Fronteiras reabrem e turistas regressam, mas "com regras"

António Costa sublinha que os turistas que viajam para Portugal têm de cumprir regras.

As portas de Portugal reabriram e já começaram a chegar turistas ao país, mas António Costa lembra que a acompanhar a reabertura das fronteiras estão regras que precisam de ser cumpridas.

"As pessoas que vêm para Portugal têm de saber que têm de usar máscara na via pública. É preciso ter em conta que hoje estamos numa situação muito melhor, mas só nos manteremos se não relaxarmos relativamente às regras. Não podemos perder aquilo que conquistámos até agora. As fronteiras reabriram, mas reabriram com regras que têm de ser cumpridas e estão a ser cumpridas", explicou Costa em Paris, à margem da Cimeira Sobre o Futuro das Economias Africanas, organizada pelo Presidente francês, Emannuel Macron, e que junta mais de 20 líderes africanos e europeus.

Sobre o evento, António Costa revelou que na segunda-feira foi possível obter um acordo muito importante na União Europeia para a criação de um mecanismo de migração legal que beneficiará a circulação de estudantes e conhecimento científico entre os continentes.

"Estamos a encontrar novas formas para responder à pressão da dívida dos países africanos e é também uma oportunidade de desenvolver contactos bilaterais. Todos temos consciência de que Moçambique precisa de um apoio muito particular neste combate ao terrorismo, têm vindo a infiltrar-se até ao sul do continente africano. A formação do ponto de vista técnico-militar, que Portugal assegura há 40 anos, tem vindo a ser robustecida", afirmou o primeiro-ministro.

A questão do perdão das dívidas aos países africanos ainda está a ser discutida, mas já foi aprovada uma moratória relativamente a dois países de língua oficial portuguesa.

"Toda a nossa participação tem de ser vista do quadro geral da União Europeia. A diretora-geral do FMI ontem fez uma proposta bastante interessante de forma a não agravar o endividamento desses países, para responder a algo que é essencial e inadiável: para que esta crise não aprofunde as desigualdades entre países. Devemos usar a presidência portuguesa da União Europeia para ajudar a aproximar continentes que são vizinhos", sublinhou.

Para António Costa, todos os países têm a ganhar com a luta conta a violação dos direitos humanos e ausência de desenvolvimento em África. Ambos os problemas são fonte de criação de fluxos migratórios de difícil gestão para a Europa.

"África é um continente que tem recursos naturais muito importantes para o desenvolvimento. Desta vez não devemos ficar por palavras, que são inconsequentes. A União Europeia, espero que ainda na nossa presidência, vai aprovar um programa de 80 mil milhões de euros para investimento no continente africano, para financiar projetos de economia verde, na área da energia e água", acrescentou o primeiro-ministro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de