Anexação "ilegal". Embaixador da Rússia chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros

Governo português transmitiu ao diplomata a "firme rejeição e a inequívoca condenação" pela anexação de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chamou, esta segunda-feira, o embaixador da Rússia em Portugal para lhe transmitir a "firme rejeição e a
inequívoca condenação" pela anexação de quatro territórios.

"O Embaixador da Federação Russa em Lisboa foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo-lhe sido transmitida a firme rejeição e a inequívoca condenação do Governo português quanto à recente anexação pela Rússia dos territórios ucranianos de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson", lê-se no comunicado divulgado esta tarde pelo ministério liderado por João Gomes Cravinho.

No mesmo documento pode ler-se que o diplomata russo esteve reunido com o Diretor-Geral de Política Externa, Rui Vinhas, que lhe transmitiu a posição de que a anexação levada a cabo pela Rússia é "ilegal e que configura uma violação grosseira do Direito Internacional, cujos efeitos Portugal jamais reconhecerá".

Portugal apelou às autoridades russas que "anulem" a decisão e foi transmitido ao embaixador que anexação "põe em causa a ordem internacional e a arquitetura de segurança europeia". Assim, a União Europeia "adotará medidas restritivas adicionais e continuará a apoiar a integridade territorial e a soberania da Ucrânia".

O Presidente russo, Vladimir Putin, formalizou na sexta-feira em Moscovo a anexação de quatro regiões ucranianas - de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - áreas parcialmente ocupadas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.

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