António Saraiva acusa oposição de "taticismo": "São personagens que representam papéis"

O presidente da CIP reforça que o acordo de médio prazo na concertação social permite "estabilidade para o país".

Apesar das críticas da oposição, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defende que os patrões "não servem de respaldo a ninguém", muito menos ao Governo, e acusa a oposição de "taticismo" para "fazerem prova de vida".

A oposição, principalmente a esquerda, criticou as conclusões do diálogo em concertação social, que culminou no acordo de médio prazo, com Jerónimo de Sousa a defender que "quem ganha são os mesmos do costume", ou seja, as grandes empresas.

António Saraiva recebeu na manhã desta terça-feira o doutoramento honoris causa pelo Universidade Lusófona, numa cerimónia onde esteve o primeiro-ministro e vários elementos do Governo, entre os quais a ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Questionado sobre uma aproximação ao Governo, António Saraiva garante que a relação com a maioria absoluta tem "pontos de entendimento, mas também de divergência" e aproveitou para apontar o dedo aos partidos da oposição, que criticam "apenas por taticismo" e para "fazerem prova de vida".

"Os partidos, muitas vezes, preferem a tática à estratégia. E a tática lava-os a serem convenientes para fazerem prova de vida e a estarem contra esta ou aquela questão. Aquilo que se passa no Parlamento, muitas vezes, não é o que se passa nos bastidores, nos gabinetes, onde acabam por concordar com coisas que rejeitaram", atirou.

No Parlamento, os elementos dos partidos "são personagens que representam os seus papéis", critica António Saraiva, preferindo "taticismos partidários às estratégias de que o país necessita".

Indemnizações por despedimento? "Tudo perfeitamente esclarecido"

Depois da confederação do comércio ter ameaçado sair do acordo de concertação social, caso o Governo aplique retroativos a 2013 a nova regra das indemnizações por despedimento, o presidente da CIP esclarece que o problema está resolvido.

António Saraiva recusa que esta seja uma fratura entre a Concertação Social e o Governo... E explica que os patrões falaram com a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, que deixou garantias.

"Não há fraturas nenhumas. Há diferentes visões e estas interpretações estão perfeitamente esclarecidas. Tivemos oportunidade de sinalizar isso à ministra do Trabalho e o acordo será cumprido pelos que o assinaram", esclareceu.

A nova lei prevê o pagamento de 14 dias por cada ano de trabalho, a partir da entrada em vigor da lei, ou seja, sem retroatividade.

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