António Costa lembra cortes no SNS feitos pelo anterior Governo

O primeiro-ministro afirmou que foi o investimento do atual Governo PS que permitiu aumentar o número de profissionais no setor da saúde.

O secretário-geral do PS, António Costa, criticou, este sábado, os cortes aplicados pelo anterior Governo PSD/CDS-PP no Serviço Nacional de Saúde (SNS), destacando que o atual executivo investiu no setor, que é "prioritário", e criou emprego.

"Na legislatura anterior foram cortadas cerca 1.300 milhões de euros ao financiamento do SNS, não só já repusemos esse corte como já aumentamos para 1.600 milhões de euros o aumento da despesa em saúde", recordou.

António Costa falava por videoconferência a partir da sede do partido em Lisboa, diretamente para militantes e simpatizantes do PS em Portalegre, no decorrer da terceira de quatro convenções temáticas que os socialistas estão a promover para a construção do programa eleitoral para as legislativas.

No decorrer da terceira convenção temática, tendo como palco a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre e perante um auditório totalmente preenchido, o líder socialista recordou ainda que o investimento que foi feito pelo atual Governo no SNS permitiu aumentar o número de profissionais nesta área, nomeadamente "mais 11 mil" profissionais.

"Bem sei que todos os dias ouvimos que há carências de pessoal neste e naquele hospital, e não podemos ignorar essa realidade, é verdade. Agora, há uma outra verdade que é preciso dizer, é que se tivéssemos prosseguido a política do anterior Governo faltariam ainda mais médicos, ainda mais enfermeiros, ainda mais técnicos de diagnóstico, ainda mais profissionais de saúde em todos os hospitais", disse.

Com um discurso baseado no setor da saúde, natalidade, precariedade, licença parental, habitação, sustentabilidade da segurança social, entre outros temas, António Costa não deixou de lançar algumas críticas ao anterior Governo.

Sobre os temas relacionados com a segurança social e a saúde, António Costa contou no decorrer da sua intervenção com o apoio dos ministros destas duas pastas que aproveitaram a ocasião para fazer um balanço daquilo que foi feito nestes setores, lançando ainda algumas bases para o futuro.

A criação de emprego também marcou presença no discurso do secretário-geral do PS, que recordou ao auditório que foram criados "350 mil novos empregos" ao longo dos últimos quatro anos.

"O dado talvez mais importante é que 89% destes novos empregos são empregos sem termo, contratos sem ser a prazo, contratos definitivos, contratos que dão segurança no emprego", disse.

Sobre as políticas de migração, António Costa mostrou-se também satisfeito com os resultados obtidos nos últimos anos.

"Nós, entre 2011 e 2016, tivemos sistematicamente saldos migratórios negativos. Em 2011, 2012 e 2013, sobretudo, e depois progressivamente reduzindo, houve sempre mais pessoas a sair do que mais pessoas a entrar em Portugal. Foi a inversão de políticas em 2015, o termos permitido virar a página da austeridade, termos mais crescimento, melhor emprego, maior igualdade que nós conseguimos criar um clima de confiança", sublinhou.

O "clima de confiança" originou, segundo o líder do PS "menos jovens a partir, menos não jovens a partir e, sobretudo, mais pessoas a regressarem" ou, pela primeira vez, a trabalhar em Portugal.

"Quer em 2017, quer em 2016, nós tivemos pela primeira vez saldos migratórios positivos, como não tínhamos desde 2011 e este é um dos grandes resultados da ação governativa que importa valorizar", disse.

Depois da quarta e última convenção temática, a 6 de julho em Braga, está marcada para 20 de julho uma convenção nacional onde António Costa espera "aprovar o programa" eleitoral para as legislativas de 06 de outubro e lembrou que não poderá haver falsas promessas.

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