinha o dirigente do PS.

Dito isto, Tiago Barbosa Ribeiro tenta combater os argumentos da campanha da extrema direita sobre os subsidios sociais do Estado e a "ideia dos subsidiodependentes".

"O Rendimento Social de Inserção (RSI) em 2019, ano de pré-pandemia, abrangeu 267 mil beneficiários. Destes, 34% eram crianças, jovens e idosos. Subsidiodependentes? Bom, só se quiséssemos que os nossos idosos fossem trabalhar ou tivessmos trabalho infantil", ironiza.

Já sobre "um candidato radical" que "muitas vezes ouvimos falar e explorar o ódio social às minorias, nomeadamente à comunidade cigana", Tiago Barbosa Ribeiro tem dados para lhe apresentar: "Entre 3 e 6% beneficiários do RSI são da comunidade cigana".

Também para uma ala mais liberal, há uma farpa do deputado socialista, nomeadamente em altura de pandemia. "Os tempos são tão excecionais que até convertemos os adeptos da mão invisivel aos adeptos da mão visível do Estado. Antigamente falavam de cortes e de gorduras e agora pedem mais Estado e mais intervenção social", ironiza o deputado neste apoio declarado à candidata.

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