Apoio do PCP depende "das opções do PS"

O encontro entre António Costa e Jerónimo de Sousa, na sede do PCP, demorou cerca de uma hora e meia.

Depois de reunir com o primeiro-ministro, Jerónimo de Sousa sublinhou que para o PCP apoiar o executivo de António Costa "é decisivo saber que opções fará o PS".

O secretário-geral do PCP adiantou que "a estabilidade de um governo depende sempre das políticas que executa" e que o PS sabe qual o programa dos comunistas: "uma política patriótica e de esquerda".

Jerónimo de Sousa reafirmou a determinação "em alcançar soluções em domínios essenciais", como a questão do salário mínimo, o direito à habitação e a proteção do Serviço Nacional de Saúde.

"O PCP não acompanhará e dará combate as manobras de determinados setores", acrescentou.

O líder dos comunistas lembrou ainda que o seu "principal compromisso é com os trabalhadores do país" e que o partido estará presente "em tudo o que constituir avanço", melhores "condições de vida" e "mais justiça social".

O encontro entre António Costa e Jerónimo de Sousa, na sede do PCP, demorou cerca de uma hora e meia. No final da reunião, o primeiro-ministro disse que o encontro foi muito útil, não só para fazerem uma avaliação do trabalho conjunto que desenvolveram nos últimos quatro anos, mas também para clarificar a posição de cada um dos partidos perante o novo quadro político.

"[O PCP] Revelou disponibilidade para, tal como aconteceu na legislatura anterior, procedermos à avaliação conjunta de matérias que exijam intervenção parlamentar, desde logo os Orçamentos de Estado, e como já reafirmou não considera necessário, não havendo exigência do Presidente da República, que haja um acordo escrito. (...) Seguramente vai haver trabalho conjunto com o PCP, já para o Orçamento de Estado", afirmou António Costa, reforçando depois que PS e PCP vão "prosseguir o caminho" que iniciaram há quatro anos.

Quando questionado sobre se irá incluir alguma proposta do PCP no programa do Governo, Costa garantiu que o PS vai ponderar algumas delas e ver qual a melhor forma de lhes dar expressão, mas deixou um aviso.

"Há matérias sobre as quais temos profundas divergências que nestes quatro anos não ultrapassámos e, previsivelmente, os próximos quatro também não o permitirão. Nomeadamente, a leitura que cada um faz sobre a presença de Portugal na União Europeia. Fora isso há contributos positivos que vamos procurar ter em conta no programa de Governo que apresentaremos na Assembleia da República", acrescentou o primeiro-ministro.

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