As metas de Moreira da Silva: refundar PSD sem "racistas, populistas e xenófobos" para vencer todas as eleições

O candidato escreve no documento que quer "liderar uma oposição firme, inconformista, criativa e reformista ao Governo socialista". Consulte na íntegra a moção do candidato.

Jorge Moreira da Silva lança-se à liderança do PSD com objetivos ambiciosos, "unir o partido e vencer todos os desafios eleitorais" nos próximos dois anos, recuperando a maioria absoluta na Madeira. O agora candidato à liderança laranja assume que quer "refundar o PSD", adotando um código de conduta "para todos os militantes e eleitos".

Os elemento da campanha do antigo ministro de Pedro Passos Coelho entregaram, esta segunda-feira, as 1800 assinaturas para a candidatura à liderança do PSD, já que o candidato está infetado com Covid-19, e só "regressa à estrada na quinta-feira".

CONSULTE AQUI NA ÍNTEGRA A MOÇÃO DE ESTRATÉGIA GLOBAL DE MOREIRA DA SILVA

Na moção de estratégia global, Moreira da Silva escreve que "a vitória nos atos eleitorais" dos próximos dois anos "é especialmente relevante para o aprofundamento do projeto político europeu, para o reforço da autonomia regional dos Açores e da Madeira", definindo como objetivo a recuperação da maioria absoluta na Madeira, perdida nas últimas eleições regionais. Também nos Açores, com eleições em 2025, a ambição "é a maioria absoluta do PSD".

Moreira da Silva quer "liderar uma oposição firme, inconformista, criativa e reformista ao Governo socialista", falando mesmo na "refundação programática do partido", e reafirmando que "na casa do PSD não cabem racistas, xenófobos e populistas".

"Seremos mais, seremos mais novos e seremos diferentes. Comprometemo-nos a aumentar significativamente o número de militantes; a dar mais poder aos militantes (o partido é deles, não é dos dirigentes); e a promover novas formas de participação de não militantes na vida interna do PSD, seja através do seu envolvimento no desenho de políticas, seja através do seu envolvimento nos nossos processos de decisão e de escolha interna", dizem.

O candidato acrescenta que vai "adotar um código de conduta aplicável a todos os militantes e eleitos do PSD", e avisa que "é preciso um "espírito de unidade no partido, para o qual todos temos a obrigação de contribuir".

Moreira da Silva reforça que quer constituir "um Governo sombra" ao PS, que será apresentado no congresso de 4 de julho: "Ficam os Ministros e os Secretários de Estado do governo socialista a saber que, a partir de agora, terão uma marcação direta por parte dos ministros-sombra e dos Secretários de Estado sombra do PSD".

E, para o país, até 2030, Moreira da Silva deixa escrito que quer colocar Portugal no topo do ranking de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Atualmente, Portugal está na 27º posição. O social-democrata quer ainda subir no índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas e no índice de Bem-Estar da OCDE.

Já sobre o PIB, o objetivo é que esteja acima da média da União Europeia, "hoje estamos na 22ª posição".

Moreira da Silva quer avançar já com as obrigações declarativas fiscais e patrimoniais dos políticos, aprovadas em 2022, com a fiscalização do Conselho das Finanças Públicas. E os cidadãos em geral também vão ter de declarar novas obrigações, porque diz Moreira da Silva, "a corrupção não se limita à esfera pública".

O candidato está em isolamento, mas de acordo com a candidatura, "quinta-feira, se tudo correr normalmente, já estará em contacto direto com os militantes". Da entrega da moção, na sede do PSD, ficou também a garantia da candidatura, que Moreira da Silva "está disponível para debater nas televisões e nas rádios com Luís Montenegro", antes das eleições diretas a 28 de maio.

Notícia atualizada às 19h35

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