António Costa está "otimista" e cauteloso quanto à nomeação de Timmermans

O primeiro-ministro português não esconde o "otimismo" em torno da possível nomeação do socialista Frans Timmermans para a liderança do executivo comunitário.

António Costa afirmou, este domingo, em Bruxelas que espera que seja encontrada "uma boa solução", para a distribuição das lideranças institucionais em Bruxelas, manifestando-se até "otimista" quanto à possibilidade do pré-acordo, para a nomeação do candidato por ele apoiado, chegar a vingar no final da cimeira.

"Continuo otimista de que hoje chegamos a uma boa solução de acordo", afirmou o primeiro-ministro, acreditando que Timmermans é aquele que "desde o princípio (...) reúne melhores condições para ser presidente da Comissão".

"Creio que há boas condições para que isso aconteça", disse à entrada para a cimeira, que arrancou com uma hora de atraso, num dia em que o presidente do Conselho se desdobrou em contactos, entre governos e líderes parlamentares, na esperança de que o nome que resultar do encontro deste domingo possa ser aprovado, posteriormente, no Parlamento Europeu.

"Mas vamos ver, seguramente que ainda temos muitas horas de reunião, antes de chegarmos [a uma conclusão] no final", disse António Costa, consciente de que "nada está fechado antes dos 28 falarem".

Uma das dificuldades nas negociações tem sido "obter equilíbrios entre famílias políticas", tendo havido múltiplas reuniões entre os vários líderes, mas as discussões deverão também garantir "um bom equilíbrio entre as diferentes partes da Europa (...) e bom equilíbrio de género", assegurando que "é preciso ter pessoas com o perfil adequado, para cada uma das funções", frisou Costa.

A escolha de um nome precisa do acordo de, pelo menos, 21 Estados-membros, representantes de 65% da população. Frans Timmermans tem, porém, a oposição do grupo dos quatro de Visegrado. Mas, mesmo assim, pode assegurar a nomeação no Conselho.

"Não me surpreende que países como a Polónia, como a Hungria - que tiveram um conflito direto com a Comissão sobre o respeito pelo Estado de Direito, pela independência do poder judicial -, tenham maiores dificuldades em apoiar", considerou o chefe do governo português, referindo-se ao processo liderado por Timmermans, enquanto vice-presidente da Comissão Europeia, sobre "os procedimentos por violação do artigo 7 [do tratado de Lisboa]".

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