Marcelo Rebelo de Sousa, em Braga, nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
10 de Junho

Marcelo no 10 de junho: "É o povo a razão de sermos Portugal"

António Costa esteve ausente por motivo de doença. Marcelo lembrou que os municípios surgiram "antes de serem submetidos ao poder central".

O "povo português" foi o grande protagonista da intervenção do Presidente da República, esta manhã nas comemorações do 10 de junho, em Braga: "Portugal é o seu povo", disse Marcelo Rebelo de Sousa destacando que "sem a arraia-miúda, não teríamos o Portugal que hoje temos".

Numa intervenção sem conteúdo político explícito, o Presidente fez uma referência que pode ser lida à luz do braço de ferro entre o Governo central e os municípios a propósito da descentralização de competências e recursos, o Presidente da República sublinhou que os municípios surgiram "antes de serem submetidos ao poder central".

Passando em revista a história de Portugal, o Presidente da República considerou que a pátria é muito mais que apenas heróis: "é muito mais do que isso: é povo".

"É o povo a razão de sermos Portugal", sublinhou Marcelo.

Para Marcelo foi sempre o povo o cimento da história, fosse na independência do Brasil, de que se assinalam, este ano, os 200 anos, fosse na independência de Timor-Leste.

No momento atual, o Presidente destacou a capacidade do povo português no acolhimento de refugiados e a participação em missões como na República Centro Africana.

Numa referência à independência do Brasil, que também quis homenagear, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o seu próprio avô António, um dos muitos milhares que saiu da região de Braga para tentar uma vida melhor no Brasil

Braga foi o palco escolhido pelo Presidente da República para assinalar o Dia de Portugal. No momento, da chegada de Marcelo Rebelo de Sousa, várias centenas de pessoas entoaram o Hino Nacional e assistiram à revista às forças em parada que Marcelo Rebelo de Sousa efetuou num veículo militar.

No ano passado, na Madeira, o Presidente da República tinha deixado um apelo à "reconstrução do tecido social" que não se limite a "remendar".

"Esta terra exige mais de nós, que não esqueçamos nos próximos anos, não nos limitando a remendar o tecido social ferido pela pandemia", avisou Marcelo Rebelo de Sousa, em 2021.

"Reconstruamos esse tecido a pensar em 2030, 2040, 2050. É necessário agir em conjunto, com organização, transparência, eficácia, responsabilidade", apelou o Presidente, na intervenção no Funchal, palco escolhido para as comemorações do 10 de junho, no ano passado.

Numa alusão às verbas europeias, a chamada "bazuca", o Presidente apelou a que esses recursos sejam aproveitados, recriando "espírito novo de futuro, para todos, e não uma chuva de benesses para alguns" e "evitando deles fazer, em pequeno e por curtos anos, o que fizemos tantas vezes na nossa História com o ouro, especiarias, com a prata".

"Que se veja com olhos de interesse coletivo e não com olhos de egoísmos pessoais ou de grupo", sublinhou então o Presidente.

Numa mensagem que visou ser de esperança, Marcelo vincou que "não serão as imensidades destes desafios que nos vão desviar do nosso futuro".

"Que se desenganem os profetas da nossa decadência ou da nossa finitude", afirmou, no ano passado, o Presidente da República.

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