"Arrastam os pés", não cumprem e forças de segurança continuam secundarizadas

Jerónimo de Sousa esteve "a jogar em casa" em Benavente e Alpiarça.

A tarde e noite da campanha da CDU e de Jerónimo de Sousa foi a "jogar em casa" e dedicada a dois concelhos comunistas: Benavente e Alpiarça. Talvez por isso, o secretário geral do PCP se tenha centrado naquilo que os executivos camarários fizeram e na obra que concretizaram nestes municípios. Sobrou pouco para a política nacional, mas há uma palavra que define o que Jerónimo de Sousa pensa do governo socialista de António Costa e, em concreto, do ministério da Administração Interna e da forma como trata as forças de segurança: "passividade". No discurso da noite em Alpiarça, o secretário de Estado não utilizou em concreto esta palavra, mas uma expressão que a justifica: o governo "arrasta os pés".

As forças de segurança de Alpiarça precisam de melhores condições, nomeadamente a Guarda Nacional Republicana. A Câmara cedeu o terreno para o novo posto da GNR, mas o governo não deu andamento ao processo. "A CDU é quem toma a iniciativa e avança confrontando o governo com as suas responsabilidades, como acontece com a construção do posto da GNR, acordada, com a autarquia a cumprir e a ceder o terreno e o governo parado e sem explicação", diz.

Jerónimo de Sousa não entende a estagnação. "Dizem que há dinheiro, e há, mas arrastam os pés e não se chegam à frente quando se trata de dar resposta aos problemas das comunidades, que querem ver as suas forças de segurança bem instaladas e equipadas e não secundarizadas", explica.

Já antes, em Samora Correia, concelho de Benavente, Jerónimo de Sousa ouviu o atual autarca e recandidato Carlos Coutinho falar de um clima de insegurança. "Também aqui o governo do país tem andado mal. É inadmissível que, em 20 anos, o município de Benavente tenha perdido 15 militares, que impedem que este policiamento de proximidade, que é uma necessidade absoluta e que as pessoas possam ter um sentimento de segurança", afirma o autarca.

A CDU considera que não basta falar nas vantagens da proximidade, é preciso colocá-la em prática e isso pode começar pelo reforço das forças de segurança.

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