Apoio militar? "Quando não enviamos algum material, não é por receio, mas por indisponibilidade"

Costa explicou que aterrou na Polónia com um avião "com mais equipamento militar, adquirido especificamente para a Ucrânia". Sobre os novos pedidos de Zelensky, o primeiro-ministro "tomou nota".

António Costa garante que Portugal tem dado todo o "apoio disponível" à Ucrânia, "para conquistar a paz", e só não dá o que não tem. Zelensky admite que alguns países resistem a enviar material "por receio que avancemos para território russo".

Na conferência de imprensa conjunta, entre o primeiro-ministro português e o Presidente ucraniano, Costa assumiu que Portugal "tem dado todo o apoio disponível" para que a Ucrânia conquiste a paz "e a liberdade e o direto à autodeterminação".

"Quando não damos algum material que nos é pedido, não é por receio, mas por indisponibilidade", acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa disse ainda que, aterrou na Polónia com um avião "com mais equipamento militar, adquirido especificamente para a Ucrânia". Sobre os novos pedidos de Zelensky, Costa "tomou nota" e "vamos ver se é possível".

Já Volodymyr Zelensky admite que, nesta altura, "está grato" pelo apoio militar de todos os países, incluindo Portugal. "Estou a pedir a todos os países para que nos deem apoio. Só assim conseguimos defender o nosso território", disse.

O Presidente da Ucrânia garante que a intenção das suas tropas não é avançar para território russo, "mas sim defender o nosso território", incluindo o Donbass.

Zelensky lembrou as ameaças da Rússia sobre o apoio militar dado à Ucrânia, mas pede "que ninguém tenha medo": "Temos de estar unidos".

Adesão à UE: "O nosso processo demorou nove anos"

Questionado sobre a entrada da Ucrânia na União Europeia, António Costa voltou a sublinhar que "todos os europeus se regozijam pela opção da Ucrânia pela Europa".

O primeiro-ministro diz que os países estão à espera "do relatório da Comissão Europeia", que aguardam "com grande expectativa". Ainda assim, no início de junho, "começará um processo" em que Portugal explicará à Ucrânia como se dá a adesão à UE, com apoio técnico.

"Os processos são muito difíceis e complexos. O nosso levou nove anos. O importante é o que está feito", concluiu.

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