Assinaturas fantasma no PSD? "Obviamente não é normal"

Rui Rio tira o tapete a Fernando Negrão e condena que o nome de deputados do PSD tenha sido usado sem o consentimento dos mesmos no pedido de fiscalização sucessiva da nacionalização da Casa do Douro.

Rui Rio considera que a utilização de assinaturas dos deputados do PSD sem conhecimento dos próprios é não é uma situação normal.

Questionado sobre a notícia avançada esta segunda-feira pela TSF, a propósito dos sociais-democratas que foram surpreendidos quando viram a sua assinatura no pedido de fiscalização sucessiva da nacionalização da Casa do Douro, o presidente do PSD sublinha que é uma situação não pode voltar a acontecer.

"Não sei se é prática os deputados confiarem na direção do grupo parlamentar e poder pôr o nome nalgumas coisas. Para quem está de fora - e eu sou de fora, que não sou deputado há muitos anos, - obviamente que não é normal."

Questionado sobre se, enquanto presidente do PSD condenava caso, Rui Rio não foi taxativo e atirou a resposta para canto: "A própria bancada já assumiu que não é normal e que não deve voltar a acontecer".

À margem de uma arruada em Lamego, subindo a conhecida na Avenida Visconde Guedes Teixeira, Rui Rio assumiu que não consegue acompanhar as notícias, mas soube do caso através dos jornalistas que acompanham a campanha e já falou com Fernando Negrão.

A subida na sondagem da Pitagórica para a TSF/JN/TVI não mudou o discurso de Rui Rio. Garante que o seu barómetro é o que vê no terreno, onde "a aceitação é cada vez maior", por isso já "tinha a certeza" que ia subir mas intenções de voto.

"Estou a disputar as eleições taco a taco com Costa. Um vai ganhar outro não." E se "não estava taco a taco em fevereiro ou abril" agora já está, reitera. Este era "um caminho que teve de se fazer", cheio de "momentos altos e momentos baixos".

O que fez os eleitores mudar o sentido de voto? "A campanha que temos feito e a postura que tenho tido, independentemente de ser criticado", defende Rui Rio.

"O que é que me interessa uma sondagem do dia 6 de outubro? Tenho é de me preocupar até ao dia 6 de outubro."

Depois de uma tarde e noite em grande em Vila Real , a arruada em Lamego foi curta em distância e fraca em entusiasmo. Acompanhado por Fernando Ruas, cabeça de lista por Viseu, Rio foi obrigado a abordar quem ia encontrado sentado nos bancos de jardim e nem sempre levou a melhor resposta ao entregar o souvenir da campanha social-democrata. Como a do idoso que lhe disse: "o lápis vale pouco, também o partido não deve valer nada."

Entre macieiras, está escolhido o ministro da agricultura

O dia começou entre macieiras na Quinta da Aliviado. Ou melhor, no topo das macieiras. Rui Rio subiu a um trator e experimentou o trabalho no pomar.

O PSD ainda não venceu as eleições, mas o seu presidente já está a formar Governo. Depois de Joaquim Sarmento nas Finanças, há mais um nome para um executivo hipotético. Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura do segundo executivo liderado por Cavaco Silva, entre 1987 e 1991, é o escolhido para voltar liderar esta pasta.

"Gostava que o dr. Adelino Cunha voltasse a ser ministro da agricultura. E é isso que vai acontecer se ganharmos as eleições", disse Rui Rio aos jornalistas.

Reiterando que o PSD quer trazer mais jovens para a agricultura, setor onde a idade média ronda os 65 anos, o objetivo desta escolha é "ter um ministro que seja reconhecido, forte e que percebe muito de agricultura".

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